Na mesa, arroz de primeira, bacalhau, azeite e um bom vinho. Na garagem do novo apartamento, um carro zero, com ar-condicionado e direção hidráulica. Nos planos, viagem para o Chile. Esses hábitos são revelados após um olhar mais atento à classe média capixaba: mais consumidores pagam por produtos de grife e buscam qualidade de vida ? ainda que ela custe um pouco mais.
Esse já é um reflexo do aumento no número de brasileiros que saíram das classes D/E e hoje são apontados como integrantes da nova classe média, hoje chamada de classe C. Essa fatia da sociedade tem renda entre R$ 1.064,00 a R$ 4.591,00. A análise foi elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Segundo o estudo, a população dessa faixa cresceu de 42,26% para 51,89%, entre 2004 e 2008. O aumento no poder aquisitivo é confirmado por uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que mostra que o percentual de famílias pobres caiu de 35% para 24,1% da população nas seis maiores regiões metropolitanas do país entre 2003 e 2008. Isso representa uma redução de cerca de 4 milhões de pessoas.
Menos pobres, mais sonhos. No caso dos namorados Rafaela Salvador Athayde, 23, e Anderson Gomes, 31, primeiro virá o apartamento e depois viagens. Os jovens decidiram financiar a primeira casa após perceberem que as parcelas não pesariam no orçamento.
“Desde o final do ano passado, procurávamos um imóvel, mas não queríamos planos de pagamento que exigissem parcelas intermediárias. Conseguimos um financiamento e, há um mês, negociamos um apartamento na planta”, disse Rafaela.
Levantamento feito pelo Ministério do Trabalho reforça a tese de que o capixaba está com mais dinheiro. Em relação ao rendimento médio do trabalhador, o Estado obteve o 3º melhor desempenho do país, com alta de 31,76%, passando de R$ 488,52 em 2003 para R$ 643,69 em 2008.
No 1º semestre deste ano, comparado ao 1º semestre de 2007, o Estado registrou a 2ª maior taxa do país, com aumento real de 5,8% nos salários médios, acima do índice nacional (3,9%) e da média da Região Sudeste (4,2%).
De acordo com o professor de Economia Mário Vasconcelos, do Centro Universitário de Vila Velha (UVV), há diversos indicadores de que o poder aquisitivo do capixaba aumentou. Há ainda o aumento no volume de negócios na construção civil. Em toda a Região Metropolitana, é possível notar novos prédios e condomínios, a maior parte voltada para a classe média”.
Está mais fácil subir na vida
De acordo com o chefe do Centro de Políticas Sociais do IBRE/FGV e fomentador do estudo “A nova classe média”, Marcelo Côrtes Neri, o aumento nos ganhos financeiros provenientes do trabalho gerou sustentabilidade nas relações de consumo, principalmente a partir de 2007. Ele afirma ainda que, desde 2002, a possibilidade de a classe C ascender para as classes A ou B está aumentando, ao passo que a de descer para as classes D e E está decaindo.
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Nos estudos, foi considerada classe média a parcela da população economicamente ativa cuja renda mensal domiciliar varia de R$ 1.064,00 a R$ 4.591,00. Já a classe A/B é aquela cuja faixa de renda mensal domiciliar começa em R$ 4.591,00. Os mais pobres, ou seja, a classe E, têm renda que varia de zero a R$ 758,00. Já a classe D, mostrada na pesquisa como os remediados, está na faixa de renda domiciliar mensal de R$768 a R$ 1.064,00. As informações se referem à situação das pessoas na faixa dos 15 aos 60 anos.
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10/01/08 - Investir em imóveis tem suas vantagens em relação a outros tipos de investimento, como a ausência de riscos e solidez contra confiscos. A facilidade na obtenção de crédito, prazos mais longos e juros menores têm impulsionado o crescimento do setor imobiliário no país. “O setor imobiliário pode ser uma boa opção de investimento, seja de forma combinada com outros investimentos mais ousados, seja como um projeto de vida, de construção passo a passo. De qualquer forma, também exige algum tipo de conhecimento e atualização permanente, já que sempre existirão bons e maus negócios, como em qualquer setor”, alerta o consultor empresarial e autor do livro O Espírito do Dinheiro, Julio Sampaio.
