Espírito Santo lidera crescimento da indústria brasileira no 1º semestre
9 de Agosto de 2008 18:42 Desenvolvimento ES06/08/2008 - ( -A Gazeta)
A produção da indústria cresceu de forma generalizada no primeiro semestre deste ano. A alta foi verificada em todos os 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo dados divulgados nesta quarta-feira (06). O resultado registrado pelo Espírito Santo foi destaque no período. O setor cresceu 16,1% no estado, ante a média nacional de 6,3%. Também acima da média foram as taxas verificadas em São Paulo (9,8%), Pernambuco (7,9%), Amazonas (7,5%) e Minas Gerais (6,6%).
Na maioria desses locais, segundo o IBGE, “confirma-se o padrão de crescimento observado para o total da indústria brasileira ao longo de 2008″, uma vez que suas estruturas industriais têm forte presença de setores produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além da elevada produção de commodities exportadoras.
Abaixo da média, mas também em expansão, foram os resultados registrados por Pará (6,1%), Nordeste e Bahia (ambos com 4,6%), Rio Grande do Sul (4,4%), Ceará (2,6%), Rio de Janeiro (2,3%) e Santa Catarina (1,3%).
Trimestre
Na análise trimestral, repetiu-se a expansão generalizada, mas nove regiões reduziram o ritmo produtivo. Entre maio e junho, na série com ajuste sazonal, dez locais assinalaram crescimento.
Na análise trimestral, todos os locais assinalaram taxas positivas no confronto do segundo trimestre de 2008 com igual período de 2007. São Paulo, com a estrutura industrial mais diversificada entre os locais investigados, ganhou ritmo entre o primeiro e segundo trimestre: 9,1% no primeiro e 10,4% no segundo.
Por outro lado, nove das quatorze áreas investigadas mostraram redução de ritmo entre esses dois períodos. Pernambuco, de 13,9% para 1,0%, e Amazonas (de 11,7% para 3,6%) assinalaram as perdas mais acentuadas, enquanto Espírito Santo (de 14,4% para 17,8%), Goiás (de 9,9% para 12,3%), Paraná (de 10,2% para 12,3%) e Ceará (de 4,4% para 0,9%) registraram os maiores ganhos.
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