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Mercado Imobiliário
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A GAZETA
O perfil do profissional do ramo imobiliário mudou. O crescimento do mercado, a difusão da informática e o aumento do nível de exigência dos clientes foram os principais fatores de transformação da profissão. O corretor imobiliário passou a assumir mais do que a função de intermediador numa negociação. Hoje, o profissional precisa conhecer vários aspectos, principalmente sobre o mercado imobiliário e economia e até mesmo ter noções de matemática financeira, em especial as tabelas de financiamento.
“O profissional assume uma posição de consultoria. Com a crescente complexidade dos negócios, o mercado passou a exigir mais do profissional, que precisa ter um conhecimento muito maior e tem sua capacidade ainda mais exigida. A profissão de corretor hoje não é mais encarada como uma ocupação provisória, é uma profissão com objetivos de longo e médio prazo”,avalia o diretor financeiro de uma Imobiliarária de Vitória.
“O corretor deve ter muita responsabilidade, porque a compra de um imóvel não é como uma bolsa ou sapato. Você está vendendo o sonho de uma pessoa. O conhecimento, aqui, é a característica mais marcante do profissional. Ele tem de saber tudo sobre o imóvel e ter a resposta na ponta da língua, para passar segurança aos clientes”, conta uma corretora de imóveis.
Número
5% de comissão, Esse é o percentual mínimo do valor da venda do imóvel cobrado por profissionais autônomos e exigido pelo Creci e pelo Sindicato.
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Dicas e Orientações
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- A GAZETA- 12/06/2008
Medida, idade e localização do imóvel estão entre os itens que determinam o preço.
A definição do valor de um imóvel leva em conta fatores como localização, área privativa e idade do empreendimento. E o preço é calculado por meio de comparação com outros imóveis na mesma região e com características semelhantes.
Os parâmetros usados devem ser muito bem definidos para evitar que o proprietário leve prejuízo com uma avaliação abaixo do que o imóvel realmente vale, ou que o imóvel fique anos à espera de um comprador por ter um valor mais alto do que o de mercado.
“Há o senso comum de pensar que é fácil dar o preço a um imóvel, comparando com outros no mercado. Mas isso não dá certo, pois existe todo um embasamento técnico e de conhecimento das normas da ABNT para se avaliar corretamente o preço”, explica o presidente em exercício do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-ES), Aurélio Cápua Dallapícula.
PROFISSIONAL
O ideal é contratar os serviços de um profissional avaliador, que também está apto a emitir um laudo técnico com o valor real do imóvel, que poderá ser usado como um documento.
Dallapícula também aconselha cautela na hora de procurar pelos serviços de um profissional registrado, buscando informações no site do Creci-ES www.creci-es.gov.br ou no do Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícias do Espírito Santo - Ibape-ES www.ibape-es.com.br.
“Do contrário, o proprietário pode dar um chute, certeiro ou não. A avaliação não é algo estático. Pode mudar com o tempo, já que a valorização imobiliária é um processo dinâmico, em decorrência dos empreendimentos ou das melhorias em torno do imóvel avaliado”, explica.
O que deve ser levado em conta na avaliação de um imóvel?
.Localização: o endereço e a posição do apartamento no edifício (sol da manhã, andares mais altos, etc.) influenciam no valor.
.Frente para o mar: a valorização é diferenciada neste tipo de imóvel, por ser um terreno único e mais raro.
.Idade: com pelo menos 20 anos, um imóvel usado começa a valorizar em velocidade menor do que um usado com 5 anos, por exemplo.
.Custo de manutenção: veja se o empreendimento está em bom estado, ou seja, se o prédio está conservado ou tem feito reformas periódicas.
.Acabamento: um custo de reforma elevado pode depreciar o valor do imóvel.
.Lazer: itens disponíveis, conservação e utilização da àrea são fundamentais.
