Conselho libera mais FGTS para casa própria
28 de Agosto de 2008 23:14 Financiamento Imobiliário28/08/2008 - A Gazeta
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a ampliação em mais R$ 2,05 bilhões no orçamento deste ano para créditos habitacionais. Com a decisão, sobe para R$ 10,45 bilhões o orçamento do FGTS para a habitação em 2008. Os financiamentos à casa própria propriamente ditos ficarão com R$ 8,45 bilhões.
Desses mais de R$ 2 bilhões, R$ 500 milhões vão para um programa específico para famílias de baixa renda, e o restante, para as linhas de crédito que já contam com dinheiro do fundo. Outros R$ 2 bilhões irão para o Pró-Moradia, nome dado a empréstimos concedidos pela Caixa Econômica Federal a Estados e municípios que tenham projetos na área habitacional destinados à população de baixa renda.
De acordo com a Caixa, não há mais riscos de faltar recursos para o financiamento imobiliário em 2008. Até a liberação desse dinheiro, o risco da verba acabar era iminente. No Espírito Santo, por exemplo, o orçamento do FGTS previsto para todo o ano era de R$ 108 milhões, só que, até o dia 15 de agosto, R$ 90 milhões já haviam sido aplicados.
Esses novos recursos do FGTS não serão destinados ao Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS. O recursos do Pró-Cotista, que possui juros nominais menores - 8,66% ao ano -, acabaram em maio no Estado.
Mais emprego
O aumento do volume de recursos para os financiamentos habitacionais decorre da elevação da arrecadação do FGTS. A previsão atualizada para todo o ano de 2008 é de que a arrecadação líquida chegue a, pelo menos, R$ 6,7 bilhões, e não mais R$ 2,7 bilhões, como foi previsto em dezembro do ano passado. “Mas acho que vai ser até mais, algo como R$ 8 bilhões”, afirmou Lupi.
O otimismo do ministro se baseia no fato de que o crescimento da arrecadação do FGTS decorre do ritmo aquecido de contratações de novos empregados com carteira assinada pelas empresas. De janeiro a julho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registra a abertura de 1,54 milhão de novos postos de trabalho, o que elevou em 5,4% o número de empregados formais no País para 30,5 milhões.
Além da elevação da arrecadação, também os saques ao FGTS diminuíram este ano em relação ao ano passado.
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