24/06/08 - O mercado imobiliário brasileiro deve receber um novo impulso com o grau de investimento, nota de país seguro para investimento, dado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o Empresário sócio do grupo de investimentos imobiliários Brazilian Finance e Real Estate, afirmou que os investimentos estrangeiros em imóveis no País podem saltar de R$ 8 bilhões para R$ 20 bilhões ao ano, movimento semelhante ao que ocorreu no México há alguns anos.
Para ele, o grau de investimento, somado à percepção de que o Brasil está descolado da crise americana, fará o dinheiro voltar a aparecer. “Tivemos três anos de investimentos, seguidos pela apreensão com a crise americana. As empresas deram uma pausa para reavaliar a situação, mas o dinheiro voltará. Já percebemos interesse de investidores, por exemplo, nos fundos que nossa empresa administra, e recebemos consultas de investidores asiáticos sobre a atividade imobiliária no País”.
O especialista considera que os excelentes fundamentos atingidos pelo mercado imobiliário - inflação sob controle, juros mais baixos e investment grade - trarão investimentos em torno de R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos.
Segundo ele, o interesse estrangeiro pelo mercado imobiliário brasileiro é diversificado, vai desde imóveis comerciais locados e residenciais em construção a shoppings. O grande estímulo é o potencial de valorização das unidades. “Comparando-se os imóveis daqui com parâmetros de fora, imóvel aqui é barato. Lá fora os aluguéis são muito caros. Considerando que o Brasil, como membro do clube do grau de investimento, não deveria ter muita discrepância em relação a outros países, é natural alguns investidores apostarem na valorização do imóvel brasileiro e é isso que eles perseguem”, explica.
No México, a conquista do investment grade fez com que o país passasse a receber investimentos superiores a R$ 10 bilhões por ano, sendo que grande parte das operações tinha a participação de estrangeiros.
Aqui, os bancos nacionais e internacionais já estão bastante agressivos e há empresas crescendo de maneira consistente tanto em novos empréstimos como em securitização. “Estamos quebrando paradigmas e vivendo uma fase que historicamente não tem comparação. Não existe no horizonte nada que coloque em risco o sucesso desse segmento. A demanda hoje chega a 7 milhões de moradias - a maior parte em baixa renda, mas também há classe média e alta. É muita coisa”, analisa.
A Barra do Jucu ainda está para ser descoberta pelo mercado imobiliário: imóveis na região valorizaram, em uma média, de 15% a 20% nos últimos 12 meses, enquanto em Interlagos, bairro vizinho, esse índice foi de 25% a 45% em um ano.
Para os compradores, essa é uma boa notícia, porque terrenos na região ainda têm preços mais baixos do que os praticados em bairros da orla de Vila Velha. É possível comprar um terreno com 360m2 por cerca de R$ 40 mil, nas áreas mais afastadas, e por R$ 120 mil na orla.
Como o Plano Diretor Urbano (PDU) do bairro ainda não permite a construção de prédios com mais de três pavimentos, a predominância é de casas, em sua maioria de três e quatro quartos.
“Com a orla de Vila Velha toda verticalizada, a Barra do Jucu é uma das poucas regiões que ainda permitem a construção de futuros empreendimentos horizontais. Quem quer ter o prazer de morar em uma casa em Vila Velha, o bairro é uma das opções, juntamente com Ponta da Fruta e Interlagos”.
Residencial
Já existem projetos em andamento para a construção de condomínios horizontais e verticais. A previsão é que ainda este ano sejam anunciados os novos empreendimentos que devem mudar a cara do bairro.
“A Barra do Jucu está se mostrando uma grande opção para investir a curto e médio prazo. Dentro de pouco tempo, o bairro sofrerá uma grande valorização com os novos empreendimentos que estão chegando”.
Empreendimento residencial de alto padrão deve ser lançado em setembro
A previsão é que em setembro seja lançado um condomínio de loteamentos da construtora de Belo Horizonte. “Será um condomínio de alto padrão, totalmente urbanizado, com ruas calçadas e uma área de lazer privilegiada. O projeto já está em fase final de aprovação”, revela o diretor de Planejamento e Empreendimento da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Enrico Rocha Barbosa.
Além de condomínios horizontais de alto padrão, o bairro também terá espaço para empreendimentos voltados para o padrão econômico e supereconômico. Os primeiros lançamentos dessa categoria devem ser anunciados no início do próximo ano, em virtude da aprovação dos projetos em andamentos.