O investidor precisa analisar se tem como objetivo viver de renda ou ganhar com a valorização da propriedade. Dependendo da opção, a escolha do imóvel vai ser diferente. “Um imóvel pode gerar ganhos de algumas maneiras, dentre elas quando ocorre, por exemplo, uma valorização acima de mercado de uma determinada região ou cidade; pelo aumento de valor agregado, quando, por exemplo, você faz melhorias num imóvel e o mercado está disposto a pagar por elas; pela simples locação, abatendo-se aí possíveis despesas de manutenção, custos de administração ou período não locado”, explica Sampaio.
Segundo o diretor de vendas da Apolar Imóveis, Daniel Galiano, para quem quer viver de renda, a melhor opção é optar pela diversificação de imóveis, ou seja, vários imóveis possibilitando garantir um retorno mesmo que algum deles estiver desocupado. Além disso, imóveis menores, de até dois cômodos, são os mais procurados para locação. “Como o valor do aluguel desses imóveis é menor, o prazo médio de espera para locação é de 30 dias, sendo maior entre os apartamentos que entre as casas, fazendo com que o proprietário não tenha que arcar com os custos da propriedade, como taxas e impostos, por muito tempo”, esclarece.
“Imóveis mais baratos, em geral, possibilitam maiores retornos, como é o caso de imóveis populares e usados. Fazendo ressalva quanto à lei de oferta e procura e todas as suas variáveis, pode-se dizer que é uma regra geral”, explica Julio Sampaio. Esse mercado está em ascensão, alimentado pelo déficit habitacional brasileiro, que, segundo pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), está em 7,9 milhões de moradias no país.
Antes de decidir o tipo de imóvel no qual se pretende investir, é importante que o comprador analise todos os riscos e possibilidades de retorno, principalmente em termos de aluguel, que esse imóvel pode ter. Quem prefere investir em imóveis de alto padrão precisa estar ciente que o retorno do investimento virá com a valorização do imóvel. É possível também alugar o imóvel para empresas que estejam interessadas em oferecer residência a funcionários de outras regiões, conseguindo assim um valor mais elevado do aluguel. Quanto ao potencial de valorização do imóvel, esse tipo de análise é mais difícil, mas o que se constata é que os imóveis mais novos têm se valorizado mais rapidamente que os usados. Adicione aos favoritos ou compartilhe:
24/06/08 - O mercado imobiliário brasileiro deve receber um novo impulso com o grau de investimento, nota de país seguro para investimento, dado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o Empresário sócio do grupo de investimentos imobiliários Brazilian Finance e Real Estate, afirmou que os investimentos estrangeiros em imóveis no País podem saltar de R$ 8 bilhões para R$ 20 bilhões ao ano, movimento semelhante ao que ocorreu no México há alguns anos.
Para ele, o grau de investimento, somado à percepção de que o Brasil está descolado da crise americana, fará o dinheiro voltar a aparecer. “Tivemos três anos de investimentos, seguidos pela apreensão com a crise americana. As empresas deram uma pausa para reavaliar a situação, mas o dinheiro voltará. Já percebemos interesse de investidores, por exemplo, nos fundos que nossa empresa administra, e recebemos consultas de investidores asiáticos sobre a atividade imobiliária no País”.
O especialista considera que os excelentes fundamentos atingidos pelo mercado imobiliário - inflação sob controle, juros mais baixos e investment grade - trarão investimentos em torno de R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos.
Segundo ele, o interesse estrangeiro pelo mercado imobiliário brasileiro é diversificado, vai desde imóveis comerciais locados e residenciais em construção a shoppings. O grande estímulo é o potencial de valorização das unidades. “Comparando-se os imóveis daqui com parâmetros de fora, imóvel aqui é barato. Lá fora os aluguéis são muito caros. Considerando que o Brasil, como membro do clube do grau de investimento, não deveria ter muita discrepância em relação a outros países, é natural alguns investidores apostarem na valorização do imóvel brasileiro e é isso que eles perseguem”, explica.
