Consumidores entre imóvel novo e usado

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A estudante Kênia  acaba de comprar um apartamento em Jardim da Penha, Vitória.
Em meio a tantos lançamentos e oportunidades de imóveis novos, ela optou por um de dois quartos,
usado, com cerca de 70 metros quadrados.

“Preferi usado porque estava mais dentro do orçamento do que eu teria agora para pagar”, justifica.
A decisão de Kênia reflete uma das razões que levam compradores a preferir apartamentos usados aos
novos: o preço menor. Mas há outros motivos, como o espaço, que costuma ser maior nas unidades
mais antigas.

“O usado tem uma depreciação pela idade. O valor é menor e a pessoa se sente atraída. Pode até
precisar de uma pequena reforma, mas normalmente fica numa condição mais em conta”,

explica um Consultor Imobiliario.

Já a área mais ampla, que resulta em cômodos maiores e apartamentos mais espaçosos, é outro
atrativo porque os imóveis estão cada vez menores, como resultado do esforço das construtoras
para reduzir o custo dos empreendimentos.

“A tendência é de se colocar cada vez mais o imóvel compacto no mercado. Antigamente, um de
três quartos tinha de 110 a 130 m². Hoje, está com 85 a 96 m². Um apartamento de quatro quartos,
que tinha até 180 m², hoje é feito com 130 ou 140 m²”.

Segundo a opinião de um consultor,  a decisão entre o novo ou usado deve
levar em conta a capacidade e a necessidade do comprador.

“Se o interessado precisa de um imóvel para morar logo e não tem condições de esperar até que
uma obra seja concluída, é obrigado a entrar no mercado do apartamento pronto”, explica.

Além disso, é necessário avaliar a capacidade de pagamento. O consultor  destaca, porém, que para as
pessoas que não têm necessidade imediata de moradia, o imóvel novo, na planta, acaba sendo
uma forma de poupança.

“É o caso de casais iniciantes, começando a vida. Da classe média, que não tem poupança”, diz.
Ele lembra outra característica do Espírito Santo, desde 2007, quando começaram a ser ofertados
empreendimentos grandes, com formato de condomínios-clubes.

“O cliente fica encantado, olha o produto, mas ainda não tem um pronto para morar. Aí, fica
aguardando, porque é um imóvel que reúne conforto, qualidade, segurança e lazer, com baixo
custo”, afirma.

Usados x novos

Usado

Geralmente é mais barato do que unidades semelhantes, novas, na mesma região.

Os apartamentos mais antigos costumam ter cômodos maiores e ser mais espaçosos, devido à
tendência do mercado de lançar imóveis mais compactos.Pode ser ocupado imediatamente.

Se for um imóvel mais simples, pode ficar mais em conta para quem não precisa de itens de lazer,
salão de festas e outros atrativos dos lançamentos que seguem a atual tendência do mercado.

Coberturas usadas, com piscina, churrasqueira e outros atrativos, podem ser mais baratas do que
apartamentos novos.

Novo

Imóveis na planta podem servir como uma poupança, com prestações baixas durante a obra.

Tendência de valorização do imóvel, ao contrário dos usados, que já sofrem depreciação devido ao
envelhecimento.

Ainda não têm desgaste e nem precisam de reformas imediatas, comuns em apartamentos mais antigos.

Áreas de lazer, mais segurança e conforto, principalmente nos empreendimentos que seguem a
tendência de condomínios-clube.

Os imóveis são construídos de acordo com pesquisas feitas pelas construtoras e incorporadoras,
atendendo a necessidades e sugestões de clientes.

Tendência de apartamentos mais compactos, que reduzem a necessidade de trabalho para manter
o imóvel limpo e bem cuidado.
Fonte: A Tribuna


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Conselho libera mais FGTS para casa própria

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28/08/2008 - A Gazeta


O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a ampliação em mais R$ 2,05 bilhões no orçamento deste ano para créditos habitacionais. Com a decisão, sobe para R$ 10,45 bilhões o orçamento do FGTS para a habitação em 2008. Os financiamentos à casa própria propriamente ditos ficarão com R$ 8,45 bilhões.

Desses mais de R$ 2 bilhões, R$ 500 milhões vão para um programa específico para famílias de baixa renda, e o restante, para as linhas de crédito que já contam com dinheiro do fundo. Outros R$ 2 bilhões irão para o Pró-Moradia, nome dado a empréstimos concedidos pela Caixa Econômica Federal a Estados e municípios que tenham projetos na área habitacional destinados à população de baixa renda.

De acordo com a Caixa, não há mais riscos de faltar recursos para o financiamento imobiliário em 2008. Até a liberação desse dinheiro, o risco da verba acabar era iminente. No Espírito Santo, por exemplo, o orçamento do FGTS previsto para todo o ano era de R$ 108 milhões, só que, até o dia 15 de agosto, R$ 90 milhões já haviam sido aplicados.

Esses novos recursos do FGTS não serão destinados ao Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS. O recursos do Pró-Cotista, que possui juros nominais menores - 8,66% ao ano -, acabaram em maio no Estado.

Mais emprego

O aumento do volume de recursos para os financiamentos habitacionais decorre da elevação da arrecadação do FGTS. A previsão atualizada para todo o ano de 2008 é de que a arrecadação líquida chegue a, pelo menos, R$ 6,7 bilhões, e não mais R$ 2,7 bilhões, como foi previsto em dezembro do ano passado. “Mas acho que vai ser até mais, algo como R$ 8 bilhões”, afirmou Lupi.

O otimismo do ministro se baseia no fato de que o crescimento da arrecadação do FGTS decorre do ritmo aquecido de contratações de novos empregados com carteira assinada pelas empresas. De janeiro a julho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registra a abertura de 1,54 milhão de novos postos de trabalho, o que elevou em 5,4% o número de empregados formais no País para 30,5 milhões.

Além da elevação da arrecadação, também os saques ao FGTS diminuíram este ano em relação ao ano passado.



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