“A Barra do Jucu possui várias áreas a serem empreendidas, pois possui uma grande quantidade de terrenos. Os empreendimentos da classe econômica serão prédios de até 10 andares, com elevador e preço girando em torno de R$ 80 mil a R$ 90 mil. Já os supereconômicos terão prédios de quatro pavimentos, sem elevador e valor entre R$ 65 mil a R$ 80 mil”, adianta Barbosa.
Praias e reserva ambiental são os principais destinos turísticos do bairro
A Barra do Jucu surgiu de uma vila de pescadores e mantém até hoje como principais características o bucolismo de uma cidade calma, mas a apenas 10 quilômetros do Centro de Vila Velha.
O principal atrativo da região são as praias famosas, freqüentadas principalmente por praticantes de surfe, bodyboard e de pesca. A região também é endereço da Reserva Ecológica de Jacarenema, área de preservação de restinga e manguezal.
Outro atrativo são os bares e restaurantes da Barra do Jucu, cuja fama é reconhecida por todo os Estado, o que garante uma vida noturna agitada. O comércio atende às necessidades básicas de um bairro residencial, como padarias, farmácias e papelarias.
Por causa da proximidade com bairros como Itaparica, que já possuem comércio intenso, os moradores da Barra do Jucu optam por usufruir da estrutura de outros bairros. Mas já há planos para a expansão do comércio do bairro, com base nos empreendimentos futuros.
Comércio
“Uma rede de supermercados já adquiriu uma área no bairro, visando atender à região Sul de Vila Velha, já de olho no crescimento dos próximos anos. Há também o Shopping Barra Sol, cujas obras estão previstas para terminar em dois anos e que devem mudar o perfil da região”, adianta diretor de Planejamento e Empreendimento da Ademi-ES, Enrico Rocha Barbosa.
Além disso, o bairro deve passar por melhorias estruturais, como a previsão de construção de mais três novas escolas pela prefeitura e a urbanização da orla, ligando com a orla de Itaparica.
Procura por imóveis para aluguel é grande na Barra do Jucu
A procura por imóveis para aluguel é grande na Barra do Jucu. A valorização tem acompanhado as taxas de reajuste do mercado, o que garante que os valores permaneçam em um patamar mais acessível.
“A procura maior é de casas de três e quatro quartos. O valor varia de R$ 300,00 para casas de dois quartos a R$ 700,00 para quatro quartos. O bairro não tem muita opção de imóveis comerciais, mas uma loja de 35m2 tem um aluguel que gira em torno de R$ 500,00 a R$ 550,00.
Já os galpões tem o aluguel em torno de R$ 2,5 mil”.
Industrial
Mesmo sendo um bairro basicamente residencial, a Barra do Jucu oferece construções voltadas para o mercado industrial.
A duplicação da Rodovia do Sol favoreceu a construção de empresas e galpões para abrigar centros de distribuição, principalmente pela facilidade de escoamento para outras regiões da Grande Vitória e do interior do Estado.
Dependendo da localização, o metro quadrado de um terreno pode custar até R$ 111,00, muito mais em conta quando comparado ao valor do metro quadrado de um terreno no Centro de Vila Velha ou na Praia da Costa, onde há poucos espaços para se construir.
Áreas mais valorizadas estão no Centro
Para aquisição de casas, as áreas mais valorizadas da Barra do Jucu estão no Centro e na Barra II. O valor dos imóveis nessas áreas, mais próximas às praias e também à rede de comércio e serviços do bairro, pode chegar a R$ 300 mil, uma casa de quatro quartos. Já a procura por terrenos é maior nas regiões de Riviera da Barra, São Conrado, Maria Ortiz e Morada da Barra. Em algumas áreas, é possível encontrar terrenos a partir de R$ 25 mil.
Raio-X
617 terrenos
646 residências
3 imóveis industriais
57 imóveis de comércio e serviço
2 espaços para prática de esportes e lazer
1 instituição de ensino
Preço médio do metro quadrado para venda de loja na Enseada é de R$ 10 mil
A região de Laranjeiras, na Serra, é a campeã no ranking da construção de imóveis residenciais na Grande Vitória. É o que provam os números do mais recente Censo Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sindicon-ES), apresentado na semana passada.
Parque Residencial Laranjeiras, Laranjeiras II, Morada de Laranjeiras e Colina de Laranjeiras são responsáveis por 40% das mais de 5,6 mil unidades lançadas na Grande Vitória, nos últimos seis meses.