No México, a conquista do investment grade fez com que o país passasse a receber investimentos superiores a R$ 10 bilhões por ano, sendo que grande parte das operações tinha a participação de estrangeiros.
Aqui, os bancos nacionais e internacionais já estão bastante agressivos e há empresas crescendo de maneira consistente tanto em novos empréstimos como em securitização. “Estamos quebrando paradigmas e vivendo uma fase que historicamente não tem comparação. Não existe no horizonte nada que coloque em risco o sucesso desse segmento. A demanda hoje chega a 7 milhões de moradias - a maior parte em baixa renda, mas também há classe média e alta. É muita coisa”, analisa.
Capital: Brasília
População: 189.081.748 milhões
Área: 8.51 milhão km² (Quinto maior País do Mundo, sendo maior que a Europa e um pouco menor que os EUA)
Língua oficial: Português (Inglês, Espanhol e Francês podem ser falados também)
Principais Indústrias: Vestuário, alimentos, bebidas, grãos, açúcar, máquinas, equipamentos e serviços associados à extração de petróleo e gás, e manutenção de aeronaves.
Principais investidores no Brasil: Europa, EUA, América Central e do Sul
Se você é empresário, ou deseja ser, e está procurando um bom lugar onde investir, o Brasil é a melhor opção! Se você tem alguma dúvida disso, podemos lhe dar diversos motivos para escolhê-lo:
• É a oitava maior economia mundial de acordo com o PIB
• É o quinto maior País do Mundo.
• Está entre os 20 maiores exportadores do mundo, com US$ 142 bilhões vendidos entre produtos e serviços a outros países. (dados de abril/2007).
• É um País democrático.
• É um País pacífico e multirracial.
• Respeita os imigrantes e suas crenças.
• Possui uma política consolidada (sem grandes conflitos partidários).
• Tem moeda estável.
• Possui um clima agradável.
• Os fenômenos naturais são previsíveis (sem catástrofes).
• Tem a maior biodiversidade do planeta, sendo exemplo desta riqueza a Floresta Tropical Amazônica, com 3,6 milhões km² .
• Abriga a maior rede hidrográfica do mundo.
• Responde por três quintos da produção industrial da economia Sul-Americana e participa de diversos blocos econômicos.
• O desenvolvimento científico e tecnológico, aliado a um parque industrial diversificado e dinâmico, atrai empreendimentos de todo o mundo.
• Comercializa regularmente com mais de uma centena de países
• É visto pelo mundo como um país com muito potencial assim como a Rússia, Índia e China
• Desenvolve desde submarinos a aeronaves.
• Está presente na pesquisa aeroespacial.
• Pioneiro na pesquisa de petróleo em águas profundas.
• Alcançou a auto-suficiência em petróleo. As exportações são, agora, maiores que as importações.
• Primeira economia capitalista a reunir as 10 maiores empresas montadoras de automóvel em seu território.
• O sistema de câmbio não gera pressão sobre a indústria ou a inflação.
• É destino de mais de 6 milhões de estrangeiros, anualmente.
• Tem uma excelente malha rodoviária, ferroviária e portuária.
• É um dos maiores produtores mundiais de gênero alimentício.
• É um dos maiores produtores mundiais de energia elétrica.
• É o quarto maior produtor mundial de aeronaves comerciais.
• É grande produtor de bens de consumo.
• Oferece excelente infra-estrutura para o turismo. A economia brasileira é uma das que mais cresce na América do Sul e a que mais recebe investimentos diretos. A cada dia, é maior o número de negócios com o Brasil. Segundo o IFC - International Finance Corporation , o País será uma das três maiores plataformas exportadoras do mundo nos primeiros 15 anos do século 21.
Qualquer cidadão estrangeiro que decida comprar um imóvel no Brasil
deverá solicitar ao Ministério da Fazenda, Secretaria da Receita Federal, a
sua inscrição no Cadastro de Pessoa Física - CPF. Este documento poderá
ser solicitado em repartições da Secretaria da Receita Federal de qualquer
cidade brasileira, em qualquer representação consular do Brasil no exterior
ou através da Internet – www.receita.fazenda.gov.br
Quando o Comprador(a) for casado(a) também deverá providenciar a
inscrição do seu cônjuge no CPF. Este documento é imprescindível para acompra de qualquer imóvel. No entanto, a sua apresentação não é
necessária para a reserva de imóveis.
