Terra capixaba entre as mais caras do País

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O Espírito Santo ficou em quinto no ranking nacional dos terrenos rurais mais valorizados

– As terras rurais do Espírito Santo estão entre as mais caras do Brasil. É o que comprova o Anuário da Agricultura
Brasileira (Agrianual), que lista o Estado entre os cinco com a maior média de preço por hectare de terra no País.
A publicação é feita anualmente, desde 1995, pelo Instituto FNP Agrofolha, uma empresa especializada em consultoria
técnica e econômica voltada para o agronegócio. O valor médio dos terrenos capixabas divulgado pelo instituto
chega a ser 55% maior do que média brasileira, que é de R$ 3.082. O valor médio pago por hectare de terra nua no
Espírito Santo é de R$ 4.770,00. Em São Paulo, que tem o preço mais alto do País, a média foi de R$ 9.496,00.
Essa é a primeira vez que o Estado entra no ranking. Isso foi possível graças a uma pesquisa (inédita em terras
capixabas) feita pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) – uma ONG de promoção do agronegócio
– e pela empresa Ruralter, com o apoio do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). O valor comercial
foi levantado em mais de 200 propriedades rurais, de 66 municípios de diferentes regiões do Espírito Santo. A pesquisa
fez um levantamento de terrenos rurais comercializados entre janeiro de 2006 e março de 2007. De acordo com os dados,
Marechal Floriano é o município que tem o valor médio de terras nuas mais alto do Estado, seguido de Jaguaré, segundo colocado, e de
Sooretama, em terceiro.
Tribuna -24/08/2008

RANKING NACIONAL DAS TERRAS
(Valor médio por hectare de terra nua)
1° - São Paulo
R$ 9.496,00
2° - Paraná
R$ 6.339,00
3° - Santa Catarina
R$ 6.042,00
4°- Rio Grande do Sul
R$ 5.087,00
5° - Espírito Santo
R$ 4.770,00
Fonte: Instituto FNP Agrofolha (Agrianual)


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LARANJEIRAS - Ao longo dos anos, bairro tornou-se uma potência comercial. Expansão imobiliária não pára na região

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De um lugar calmo para se tornar uma potência comercial que é referên-
cia em toda a Grande  Vitória. Foi o que aconteceu com Laranjeiras, na Serra,
ao longo do tempo. Amanhã, o bairro completa 30 anos. Junto à data, comemora
o crescimento imobiliário da região. O diretor de econimoa e estatistica
do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sindicon),

Renato Menezes, avalia que a expansão imobiliária é uma conseqüência do
crescimento que o próprio município da Serra teve. “O mercado imobiliário da
Serra é o que mais cresce no Estado, envolvendo não só o bairro Laraneiras
como as regiões próximas”, diz ele, que acredita, ainda, que há uma movimentação
das pessoas em migrar para o bairro. O que pode ser explicada pela construção
de empreendimentos que contam com áreas de lazer,boa localização e outros atrati-
vos. “O mercado se sofisticou e o consumidor passou a ter boas opções na região.
A tendência é de que o bairro cresça ainda mais no que diz respeito aos empreen-
dimentos comerciais.”O membro da Comissão de Cultura e Esporte da Associação de
Moradores de Laranjeiras, Assis Borges, mora no bairro há 21 anos.
“Antes, Laranjeiras era um bairro residencial formado em sua maioria por funcionários
da Vale e CST. Hoje, é totalmente comercial, com lojas, bancos, supermercados de
grande porte e um comércio forte, de uma forma geral.”
Na sua opinião, a parte positiva do crescimento foi a valorização dos imóveis.
O secretário de Desenvolvimento Urbano da Serra, Helon Martins de Carvalho, afirma que
a região tem atraído investimentos das grandes construtoras do País. “O que há de melhor
no Brasil em termos de ocupação residencial se vê em Laranjeiras.”

Tribuna -29/09/08


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