Para se ter uma idéia da proporção desse percentual, a região que fica em segundo lugar no ranking dos lançamentos – Praia da Costa e Itapoã – registrou apenas 14% das unidades lançadas.
Outro dado importante: 24% das unidades residenciais em construção na Grande Vitória estão em Laranjeiras.
Um dos motivos para o boom residencial em Laranjeiras tem como explicação a grande oferta de terrenos que comportam a construção de condomínios de casas, as vedetes da região.
Preço
O outro fator é o preço do metro quadrado dos terrenos, que ainda é bem menor do que em outros bairros muito procurados para moradia na Grande Vitória. Exemplo: em Laranjeiras, o metro quadrado dos terrenos custa em torno de R$ 1 mil, enquanto em Jardim Camburi, pode chegar a R$ 2 mil.
O preço do metro quadrado dos imóveis prontos também é mais em conta: para dois quartos, gira em torno de R$ 2.146,00; três quartos, em média R$ 2.317,00; e casas, por volta de R$ 2.684,00.
Isso também contribui para tornar o valor de venda das unidades mais acessível, com apartamentos custando na faixa de R$ 100 mil a R$ 130 mil – valor que é acessível para a parcela da população que recebe de cinco a sete salários mínimos e está em busca de imóveis compactos – o perfil do bairro.
“Essa é a base da pirâmide e o grande mercado, que está aquecido, principalmente pelas linhas de crédito facilitadas”, diz o presidente do Sindicon, Aristóteles Passos Costa Neto.
Perfil
2.214 lançamentos imobiliários
5.556 unidades em construção
40% dos lançamentos
74% de unidades comercializadas
24% das unidades em construção
Condomínios com grandes áreas de lazer
Primeiro vieram os condomínios de casas, agora Laranjeiras começa a sua verticalização. Por ainda ter muitas áreas disponíveis, o valor do metro quadrado do terreno ainda é mais acessível às construtoras, permitindo consolidar grandes empreendimentos com áreas de lazer com estrutura de clube. “Isso reduz os custos de construção e oferece um preço final mais atrativo. Além disso, a proximidade com Vitória e às grandes empresas proporciona uma qualidade de vida ainda maior, já que torna possível morar próximo ao local de trabalho”, diz a diretora da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Rachel Menezes.
Lugar para investir
Se Laranjeiras é o bairro residencial que mais cresce na Grande Vitória, a Enseada do Suá é o que teve a maior valorização comercial nos últimos 12 meses. O 13º Censo Imobiliário do Sindicon-ES registrou um aumento de 120% no valor do metro quadrado de lojas e de 42,7% em salas.
“A evolução dos preços na Enseada do Suá foi acima da expectativa. O que é justificado pela escassez de unidades comerciais, a partir da mudança do PDU do bairro. O maior investimento passou a ser em empreendimentos residenciais, o que ajudou a elevar os preços”, analisa o diretor de Economia e Estatística do Sindicon-ES, Renato Menezes.
O preço médio do metro quadrado para venda de uma loja na região fica em torno de R$ 10,1 mil, enquanto que uma sala é vendida a R$ 5,4 mil o metro quadrado.
Esses valores colocam o bairro no topo do ranking dos metros quadrados comerciais mais caros da Grande Vitória, ao lado da Mata da Praia, também em Vitória: de R$ 7 mil a R$ 10 mil o metro quadrado, superando Campo Grande, Cariacica, com valores de metro quadrado que variam de R$ 4 mil a R$ 7,5 mil.
Alta nos preços
O lançamento de quantidade reduzida de lojas, concentradas em um único empreendimento, contribuiu para a alta nos preços, já que boa parte dos compradores são investidores. O aluguel futuro deve girar em torno de 1,2%. Significa que uma loja, comprada por R$ 200 mil pode render ao seu dono um aluguel de até R$ 2,4 mil.
Essa tendência tem como principal responsável a mudança do PDU do bairro, que era estritamente comercial. Com a transformação da Enseada em um bairro misto, cria-se a necessidade do comércio de lojas de rua.
“Até começarem a chegar os grandes empreendimentos residenciais, o comércio do bairro era voltado para quem trabalha na região. Com a transformação da Enseada em um bairro misto, outro tipo de oportunidade foi identificada pelo mercado, o que fez com que as lojas disponíveis tivessem essa alta de preços”, avalia o consultor imobiliário José Luiz Kfuri.