Visto permanente para estrangeiros
Qualquer cidadão estrangeiro que fizer um investimento igual ou superior a US$50 mil ou ainda qualquer cidadão estrangeiro que fizer um investimento
inferior aos US$50 mil, mas que apresente um projeto que contemple no
mínimo dez novos empregos, mediante a apresentação de um plano de
absorção de mão-de-obra brasileira para o período mínimo de cinco anos,
poderá solicitar a concessão de visto permanente no Brasil.
Também poderão solicitar o visto permanente o estrangeiro aposentado que
transfira o equivalente a US$2 mil ou mais a cada mês e em caso de
casamento com cidadão(ã) brasileiro(a), entre outras situações.
• A primeira coisa a ser feita é requerer uma Certidão Vintenária com ônus,
que é uma espécie de documento de identidade do bem, que conta toda a
sua história. É através desse documento, expedido pelo Cartório de Registro
de Imóveis competente, que será possível saber o nome do verdadeiro
proprietário e se o imóvel está livre e desembaraçado de todo e qualquer
ônus, a exemplo de hipoteca, penhora ou outros gravames;
• Requerer Certidões de Feitos Cíveis, Criminais e de execuções, inclusive
fiscais, no setor de distribuição da Justiça Estadual, Federal e Trabalhista de todos os Vendedores;
• Pagar o ITBI na Prefeitura do Município onde se localiza o imóvel,
geralmente equivalente ao percentual de 2% do valor do imóvel. Depois
disso é necessário efetuar a lavratura da Escritura de Compra e Venda do
imóvel, o que pode ser feito em qualquer Cartório de Notas (Tabelião). Para
a lavratura da escritura são necessárias todas as certidões acima referidas,
o comprovante do pagamento do ITBI à Prefeitura e as certidões de
quitação do IPTU e, no caso de apartamento, uma declaração de que a
unidade imobiliária está quites com a taxa de condomínio;
• Em seguida, o passo mais importante para concretizar a transferência da
propriedade que é levar a escritura lavrada ao Cartório de Registro de
Imóveis da circunscrição do imóvel para que seja efetuado o registro;
• É importante que o comprador do imóvel tenha o assessoramento de um
profissional capacitado a dar uma correta orientação em relação à compra e
venda do imóvel, bem como para proceder a análise da situação jurídica do
mesmo.
Lançamentos na planta
A compra de imóveis na planta é uma opção muito comum no Brasil. Nela,
o comprador do imóvel adquire a unidade ainda a ser construída ou durante
a construção. Em contrapartida, os preços são bem menores do que o
imóvel já pronto. É importante que o comprador procure obter informações
sobre o histórico, a capacidade técnica e a solidez da empresa construtora,
bem como se o empreendimento possui memorial de incorporação
devidamente registrado no Cartório de Registro de Imóveis da
circunscrição.
Principais vantagens:
• Os imóveis brasileiros têm uma valorização média de até 50% durante seu
período de construção, que gira em torno de dois anos;
• Preço baixo gerando um bom retorno do capital investido;
• Maior flexibilidade na escolha do apartamento;
• Possibilidade de alterações na planta e nas especificações do apartamento.
10/01/08 - Investir em imóveis tem suas vantagens em relação a outros tipos de investimento, como a ausência de riscos e solidez contra confiscos. A facilidade na obtenção de crédito, prazos mais longos e juros menores têm impulsionado o crescimento do setor imobiliário no país. “O setor imobiliário pode ser uma boa opção de investimento, seja de forma combinada com outros investimentos mais ousados, seja como um projeto de vida, de construção passo a passo. De qualquer forma, também exige algum tipo de conhecimento e atualização permanente, já que sempre existirão bons e maus negócios, como em qualquer setor”, alerta o consultor empresarial e autor do livro O Espírito do Dinheiro, Julio Sampaio.