Dicas para valorizar o imóvel usado
.1. Fechamento de varanda ajuda a valorizar, por criar um outro espaço interno para o apartametpo, mas com a mobilidade de uma àrea exerna, que desde que sigam a convenção do condominio, para não criar diferenças na fachada do edifício.
.2. Prefira móveis mais claros e com aspecto moderno. Móveis velhos e caindo aos pedaços estão fora de questão. Piso e revestimento também não podem parecer antigos.
.3. Deixe sempre o imóvel bem iluminado durante a visita de um possivel comprador. Ajuda a causar boa impressão.
.4. Reformas grandes e caras são apenas para beneficio e conforto do proprietário. O valor do investimento não deve ser incorporado no preço final do imóvel.
.5. Acabe com as infiltrações e mantenha o imóvel conservado e pintado com cores claras.
Unidade usada pode custar de 30% a 50% menos.
Maior oferta está em Praia do Canto, Jardim da penha, Jardim Camburi, Itapoã e Praia da Costa
Os imóveis usados passam por um momento interessante no mercado imoviliario.Com preço menores do que de os de um empreendimento novo, facilidades de pagamento e linhas de financiamentoexclusivas, são uma boa opção.
Em Vitória bairros com Jardim da Penha, Barro Vermelho e Jardim Camburi, estão entre os que mais oferecem unidades usadas. Em Vila Velha, a maior parte das ofertas se concentra em Itapõa e Praia da Costa.
Uma das vantagens pode começar nos preços mais atrativos, que varia de 30% a 50% a menos em relação a um novo.
Cuidados:
Mas na hora de vender, o proprietário deve tomar certos cuidados, para ecitar que seu bem ceprecie diante do mercado ou o peçonão esteja muito acima da média.
“O dono tende a achar que seu imóvel é único e especial. Por isso, o valor vai estar sempre acima do mercado, na maioria das vezes. Principalmente depois de uma grande reforma. Ele pode condeguir, até 30% do valor investido, mas nunca o total”, diz o diretor da Assossiação de Empresas do Mercado Imobiliario do Espirito Santo(ADEMI-ES), Moacyr Brotas Netto.
O proprietario também deve estar atento para mudanças muito radicais na estrutura do imóvel, com alto custo. Porém,
mudanças como uma cozinha americana em apartamentos compactos, ajudam a valorizar.
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Mercado Imobiliário
3 Comentários
28/01/2008 14:47:33 - Redação Gazeta
Moradores de conjuntos habitacionais da Companhia de Habitação (Cohab) vão ter mais facilidade em conseguir a escritura dos imóveis. As taxas de escrituras e o registro vão custar 90% menos ao morador da Serra. Além disso, os beneficiados vão ter direito à isenção do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), para residências que permanecem com o primeiro dono.
Pela lei sancionada em 26 de dezembro, os Cartórios de Escritura e Registro vão cobrar taxas bem inferiores para expedir a escritura. Só para comparar, a escritura de um imóvel no valor de R$ 30 mil vai sair por apenas R$ 63; o mesmo valor será pago também pelo registro, além da isenção de ITBI, para imóveis com um único proprietário. Sem o benefício, uma escritura não sairia por menos de R$ 350.
Imóveis que já têm segundo dono vão pagar o dobro desses valores para registro e escritura, além de não ter direito à isenção do ITBI. A explicação para esse tratamento diferenciado é simples: quando o imóvel é vendido, o primeiro proprietário já recebeu todos os benefícios mencionados, por isso, o segundo não tem mais direito e terá que arcar com as despesas.
Aproximadamente 30 mil famílias vão ser beneficiadas por esse sistema. Quando o proprietário acaba de pagar todas as prestações do imóvel, precisa transferir para o nome dele, pois a Cohab apenas elimina a hipoteca. A escritura não é fornecida. De acordo com dados levantados pela Secretaria de Habitação da Prefeitura da Serra, mais de 90% dos imóveis adquiridos pela Cohab não têm escritura. São imóveis, no geral, com mais de 25 anos de uso.
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