Perfil
120% de valorização para lojas
42,7% de valorização em salas
R$ 10.185 é o preço médio do m2 de lojas
R$ 5.483 é o valor médio do m2 de salas
86% das unidades comercializadas
Investir em salas é retorno garantido
Quem pensa em investir em salas ainda pode ter um bom retorno, já que a Enseada do Suá possui empreendimentos com salas comerciais modernas, que já possuem uma alta demanda, devido à escassez desse tipo de empreendimento na Grande Vitória. A possibilidade de morar próximo ao local de trabalho também vai funcionar como um atrativo futuro de valorização. “A Enseada do Suá é uma alternativa à Praia do Canto, só que mais moderno e nasce como um bairro completo, com fortes atrativos de lazer como a Praça do Papa, o Hortomercado. A verticalização possibilitou uma ocupação de terrenos menor, com grandes espaçamentos entre um prédio e outro, contribuindo para a qualidade de vida do bairro”, avalia Kfuri.
Análise
Os campeões em lançamentos
Renato Menezes
Diretor de Economia e Estatística do Sindicon-ES
Há dois anos, Laranjeiras era a quarta região em lançamentos, mas pela velocidade dos novos empreendimentos, era esperado que o bairro atingisse o primeiro lugar em pouco tempo. Houve momentos em que oferta não acompanhou a demanda, principalmente por causa da facilidade de financiamento dos imóveis. Dificilmente outra região vai superar Laranjeiras em quantidade de unidades e como esses empreendimentos devem ficar prontos em até quatro anos, a região vai ficar por um bom tempo na liderança. Já a Enseada do Suá foi uma surpresa a valorização, principalmente de lojas, mesmo que estivéssemos aguardando uma alta. Os últimos lançamentos comerciais, principalmente de lojas, venderam com uma velocidade maior do que a de unidades residenciais. Por outro lado, nos próximos meses, o resultado pode não se repetir nessas proporções, mas as salas e as unidades residenciais, principalmente, ainda têm grande potencial para se valorizarem. Com a escassez dos terrenos de frente para o mar, os imóveis concentrados nessas áreas terão os preços ainda mais valorizados do que em outras regiões da Enseada do Suá.
O perfil do profissional do ramo imobiliário mudou. O crescimento do mercado, a difusão da informática e o aumento do nível de exigência dos clientes foram os principais fatores de transformação da profissão. O corretor imobiliário passou a assumir mais do que a função de intermediador numa negociação. Hoje, o profissional precisa conhecer vários aspectos, principalmente sobre o mercado imobiliário e economia e até mesmo ter noções de matemática financeira, em especial as tabelas de financiamento.
“O profissional assume uma posição de consultoria. Com a crescente complexidade dos negócios, o mercado passou a exigir mais do profissional, que precisa ter um conhecimento muito maior e tem sua capacidade ainda mais exigida. A profissão de corretor hoje não é mais encarada como uma ocupação provisória, é uma profissão com objetivos de longo e médio prazo”,avalia o diretor financeiro de uma Imobiliarária de Vitória.
“O corretor deve ter muita responsabilidade, porque a compra de um imóvel não é como uma bolsa ou sapato. Você está vendendo o sonho de uma pessoa. O conhecimento, aqui, é a característica mais marcante do profissional. Ele tem de saber tudo sobre o imóvel e ter a resposta na ponta da língua, para passar segurança aos clientes”, conta uma corretora de imóveis.
Número
5% de comissão, Esse é o percentual mínimo do valor da venda do imóvel cobrado por profissionais autônomos e exigido pelo Creci e pelo Sindicato.
Moradores de conjuntos habitacionais da Companhia de Habitação (Cohab) vão ter mais facilidade em conseguir a escritura dos imóveis. As taxas de escrituras e o registro vão custar 90% menos ao morador da Serra. Além disso, os beneficiados vão ter direito à isenção do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), para residências que permanecem com o primeiro dono.
Pela lei sancionada em 26 de dezembro, os Cartórios de Escritura e Registro vão cobrar taxas bem inferiores para expedir a escritura. Só para comparar, a escritura de um imóvel no valor de R$ 30 mil vai sair por apenas R$ 63; o mesmo valor será pago também pelo registro, além da isenção de ITBI, para imóveis com um único proprietário. Sem o benefício, uma escritura não sairia por menos de R$ 350.