O investidor precisa analisar se tem como objetivo viver de renda ou ganhar com a valorização da propriedade. Dependendo da opção, a escolha do imóvel vai ser diferente. “Um imóvel pode gerar ganhos de algumas maneiras, dentre elas quando ocorre, por exemplo, uma valorização acima de mercado de uma determinada região ou cidade; pelo aumento de valor agregado, quando, por exemplo, você faz melhorias num imóvel e o mercado está disposto a pagar por elas; pela simples locação, abatendo-se aí possíveis despesas de manutenção, custos de administração ou período não locado”, explica Sampaio.
Segundo o diretor de vendas da Apolar Imóveis, Daniel Galiano, para quem quer viver de renda, a melhor opção é optar pela diversificação de imóveis, ou seja, vários imóveis possibilitando garantir um retorno mesmo que algum deles estiver desocupado. Além disso, imóveis menores, de até dois cômodos, são os mais procurados para locação. “Como o valor do aluguel desses imóveis é menor, o prazo médio de espera para locação é de 30 dias, sendo maior entre os apartamentos que entre as casas, fazendo com que o proprietário não tenha que arcar com os custos da propriedade, como taxas e impostos, por muito tempo”, esclarece.
“Imóveis mais baratos, em geral, possibilitam maiores retornos, como é o caso de imóveis populares e usados. Fazendo ressalva quanto à lei de oferta e procura e todas as suas variáveis, pode-se dizer que é uma regra geral”, explica Julio Sampaio. Esse mercado está em ascensão, alimentado pelo déficit habitacional brasileiro, que, segundo pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), está em 7,9 milhões de moradias no país.
Antes de decidir o tipo de imóvel no qual se pretende investir, é importante que o comprador analise todos os riscos e possibilidades de retorno, principalmente em termos de aluguel, que esse imóvel pode ter. Quem prefere investir em imóveis de alto padrão precisa estar ciente que o retorno do investimento virá com a valorização do imóvel. É possível também alugar o imóvel para empresas que estejam interessadas em oferecer residência a funcionários de outras regiões, conseguindo assim um valor mais elevado do aluguel. Quanto ao potencial de valorização do imóvel, esse tipo de análise é mais difícil, mas o que se constata é que os imóveis mais novos têm se valorizado mais rapidamente que os usados.
Investidores imobiliários devem apostar no mercado de parques industriais, diz consultoria
25/04/08 - Para a consultoria Jones Lang LaSalle, além do segmento de imóveis residenciais, outro mercado merece a atenção dos investidores: o de parques industriais.
De acordo com o diretor de gerenciamento de propriedades da empresa, Fábio Martins, mantidos o desempenho positivo contínuo da produção industrial e o consumo das famílias, o mercado de parques industriais demandará investimentos emergenciais. Segundo o executivo, já há regiões do Brasil com indicadores de demanda reprimida por esses espaços.
Os parques industriais são imóveis que, em geral, concentram várias empresas e cuja gestão de áreas comuns, como restaurante, administração e serviços, é compartilhada por todos os ocupantes, em consórcio. Funcionam também como centros de distribuição e condomínios logísticos.
“Este ano certamente será o de maior crescimento de mercado para esse modelo de empreendimento”, afirma Martins. “As empresas estão demandando espaços para armazenar, escoar e repor estoques numa velocidade poucas vezes vista”, completa.
Ele ressalta que as últimas taxas de crescimento da produção industrial e do consumo, respectivamente de 6% e 4,7%, mantidas, resultarão em breve em escassez por espaços do gênero.
Martins adianta que uma ótima opção para investidores é empreender parques industriais segundo o modelo build-to-suit, no qual o investidor viabiliza a expansão imobiliária em troca de um contrato de locação.
“Novos parques industriais, bem estruturados, dotados de uma eficiente gestão de serviços básicos, certamente atrairão rapidamente ocupantes e contratos diferenciados”, prevê o diretor. Ele salienta também que o momento favorece até mesmo investimentos especulativos no segmento.
