Veja onde investir com segurança na crise

21:48 Dicas e Orientações

Veja onde investir com segurança na crise

16/11/2008 -
Em plena crise financeira internacional, assistindo
a um sobe-e-desce incessante nas bolsas de valores
de todo o mundo e vendo instituições financeiras,
que até poucos dias gozavam de grande prestígio em
todo o mercado, quebrarem, muitos investidores
devem estar com uma mesma pergunta martelando suas
cabeças: o que faço com o meu dinheiro?

Investimentos em renda fixa atrelados a índices
pós-fixados (CDI), tesouro direto e na boa e velha
caderneta de poupança estão entre os mais indicados.
O mercado imobiliário também aparecem como boas
opções de investimentos em meio a crise mundial.

“Procure sempre dar preferência aos investimentos
indexados à taxa Selic, que deve continuar alta e
até subir um pouco mais. Eu recomendo os fundos DI,
que são pós-fixados, ou seja, a taxa subindo eles
sobem também. Outras boas opções são o tesouro direto
e a poupança. O tesouro exige um pouco mais de
conhecimento e tem a parte burocrática, já que para
comprar é preciso estar credenciado a uma corretora,
mas o retorno é garantido. A poupança rende menos,
mas tem a vantagem de ser bem líquida, a pessoa tem
o dinheiro na mão na hora que quiser, e o principal,
não paga Imposto de Renda, ” orienta o economista e
consultor em Negócios Internacionais Pedro Raffy
Vartanian.

O especialista destaca ainda o bom momento para
comprar ações. “Não há como prever se vai e quanto
vai subir ou cair, mas no longo prazo é um bom
negócio, sobretudo porque nesse momento os preços
estão lá embaixo. Mas, justamente por conta de toda a
volatilidade que faz parte desse tipo de investimento,
não se pode investir um dinheiro necessário no curto
prazo. Além disso é importante destacar que não se
pode assumir perdas, não é para vender logo depois
de um dia ruim, quem está na bolsa precisa ter o
sangue frio”, explicou o economista.

Os especialistas também apontam o mercado imobiliário
como uma boa opção nesse momento de crise. A maior
atratividade está na pouca alternância dos preços,
tanto para cima como para baixo. Além disso, o risco
do investimento é muito baixo, afinal, se bem cuidado,
não há depreciação e no médio e longo prazo, a demanda
deve se sustentar.

Salas
Os mais atraentes para investimento, segundo consultores,
são os comerciais, cujo aluguel pode alcançar rentabilidade
de 1% ao mês. A perspectiva é que essa remuneração seja conseguida pelo menos nos próximos dois anos. Se o
imóvel for residencial, a melhor opção é o apartamento
pequeno, de até dois dormitórios.

Além do aluguel, os imóveis também são uma boa opção
para quem quer comprar para depois vender. Na Grande
Vitória apartamentos de dois quartos chegaram a ter
uma valorização de 86,7% de maio de 2007 a maio de
2008, de acordo com os dados do último censo imobiliário.

Imóveis são porto seguro
Diante da maior crise financeira dos últimos 80 anos e assistindo o dinheiro de muitos ‘derreter’ em
investimentos mais arriscados, como a Bolsa de Valores,
o investidor capixaba começa a procurar abrigo na
segurança do mercado imobiliário. O baixo risco em
um momento de alta volatilidade, a expansão do setor
no Espírito Santo e um déficit habitacional ainda
muito grande são os principais atrativos.

O Salão do Imóvel, que terminou no último domingo
estabelecendo um novo recorde de negócios - 101
milhões em cinco dias - mostrou que o capixaba está
mesmo procurando colocar o dinheiro em um
investimento menos exposto ao humor do mercado.

“Não há um número que comprove isso, mas, conversando
com corretores, empresários e clientes, é visível
que aumentou o número de pessoas que passou a comprar
não para morar, mas para investir. Esse foi um dos
destaques do salão 2008″, salientou o presidente da
Associação das Empresas do Mercado Imobiliário
(Ademi) do Estado, Rodrigo Almeida.

Segundo ele, os investidores estão com um pé atrás
diante de toda essa turbulência. “As pessoas estão
procurando deixar o dinheiro em um bem de raiz, ou
seja que não é só papel. É uma forma de se protegerem
de tudo isso que está acontecendo”. A preferência é
por salas comerciais e por imóveis de padrão econômico.

“Esse mercado com certeza é mais estável do que o
de ações, por exemplo, mas não podemos esquecer
que estamos vivendo uma crise de crédito e grande
parte dos imóveis são financiados, portanto, a
demanda por imóveis pode cair nos próximos meses
e os preços também. É claro que não será como a
Bolsa de Valores, mas é bom o investidor ficar
de olho”, alertou.
Fonte: Jornal A Gazeta


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1 resposta

  1. green card comentou:

    Há alguma informação sobre este assunto em outras línguas?

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