Imóveis que já têm segundo dono vão pagar o dobro desses valores para registro e escritura, além de não ter direito à isenção do ITBI. A explicação para esse tratamento diferenciado é simples: quando o imóvel é vendido, o primeiro proprietário já recebeu todos os benefícios mencionados, por isso, o segundo não tem mais direito e terá que arcar com as despesas.
Aproximadamente 30 mil famílias vão ser beneficiadas por esse sistema. Quando o proprietário acaba de pagar todas as prestações do imóvel, precisa transferir para o nome dele, pois a Cohab apenas elimina a hipoteca. A escritura não é fornecida. De acordo com dados levantados pela Secretaria de Habitação da Prefeitura da Serra, mais de 90% dos imóveis adquiridos pela Cohab não têm escritura. São imóveis, no geral, com mais de 25 anos de uso.
A Praia da Costa ocupa uma posição privilegiada dentro do mercado imobiliário da Grande Vitória. O bairro é hoje um dos mais valorizados, com um total acumulado de 130% nos último cinco anos.
Boa parte dos empreendimentos do bairro hoje são de alto padrão, com preços variando de R$ 200 mil a R$ 450 mil para apartamentos de três quartos e podendo chegar a mais de R$ 3 milhões para unidades de quatro quartos.
Mas é possível também encontrar imóveis mais antigos, com preços começando em R$ 70 mil para apartamentos de dois quartos com mais de 15 anos de construção.
A oferta de unidades de dois quartos no bairro, principalmente fora da orla, tem crescido, apesar da predominância de empreendimentos de três e quatro quartos. E os preços de imóveis novos nesse padrão começam em R$ 90 mil.
Imóveis na Praia da Costa são muito procurados para aluguel, além de um grande número de pessoas procurando apartamentos para comprar, avaliam profissionais da área.
De acordo com os dados do último censo imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sindicon-ES), Praia da Costa e Itapoã somam 4.741 unidades em construção – 23% dos empreendimentos lançados na Grande Vitória.
Melhorias no trânsito do bairro
Está em estudo projeto pra a inversão da mão de trânsito na Avenida Gil Veloso, que contorna a orla da Praia da Costa. Segundo o secretário de Serviços Urbanos e Trânsito de Vila Velha, Romário de Castro, essas melhorias se completarão com o projeto de revitalização das orlas de Itapoã e Itaparica. Outro projeto na área de trânsito é o Construa Legal, que prevê a construção de rampas de acessibilidade na orla. Também será realizado projeto de reurbanização da orla de Vila Velha.
População: 25.678 mil
Residências: 994
Apartamentos: 10.942
Lojas: 301
Salas comerciais: 440
Lojas térreas: 29 Fonte: Prefeitura de Vila Velha. Dados de 2007
Endereços mais caros (m2)
Av. Antônio Gil Veloso: R$ 4,5 mil
Rua Gastão Rolbach: R$ 4,5 mil
Rua Hugo Musso: R$ 3,5 mil (residencial) e R$ 6 mil (comercial)
Rua Desembargador Augusto Botelho: R$ 3 mil
Preço é até 15% menor que na Praia do Canto
Uma das vantagens de morar na Praia da Costa, bairro nobre de Vila Velha, é o preço dos imóveis, que chegam a ser de 10% e 15% menores que na Praia do Canto, similar em Vitória.
Apesar da grande quantidade de empreendimentos do bairro, ainda há espaço para o surgimento de novas áreas, avalia outro profissional do mercado imobiliário.
Localizado próxima ao Morro do Moreno, numa região tranqüila da Praia da Costa, o Parque das Castanheiras tem sido considerado a “bola da vez” do mercado imobiliário, com empreendimentos de alto padrão.
“Outros endereços também estão na lista dos mais novos e nobres do bairro, como as ruas Afonso Pena, Humberto Serrano e Curitiba. Já a Hugo Musso surge como um dos endereços mais valorizados comercialmente, com o metro quadrado valendo R$ 6 mil, em média”, conta um profissional do mercado imobiliário.