Entrada de capital estrangeiro e regionalização dos investimentos “aquecem” setor imobiliário brasileiro
Estudo mostra que a perspectiva de o Brasil atingir a classificação de “investment grade”, tornando-se um ambiente seguro para o capital estrangeiro, pode gerar um boom imobiliário no País.
Com um ambiente macroeconômico estável, o mercado imobiliário brasileiro vem se tornando alvo dos investidores estrangeiros. Neste momento em particular, em que o setor é sacudido mundialmente por uma crise de proporções gigantescas, desencadeada pela inadimplência no mercado de hipotecas subprime nos Estados Unidos, nosso País aparece como uma alternativa segura para o capital internacional. E as perspectivas são ainda mais promissoras já que o Brasil está perto de atingir a classificação de “investment grade”, que o inclui na lista dos países seguros para os investidores internacionais.
Quando isso acontecer, o que é esperado já para 2008, o montante de investimentos estrangeiros diretos que entrará no Brasil – hoje em torno de U$ 30 bilhões – deverá mais do que dobrar. A boa notícia é que uma fatia considerável desse total – algo como U$ 5 bilhões – será aplicada no setor imobiliário.
Essas conclusões estão no estudo “Estabilidade Macroeconômica, Novos Investimentos e o Mercado Imobiliário Brasileiro”, que foi apresentado hoje (25/10) durante o VII Seminário da Sociedade Latino Americana de Estudos Imobiliários (LARES, na sigla em inglês de Latin American Real Estate Society).
Diante desse cenário otimista, o autor do trabalho, Cláudio César Paiva, doutor em Economia pela Unicamp e professor de mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades da Universidade Cândido Mendes (RJ), aposta em uma mudança de estratégia das principais empresas do mercado imobiliário brasileiro, entre elas Cyrela, Gafisa e Rossi. “Essas empresas vão aumentar cada vez mais o número de joint-ventures internacionais e buscar parcerias com construtoras e incorporadoras regionais para alavancar projetos em cidades do interior”, prevê. As parcerias dos grandes players do setor com empresas regionais é necessária porque, para investir em mercados locais, as companhias de atuação nacional precisam do conhecimento em termos de localização de terrenos e demanda dos compradores que as pequenas possuem.
Os chamados mercados cativos regionais – como Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, no Estado de São Paulo, e Campos e Macaé, no Rio de Janeiro, além de Vitória (ES) e Recife (PE) - tendem a sofrer modificações significativas, dependendo do grau de atratividade. “Esse processo, longe de ser um condutor de crise regional é, na verdade, um potencializador de oportunidades, onde os dois lados ganham: as empresas locais se capitalizam e as nacionais ganham novos mercados”, diz Paiva.
O Estado do Espírito Santo oferece grandes motivos para receber os mais diversos investimentos.
O Espírito Santo é o segundo Estado em capacidade de investimentos do País. A previsão para o período de 2007 – 2011 é da ordem de R$ 43 bilhões, somando-se recursos públicos e privados, com geração de mais de 60 mil empregos diretos.
As belezas naturais, a hospitalidade e a facilidade de áreas para implantação de complexos hoteleiros têm levado os investidores a buscar novas oportunidades para expansão de seus negócios, principalmente no setor turístico.
O Espírito Santo é o segundo maior produtor de petróleo do Brasil.
PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÔMICAS REGIONAIS
Microrregiões do Estado
1 - Metropolitana
” Pólo metalmecânico
” Comércio Exterior
” Turismo de Negócios e de Lazer
” Petróleo e Gás
” Portuária Logística
” Pólo Siderúrgico
” Pólo de Confecções
” Construção Civil
Municípios que compõem: Cariacica, Fundão, Guarapari, Vila Velha, Vitória, Serra e Viana
2 - Pólo Linhares
” Turismo de lazer
” Petróleo e gás
” Pecuária de corte e de leite
” Heveicultura
” Silvicultura - plantio de eucalipto
” Fruticultura - mamão, citros, maracujá, coco-da-baía, graviola, goiaba, manga e acerola),
” Cultivo de arroz, feijão, milho e mandioca, banana e pimenta-do-reino
” Cafeicultura - Café Conilon
” Pólo Moveleiro
Municípios que compõem: Linhares, Aracruz, Rio Bananal, Sooretama, João Neiva e Ibiraçu
3 - Metropolitana Expandida Sul
” Turismo de lazer e histórico
” Fruticultura - banana
” Sucroalcoleiro
” Pesca artesanal
” Pecuária Leiteira
” Pelotas de minério de ferro aglomerado
” Petróleo e Gás
” Cafeicultura
” Aqüicultura
Municípios que compõem: Alfredo Chaves, Anchieta, Iconha, Itapemirim, Marataízes e Piúma
4:Sudoeste Serrana:
” Cafeicultura - Café Arábica
” Agroturismo
” Olericultura
” Avicultura
” Áreas de preservação Permanente
” Agroturismo
” Turismo de Montanha
5 - Central Serrana:
” Cafeicultura - Cafés Arábica e Conillon
” Olericultura
” Agroturismo
” Avicultura
” Pecuária mista
” Silvicultura
” Fruticultura
” Turismo de montanha
” Agroturismo
Municípios que compõem: Itaguaçu, Itarana, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e São Roque do Canaã
6 - Litoral Norte:
” Heveicultura
” Silvicultura
” Fruticultura -mamão, melancia, coco-da-baía, coco-anão, maracujá, laranja e limão
” Turismo de lazer
” Petróleo e Gás
” Cafeicultura
” Pecuária de corte e de leite
” Piscicultura
” Pólo sucroalcooleiro
” Carcinicultura
” suinicoultura
” Cultivo de cana-de-açúcar; de palmito; culturas alimentares (feijão, milho, arroz e mandioca);
” cultivo de abóbora; de pupunha; de macadâmia
” Cultivo de pimenta-do-reino
” Agroindústrias: produção de álcool e açúcar, palmito em conserva, leite e derivados, amidos especiais, processamento da macadâmia, torrefação do café e fábricas de aguardente
” Turismo
Municípios que compõem: São Mateus, Conceição da Barra, Pedro Canário e Jaguaré
7 - Extremo Norte:
” Pecuária de corte e de leite
” Silvicultura
” Fruticultura -mamão, abacaxi, banana, coco-da-baía, maracujá, laranja e limão
” Cafeicultura
” agroindústrias (fábricas de aguardente, de farinha de mandioca e de laticínios).
” Cultivo de abóbora; de feijão; de macadâmia; de mandioca; de milho
Municípios que compõem: Montanha, Mucurici, Pinheiros e Ponto Belo
8 - Pólo de Colatina:
” Confecções
” Cafeicultura - café conilon
” Pecuária
” Cerâmica Vermelha
” Rochas ornamentais
” Fruticultura
” aqüicultura e piscicultura
” ovinocaprinocultura
” agroindústrias - processadoras de polpa de frutas tropicais, indústria de alimentos em geral
Municípios que compõem: Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Colatina, Governador Lindemberg, Marilândia e Pancas
9 - Noroeste 1
” Rochas Ornamentais
” Silvicultura
” Pecuária de corte e de leite
” Fruticultura - goiaba, limão, coco-anão. banana
” Cultivo de arroz
” Cafeicultura
” Cultivo de arroz, cana-de-açúcar, feijão, mandioca, milho
Municípios que compõem: Barra de São Francisco, Ecoporanga, Água Doce do Norte, Mantenópolis e Vila Pavão
10 - Noroeste 2
” Fruticultura - abacaxi, acerola, citros, banana, coco-anão, coco-da-baía, goiaba, graviola, manga e maracujá
” Heveicultura
” Cafeicultura - Café Conillon
” Rochas Ornamentais
” Suinocultura
” Pecuária de corte e leite
” Agroindústria: laticínios e derivados; beneficiamento de carne e couro; e torrefação de café
” Cultivo de arroz, cana-de-açúcar, feijão, macadâmia, mandioca, milho, urucum e pimenta-do-reino.
