INVISTA EM IMÓVEL
9 de Agosto de 2008 22:40 Dicas e Orientações2008: O ano para investir em imóveis
10/01/08 - Investir em imóveis tem suas vantagens em relação a outros tipos de investimento, como a ausência de riscos e solidez contra confiscos. A facilidade na obtenção de crédito, prazos mais longos e juros menores têm impulsionado o crescimento do setor imobiliário no país. “O setor imobiliário pode ser uma boa opção de investimento, seja de forma combinada com outros investimentos mais ousados, seja como um projeto de vida, de construção passo a passo. De qualquer forma, também exige algum tipo de conhecimento e atualização permanente, já que sempre existirão bons e maus negócios, como em qualquer setor”, alerta o consultor empresarial e autor do livro O Espírito do Dinheiro, Julio Sampaio.
O investidor precisa analisar se tem como objetivo viver de renda ou ganhar com a valorização da propriedade. Dependendo da opção, a escolha do imóvel vai ser diferente. “Um imóvel pode gerar ganhos de algumas maneiras, dentre elas quando ocorre, por exemplo, uma valorização acima de mercado de uma determinada região ou cidade; pelo aumento de valor agregado, quando, por exemplo, você faz melhorias num imóvel e o mercado está disposto a pagar por elas; pela simples locação, abatendo-se aí possíveis despesas de manutenção, custos de administração ou período não locado”, explica Sampaio.
Segundo o diretor de vendas da Apolar Imóveis, Daniel Galiano, para quem quer viver de renda, a melhor opção é optar pela diversificação de imóveis, ou seja, vários imóveis possibilitando garantir um retorno mesmo que algum deles estiver desocupado. Além disso, imóveis menores, de até dois cômodos, são os mais procurados para locação. “Como o valor do aluguel desses imóveis é menor, o prazo médio de espera para locação é de 30 dias, sendo maior entre os apartamentos que entre as casas, fazendo com que o proprietário não tenha que arcar com os custos da propriedade, como taxas e impostos, por muito tempo”, esclarece.
“Imóveis mais baratos, em geral, possibilitam maiores retornos, como é o caso de imóveis populares e usados. Fazendo ressalva quanto à lei de oferta e procura e todas as suas variáveis, pode-se dizer que é uma regra geral”, explica Julio Sampaio. Esse mercado está em ascensão, alimentado pelo déficit habitacional brasileiro, que, segundo pesquisa realizada em 2006 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), está em 7,9 milhões de moradias no país.
Antes de decidir o tipo de imóvel no qual se pretende investir, é importante que o comprador analise todos os riscos e possibilidades de retorno, principalmente em termos de aluguel, que esse imóvel pode ter. Quem prefere investir em imóveis de alto padrão precisa estar ciente que o retorno do investimento virá com a valorização do imóvel. É possível também alugar o imóvel para empresas que estejam interessadas em oferecer residência a funcionários de outras regiões, conseguindo assim um valor mais elevado do aluguel. Quanto ao potencial de valorização do imóvel, esse tipo de análise é mais difícil, mas o que se constata é que os imóveis mais novos têm se valorizado mais rapidamente que os usados.
Investidores imobiliários devem apostar no mercado de parques industriais, diz consultoria
25/04/08 - Para a consultoria Jones Lang LaSalle, além do segmento de imóveis residenciais, outro mercado merece a atenção dos investidores: o de parques industriais.
De acordo com o diretor de gerenciamento de propriedades da empresa, Fábio Martins, mantidos o desempenho positivo contínuo da produção industrial e o consumo das famílias, o mercado de parques industriais demandará investimentos emergenciais. Segundo o executivo, já há regiões do Brasil com indicadores de demanda reprimida por esses espaços.
Os parques industriais são imóveis que, em geral, concentram várias empresas e cuja gestão de áreas comuns, como restaurante, administração e serviços, é compartilhada por todos os ocupantes, em consórcio. Funcionam também como centros de distribuição e condomínios logísticos.
“Este ano certamente será o de maior crescimento de mercado para esse modelo de empreendimento”, afirma Martins. “As empresas estão demandando espaços para armazenar, escoar e repor estoques numa velocidade poucas vezes vista”, completa.
Ele ressalta que as últimas taxas de crescimento da produção industrial e do consumo, respectivamente de 6% e 4,7%, mantidas, resultarão em breve em escassez por espaços do gênero.
Martins adianta que uma ótima opção para investidores é empreender parques industriais segundo o modelo build-to-suit, no qual o investidor viabiliza a expansão imobiliária em troca de um contrato de locação.
“Novos parques industriais, bem estruturados, dotados de uma eficiente gestão de serviços básicos, certamente atrairão rapidamente ocupantes e contratos diferenciados”, prevê o diretor. Ele salienta também que o momento favorece até mesmo investimentos especulativos no segmento.
Entrada de capital estrangeiro e regionalização dos investimentos “aquecem” setor imobiliário brasileiro
Com um ambiente macroeconômico estável, o mercado imobiliário brasileiro vem se tornando alvo dos investidores estrangeiros. Neste momento em particular, em que o setor é sacudido mundialmente por uma crise de proporções gigantescas, desencadeada pela inadimplência no mercado de hipotecas subprime nos Estados Unidos, nosso País aparece como uma alternativa segura para o capital internacional. E as perspectivas são ainda mais promissoras já que o Brasil está perto de atingir a classificação de “investment grade”, que o inclui na lista dos países seguros para os investidores internacionais.
Quando isso acontecer, o que é esperado já para 2008, o montante de investimentos estrangeiros diretos que entrará no Brasil – hoje em torno de U$ 30 bilhões – deverá mais do que dobrar. A boa notícia é que uma fatia considerável desse total – algo como U$ 5 bilhões – será aplicada no setor imobiliário.
Essas conclusões estão no estudo “Estabilidade Macroeconômica, Novos Investimentos e o Mercado Imobiliário Brasileiro”, que foi apresentado hoje (25/10) durante o VII Seminário da Sociedade Latino Americana de Estudos Imobiliários (LARES, na sigla em inglês de Latin American Real Estate Society).
Diante desse cenário otimista, o autor do trabalho, Cláudio César Paiva, doutor em Economia pela Unicamp e professor de mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades da Universidade Cândido Mendes (RJ), aposta em uma mudança de estratégia das principais empresas do mercado imobiliário brasileiro, entre elas Cyrela, Gafisa e Rossi. “Essas empresas vão aumentar cada vez mais o número de joint-ventures internacionais e buscar parcerias com construtoras e incorporadoras regionais para alavancar projetos em cidades do interior”, prevê. As parcerias dos grandes players do setor com empresas regionais é necessária porque, para investir em mercados locais, as companhias de atuação nacional precisam do conhecimento em termos de localização de terrenos e demanda dos compradores que as pequenas possuem.
Os chamados mercados cativos regionais – como Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, no Estado de São Paulo, e Campos e Macaé, no Rio de Janeiro, além de Vitória (ES) e Recife (PE) - tendem a sofrer modificações significativas, dependendo do grau de atratividade. “Esse processo, longe de ser um condutor de crise regional é, na verdade, um potencializador de oportunidades, onde os dois lados ganham: as empresas locais se capitalizam e as nacionais ganham novos mercados”, diz Paiva.
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