Aluguel
1 quarto: R$ 350,00 a R$ 500,00
2 quartos: R$ 480,00 a R$ 1.500,00
3 quartos: R$ 800,00 a R$ 1.800,00
4 quartos: R$ 1.400,00 a R$ 4.500,00
Casa: R$ 1.500,00 a R$ 5 mil
Salas: (25m2): R$ 400,00 a R$ 2,5 mil
Lojas: (30m2): R$ 700,00 a R$ 2.200,00
Andar comercial (300m2): R$ 15 mil a R$ 25 mil
Casa Comercial (200m2): R$ 2.000,00 a R$ 9.000,00
Venda
1 quarto: R$ 65 mil a R$ 170 mil
2 quartos: R$ 90 mil a R$ 300 mil
3 quartos: R$ 130 mil a R$ 450 mil
4 quartos: R$ 300 mil a R$ 3 milhões
Casa: R$ 300 mil a R$ 700 mil
Salas (m2): R$ 2 mil a R$ 3 mil
Lojas (m2): R$ 3 mil a R$ 6 mil
Andar comercial (m2): R$ 3 mil a R$ 5,5 mil
Casa Comercial (m2): R$ 3,5 mil a R$ 5 mil
Serviço
Há poucas opções para aluguel de lojas
A Praia da Costa é um bairro completo em serviços e comércio, com grande oferta de lojas e centros comerciais, padarias, bares e restaurantes.
Creches, escolas, faculdades, clínicas e um hospital também complementam a estrutura do bairro, além do Shopping Praia da Costa, com sete salas de cinema, praça de alimentação, 192 lojas e possui anexo um edifício com salas comerciais de alto padrão.
Com um comércio movimentado, o aluguel na Praia da Costa tem hoje uma taxa de vacância bem reduzida, abaixo de 10%, que considerado o mínimo. Isso influi nos preços, que giram em torno de R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00 para lojas de 30 m2 e podem chegar a R$ 9.000,00 no caso de casas comerciais.
A procura para aluguel de imóveis residenciais também registra uma alta. “As pessoas procuram principalmente apartamentos de dois quartos e com boa estrutura de lazer, que são mais difíceis de encontrar devido a demanda. Já os de três e quatro quartos, a procura é menor”, conta outra profissional da área.
Análise: Valorização em dez anos
Um fator de valorização é o fato de o bairro já estar urbanisticamente definido, sem possibilidade de ter uma periferia. Cerca de 90% dos terrenos já estão vendidos, o que gera maior demanda e conseqüente aumento de preços. Além disso, a praia também ajuda a impulsionar a valorização, que deve girar em torno de 18% a 25% nos próximos 10 anos. O Shopping Praia da Costa ajudou a impulsionar ainda mais essa valorização. Nos últimos cinco anos, os imóveis na Praia da Costa valorizaram cerca de 130%. Antes da construção do shopping, um apartamento de três quartos tinha o teto máximo de R$ 200 mil e hoje esse já é o valor mínimo.
Começou hoje o 4º Feirão da Casa Própria do Espírito Santo. O evento está dividido em duas partes: a primeira sendo realizada neste final de semana em Vila Velha (Shopping Praia da Costa); a segunda será promovida na Serra – nos dias 6, 7 e 8 de junho. Nos dois salões, serão ofertadas 12 mil unidades.
A expectativa é de que sejam fechados R$ 55 milhões em negócios. Mais de 30 empresas, entre construtoras e corretoras, participam do evento.
Em Vila Velha são oferecidos 2 mil imóveis entre novos e usados, com valores entre R$ 50 mil e R$ 350 mil. Valor médio das unidades é de R$ 100 mil.
O feirão da Serra, município que pela primeira vez recebe o evento, será responsável pela oferta dos outros 10 mil imóveis. Os preços variam de R$ 50 a R$ 350 mil.
A Caixa espera que o feirão deste ano supere os realizados nos anos anteriores. São R$ 20,3 bilhões em financiamentos em todo o território nacional. O evento também acontece em outras dez grandes cidades do Brasil.
A última edição do salão no Estado recebeu mais de 20 mil visitantes e o volume de negócios chegou a R$ 40 milhões.
Comprar um imóvel avaliando apenas características como tamanho, número de quartos e se ele tem ou não varanda e dependência de empregada, por exemplo, não é mais a grande tendência do mercado.
Com o aumento do crédito, que possibilitou aos futuros moradores sonhar mais alto, e a crescente oferta de novos produtos, o comprador tem se preocupado com outros detalhes relacionados a sua futura casa ou apartamento.
E nesse novo panorama, três tendências surgem como grandes influenciadoras na hora da compra:
a comodidade de morar próximo ou ter fácil acesso ao local de trabalho e serviços, a segurança e a qualidade de vida - imóveis construídos próximos a parques, áreas verdes ou que possuam grandes áreas verdes no seu projeto.
