2008: O ano para investir em imóveis

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10/01/08 - Investir em imóveis tem suas vantagens em relação a outros tipos de investimento, como a ausência de riscos e solidez contra confiscos. A facilidade na obtenção de crédito, prazos mais longos e juros menores têm impulsionado o crescimento do setor imobiliário no país. “O setor imobiliário pode ser uma boa opção de investimento, seja de forma combinada com outros investimentos mais ousados, seja como um projeto de vida, de construção passo a passo. De qualquer forma, também exige algum tipo de conhecimento e atualização permanente, já que sempre existirão bons e maus negócios, como em qualquer setor”, alerta o consultor empresarial e autor do livro O Espírito do Dinheiro, Julio Sampaio.

O investidor precisa analisar se tem como objetivo viver de renda ou ganhar com a valorização da propriedade. Dependendo da opção, a escolha do imóvel vai ser diferente. “Um imóvel pode gerar ganhos de algumas maneiras, dentre elas quando ocorre, por exemplo, uma valorização acima de mercado de uma determinada região ou cidade; pelo aumento de valor agregado, quando, por exemplo, você faz melhorias num imóvel e o mercado está disposto a pagar por elas; pela simples locação, abatendo-se aí possíveis despesas de manutenção, custos de administração ou período não locado”, explica Sampaio.

Segundo o diretor de vendas da Apolar Imóveis, Daniel Galiano, para quem quer viver de renda, a melhor opção é optar pela diversificação de imóveis, ou seja, vários imóveis possibilitando garantir um retorno mesmo que algum deles estiver desocupado. Além disso, imóveis menores, de até dois cômodos, são os mais procurados para locação. “Como o valor do aluguel desses imóveis é menor, o prazo médio de espera para locação é de 30 dias, sendo maior entre os apartamentos que entre as casas, fazendo com que o proprietário não tenha que arcar com os custos da propriedade, como taxas e impostos, por muito tempo”, esclarece.

“Imóveis mais baratos, em geral, possibilitam maiores retornos, como é o caso de imóveis populares e usados. Fazendo ressalva quanto à lei de oferta e procura e todas as suas variáveis, pode-se dizer que é uma regra geral”, explica Julio Sampaio. Esse mercado está em ascensão, alimentado pelo déficit habitacional brasileiro, que, segundo pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), está em 7,9 milhões de moradias no país.

Antes de decidir o tipo de imóvel no qual se pretende investir, é importante que o comprador analise todos os riscos e possibilidades de retorno, principalmente em termos de aluguel, que esse imóvel pode ter. Quem prefere investir em imóveis de alto padrão precisa estar ciente que o retorno do investimento virá com a valorização do imóvel. É possível também alugar o imóvel para empresas que estejam interessadas em oferecer residência a funcionários de outras regiões, conseguindo assim um valor mais elevado do aluguel. Quanto ao potencial de valorização do imóvel, esse tipo de análise é mais difícil, mas o que se constata é que os imóveis mais novos têm se valorizado mais rapidamente que os usados.

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”Investimento em imóveis no Brasil vai mais que dobrar”

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24/06/08 - O mercado imobiliário brasileiro deve receber um novo impulso com o grau de investimento, nota de país seguro para investimento, dado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o Empresário sócio do grupo de investimentos imobiliários Brazilian Finance e Real Estate, afirmou que os investimentos estrangeiros em imóveis no País podem saltar de R$ 8 bilhões para R$ 20 bilhões ao ano, movimento semelhante ao que ocorreu no México há alguns anos.

Para ele, o grau de investimento, somado à percepção de que o Brasil está descolado da crise americana, fará o dinheiro voltar a aparecer. “Tivemos três anos de investimentos, seguidos pela apreensão com a crise americana. As empresas deram uma pausa para reavaliar a situação, mas o dinheiro voltará. Já percebemos interesse de investidores, por exemplo, nos fundos que nossa empresa administra, e recebemos consultas de investidores asiáticos sobre a atividade imobiliária no País”.

O especialista considera que os excelentes fundamentos atingidos pelo mercado imobiliário - inflação sob controle, juros mais baixos e investment grade - trarão investimentos em torno de R$ 100 bilhões nos próximos cinco anos.

Segundo ele, o interesse estrangeiro pelo mercado imobiliário brasileiro é diversificado, vai desde imóveis comerciais locados e residenciais em construção a shoppings. O grande estímulo é o potencial de valorização das unidades. “Comparando-se os imóveis daqui com parâmetros de fora, imóvel aqui é barato. Lá fora os aluguéis são muito caros. Considerando que o Brasil, como membro do clube do grau de investimento, não deveria ter muita discrepância em relação a outros países, é natural alguns investidores apostarem na valorização do imóvel brasileiro e é isso que eles perseguem”, explica.

No México, a conquista do investment grade fez com que o país passasse a receber investimentos superiores a R$ 10 bilhões por ano, sendo que grande parte das operações tinha a participação de estrangeiros.

Aqui, os bancos nacionais e internacionais já estão bastante agressivos e há empresas crescendo de maneira consistente tanto em novos empréstimos como em securitização. “Estamos quebrando paradigmas e vivendo uma fase que historicamente não tem comparação. Não existe no horizonte nada que coloque em risco o sucesso desse segmento. A demanda hoje chega a 7 milhões de moradias - a maior parte em baixa renda, mas também há classe média e alta. É muita coisa”, analisa.

 


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