” Agroindústria no processamento de polpa de frutas, de condimentos (urucum e pimenta-do-reino)
” Sucroalcooleiro
Municípios que compõem: Nova Venécia, São Gabriel da Palha, Boa Esperança, Vila Valério, Águia Branca e São Domingos do Norte
11 - Pólo de Cachoeiro
” Rochas Ornamentais
” Confecções
” Pecuária leiteira
” Expansão de Fruticultura
” Suinocultura
” Petróleo e Gás
” Cafeicultura - Cafés Arábica e conilon
” Olericultura
” Agroturismo
” Sucroalcooleiro
” Fruticultura
” culturas de subsistência, como arroz, milho e feijão
” Agroindústrias: beneficiamento do leite, a carne bovina e a carne de frango.
Municípios que compõem: Apiacá, Atílio Vivacqua, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Jerônimo Monteiro, Mimoso do Sul, Muqui, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul e Vargem Alta
12 - Caparaó
” Ecoturismo
” Cafeicultura - Café Arábica
” Pecuária leiteira
” Olericultura
” Silvicultura
” Culturas de subsistência: milho, arroz e feijão
” Agroturismo
Municípios que compõem: Alegre, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Iúna, Muniz freire e São José do Calçado
Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo – Invest-ES
Objetivo
Contribuir para a expansão, modernização e diversificação dos setores produtivos do Espírito Santo, estimulando a realização de investimentos, a renovação tecnológica das estruturas produtivas e o aumento da competitividade estadual, com ênfase na geração de emprego e renda e na redução das desigualdades sociais e regionais.
Requisitos
Empresas que venham a realizar projeto econômico considerado de interesse para o desenvolvimento sócio-econômico do Estado, conforme condições estabelecidas no Decreto Nº 1951-R, de 25/10/07, publicado do DOES em 26 de outubro de 2007.
Enquadramento
Projetos de implantação; Projetos de ampliação, expansão ou diversificação da capacidade produtiva que prevejam aumento mínimo, prévio à fruição do benefício, de 40% da capacidade de produção; Projetos de revitalização de estabelecimento paralisado.
Benefícios
I – Diferimento do pagamento do ICMS: a) incidente nas operações de importação do exterior de máquinas e equipamentos destinados à integração no ativo permanente imobilizado do estabelecimento; b) devido a título de diferencial de alíquotas, incidente nas operações interestaduais da aquisição de máquinas e equipamentos destinados à integração no ativo permanente imobilizado do estabelecimento; c) incidente nas operações de importação do exterior de insumos e matérias-primas destinados, exclusivamente, ao estabelecimento industrial importador, para o momento em que ocorrer a saída dos produtos resultantes de sua industrialização, ressalvado o disposto na alínea “d”; d) incidente nas operações de saídas internas de máquinas e equipamentos destinados a empresas vinculadas ao INVEST-ES, para integração no ativo permanente imobilizado
II – crédito presumido, nas operações interestaduais, até o limite de setenta por cento do valor do imposto devido mensalmente;
III – redução de base de cálculo, nas operações internas, até o limite de setenta por cento do seu respectivo valor;
IV – outras modalidades de benefício fiscais desde que respeitados os limites e condições previstos nos itens anteriores.
Benefícios diferenciados
Poderão ser concedidos beneficiados diferenciados em função da natureza da atividade; não similaridade com a produção local; localização geográfica e competitividade com outras unidades federadas.
Utilização
Publicada a Resolução INVEST, a empresa celebrará com a Secretaria de Estado da Fazenda - SEFAZ “Termo de Acordo” no qual ficarão estabelecidas as condições para fruição dos benefícios.
Solicitação do benefício
Encaminhar à Secretaria de Estado de Desenvolvimento – SEDES:
Requerimento explicitando quais os benefícios que se requer; FORMULÁRIO - Roteiro de Projeto para Solicitação do Benefício Fiscal; Certidão negativa perante a Fazenda Estadual.
Da fruição
Realizado o projeto, a empresa comprovará, junto ao BANDES e SEDES, os investimentos realizados; o BANDES e a SEDES emitirão Laudo Conclusivo – Investimento Implantado para que a empresa comece a usufruir dos benefícios, e será entregue a empresa o Certificado de Realização do Investimento – CRI.