“Algumas vezes, a vista chega a ser mais importante que o próprio imóvel. Um condomínio que possui vários itens de lazer pode proporcionar segurança para crianças, que não precisam brincar na rua e têm total liberdade dentro do local em que moram. São tendências que temos observado nos últimos oito anos, pelo menos”, avalia o diretor-presidente de construtora.
Condomínios atraem investimentos e privilégio se estende a imóveis mais baratos
Geralmente, por serem construídos em locais mais afastados, os condomínios-parque acabam não dispondo de uma rede de serviços muito variada. No entanto, com a chegada dos futuros moradores, essa rede começa a se ampliar ou mesmo está prevista nos planos do empreendimento. “A construtora leva o que está faltando à região. Atualmente, estamos desenvolvendo um projeto no município da Serra que prevê a construção de 11 condomínios. No local onde será construído não existe uma escola e, por isso, já vamos prever uma área para a instalação de um colégio particular e propor parcerias entre futuros investidores para melhoria do futuro bairro”, adianta o gerente de uma construtora.
Morar em um condomínio com uma grande área de lazer, com segurança e próximo a escolas, ao local de trabalho e a toda uma rede de serviços sempre foi privilégio para poucos. No entanto, as grandes construtoras têm estendido esse padrão também para os imóveis populares.
“O que era exclusividade de empreendimentos de luxo, agora é primordial para o desenvolvimento de qualquer projeto. Antes dava-se enfoque ao desenvolvimento da planta, hoje as construtoras têm que se preocupar também com o lazer e a segurança dos futuros moradores”, avalia uma diretora de vendas imobiliárias.
Laranjeiras, na Serra é apontado como o bairro com maior capacidade de abrigar esse tipo de empreendimento, por possuir grandes terrenos, que possibilitam a criação de grandes condomínios e próximos a áreas verdes. Além disso, a proximidade com a área industrial da Serra, oferece comodidade a quem trabalha na região.
“Quem compra um imóvel na Serra já tem um vínculo com a cidade. Cerca de 50% das pessoas que vão para o município são de Vitória, porque querem fugir do trânsito e se aproximar do local de trabalho. Ao optar morar em um condomínio, a pessoa perde um pouco da sua individualidade em troca da segurança, mas ganha toda uma nova vizinhança”, comenta a diretora técnica de uma construtora.
Trânsito também influencia compra
O trânsito tem feito com que as pessoas procurem morar próximo ao local de trabalho ou em regiões de fácil acesso viário.
A inclusão de áreas verdes tem se mostrado uma tendência muito forte também, principalmente em regiões mais afastadas, onde é possível ainda construir um condomínio perto de uma reserva ou parque municipal, dos quais os moradores possam usufruir além do lazer.
Atualmente, as pessoas buscam praticidade, conforto e segurança. E, por isso, outra tendência forte, tanto para imóveis afastados do comércio quanto em grandes centros, é a inclusão de serviços, como lavanderia, supermercados, farmácias, padarias, entre outros, dentro dos empreendimentos.
A Imóvel OK divulga um guia para os jovens comprarem sua casa própria, veja abaixo:
O sonho da casa própria deixou de ser um sonho apenas dos mais velhos. De 2003 para cá os jovens com até 30 anos tomaram a dianteira da contratação de créditos imobiliários no Brasil. Um estudo feito pela Caixa Econômica Federal mostra que 36% de seus mutuários têm entre 21 e 30 anos. Os clientes com idade entre 31 e 40 anos são responsáveis por 32% dos financiamentos, mesmo índice alcançado pelas demais faixas etárias.
Para se ter idéia da mudança de comportamento, há onze anos os mais jovens eram responsáveis por apenas 20% dos créditos imobiliários, enquanto os compradores com idade entre 31 e 40 anos respondiam por 44% dos financiamentos.
O Espírito Santo acompanha os índices nacionais. “Os números capixabas são os mesmos do resto do país. Com esse boom da economia local, os jovens entram cada vez mais cedo no mercado de trabalho, e ganhando bons salários. Esse panorama, somado às facilidades de crédito, aos longos financiamentos e aos juros baixos, colocaram os mais jovens na dianteira do mercado imobiliário”, explicou o superintendente da Caixa no Estado, Antonio Carlos Ferreira.
O superintendente acredita que em 2008 os jovens devem continuar aquecendo o mercado imobiliário. “Esse ano o número de mutuários com menos de 30 anos deve ultrapassar a barreira dos 40% aqui no Estado”. Ferreira revelou que as unidades mais procuradas pelos jovens compradores são os apartamentos de dois quartos.
Melhor opção
Um casal de 23 e 25 anos, encaixa-se bem no perfil dos jovens compradores. Eles ainda não têm data marcada para o casamento, mas já estão pagando as prestações da casa própria. “Encontramos o financiamento que se adequou às nossas necessidades: dividimos a entrada em quatro vezes e vamos financiar o restante em 25 anos. Se não fosse desse jeito, seria muito difícil sair do aluguel”, disse a companheira.
Mas antes de fechar o negócio dos sonhos, fique atento a algumas dicas. A primeira, segundo o assessor jurídico da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Elivaldo de Oliveira, é fazer uma simulação de todo o financiamento.
“O jovem deve sempre pedir para que o banco faça uma simulação de todo o financiamento, isso é importante para que o comprador tenha em vista quanto ele vai pagar. Outro ponto é não comprometer demais o orçamento, no máximo, 20%. O ideal é ter calma na hora de fechar a compra, afinal, o imóvel pode ser para a vida toda”.
Balanço
Ontem, o superintendente da Caixa fez um balanço das ações do banco em 2007. Só no Estado, foram aplicados R$ 1,9 bilhão. Desse montante, R$ 352 milhões foram para a habitação. Em 2008 a Caixa vai destinar R$ 400 milhões para o orçamento habitacional. “Como os juros devem continuar caindo, não resta dúvida de que essa é a hora de comprar a casa própria”, finalizou Antonio Carlos Ferreira.
Novidades da Caixa:Veja os novos serviços
Agilidade Dentro dos próximos 30 dias, a superintendência da Caixa vai implantar salas de atendimento exclusivas para empresários da construção civil. O objetivo é qualificar o atendimento e dar agilidade às contratações. Os financiamentos para as construtoras também serão reformulados com a intenção de simplificar e dar mais flexibilidade à contratação. As mudanças vão desde a redução das taxas de juro à otimização na análise de processos.
Personalizado Nos próximos dias, chega ao Estado o “Ilhas Habitacionais”, para agilizar o atendimento aos mutuários. Equipes fornecerão informações e farão operações de financiamento imobiliário para até dez clientes simultaneamente. Será implantado nas agências: Beira-Mar, Goiabeiras, Jardim da Penha, Jardim Camburi, Praia do Canto, Vila Velha, Serra, Carapina e Cachoeiro de Itapemirim.
Financiamento:Veja as perguntas respondidas pela ABMH e ANM
Tire suas dúvidas com as perguntas respondidas pela Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH-ES) e a Associação Nacional dos Mutuários (ANM): veja aqui
A Imóvel OK mostra, além da sua transparência e qualidade de atendimento, um dos motivos por atender a tantos clientes internacionais devido ao excelente mercado imobiliário capixaba e brasileiro.
Preços baixos e boa localização atraem europeus ao mercado brasileiro.
Americanos, italianos, britânicos, portugueses e espanhóis formam grande parte dos compradores estrangeiros de propriedades do Brasil. “É um país atrativo para quem busca um lugar exótico. Tem muito potencial e um custo inicial baixo”, explica um diretor de empresa britânica.
Um imóvel de cem mil euros (cerca de R$ 265 mil) em Vila Velha (Espírito Santo) sairia por cerca de 150 mil euros no Algarve (região sul de Portugal).
“Temos muita gente da Europa que tem vindo ao Brasil para comprar o que eles chamam de segunda residência, às vezes temporária, ou para conseguir uma renda através do aluguel”, reconhece João Teodoro da Silva, presidente do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci).
De olho nesse movimento, a entidade lançou recentemente um guia para estrangeiros que querem investir em imóveis no país.
Segundo Teodoro, o preço dos imóveis no Brasil é o grande atrativo para os estrangeiros. “Além da localização, já que aqui se pode usufruir mesmo no inverno”, diz.
Para os europeus, a proximidade com o velho continente também é um fator-chave.
“Subconscientemente, os europeus também têm um carinho pelo Brasil e pelos brasileiros. Nós admiramos a forma como eles levam a vida e essa percepção também influencia a vontade de comprar uma propriedade no país, de participar desse estilo de vida”, diz um empresário português.