100 mil saques do FGTS no início de 2008

Financiamento Imobiliário Nenhum comentário


Os trabalhadores estão cada vez mais recorrendo ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar imóveis. Prova disso é que, somente no primeiro trimestre deste ano, foram feitos 100 mil pedidos de saque em todo o País.

Segundo dados da Caixa Econômica Federal, somente em março, foram registradas 36.212 solicitações de utilização do dinheiro, totalizando mais de R$ 323 milhões – em fevereiro, foram feitos 33.428 pedidos e em janeiro, 26.212.

Além disso, recursos do FGTS também são usados em linhas de financiamento da casa própria. Em geral, o saldo da conta vinculada do FGTS pode ser usado na entrada, na amortização do débito, na quitação e no pagamento de até 80% das prestações da casa própria.

Neste caso, o contrato tem que ser assinado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o trabalhador precisa se enquadrar nas regras do conselho curador do Fundo de Garantia — entre elas, não ter imóvel próprio; mas, se tiver apenas 40% da propriedade, o uso é permitido.

No Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), a utilização do recursosomente é liberadana entrada.
O orçamento do Fundo de Garantia para habitação este ano chega a R$8,3 bilhões. Os juros são mais baixos: de 6% a 8,66% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). Se o mutuário for cotista, ainda tem desconto de 0,5% na taxa. O imóvel deve custar até R$ 350 mil e o financiamento máximo chega a R$ 245 mil.

Para o trabalhador que possui renda bruta de até R$4.900, as taxas de juros são divididas em duas modalidades: rendimentos de R$415 a R$1.875 tem percentual de 5,64% ao ano mais TR;
acima desse valor até R$4.900, os juros são de 7,94% ao ano mais TR.

Para trabalhadores que recebem acima de R$4.900, a taxa é de 8,66% ao ano mais TR — linha pró-cotista, modalidade criada exclusivamente para atender à classe média. Não há o desconto de 0,5% porque o percentual já é menor que o de mercado.

Fonte: jornal A Tribuna


Adicione aos favoritos ou compartilhe:





STJ: Financiamento de imóvel pronto diferente de imóvel em construção

Financiamento Imobiliário Nenhum comentário


O financiamento de um imóvel pronto deve ser diferente do financiamento de imóvel ainda em construção. Essa foi a decisão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o entendimento do STJ, a obras concluídas não se aplica o índice setorial previsto no contrato, mas, sim, o índice oficial. O Tribunal não acolheu o recurso de uma imobiliária – que moveu processo contra um comprador, requerendo o pagamento do Custo Unitário Básico (CUB) de um imóvel pronto – e manteve decisão de que o índice setorial é aplicável somente aos contratos de comercialização de imóveis ainda em construção. Isso porque a taxa do CUB deve refletir a variação do preço dos materiais utilizados na construção, situação que não ocorre quando o comprador adquire o imóvel pronto e acabado.

De acordo com informações do processo, o comprador alegou a aplicação de encargos abusivos na escritura pública de compra e venda de imóvel e confissão de dívida com contrato acessório de hipoteca firmado entre eles.

Em primeira instância, o pedido foi julgado procedente para determinar que a correção monetária incida anualmente com base no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e os juros sejam calculados sob a forma simples, excluída sua capitalização.

A imobiliária recorreu ao STJ alegando a possibilidade do CUB como fator de correção monetária no contrato estabelecido entre as partes e a capitalização mensal dos juros. Ao analisar a questão, o relator ministro Sidnei Beneti destacou que, quando a construtora comercializa o imóvel com a obra finalizada, não é razoável a utilização do CUB, já que não há influência do preço dos insumos da construção civil e todo o custo da obra já está contabilizado no valor de venda do imóvel.

Fonte: jornal A Tribuna


Adicione aos favoritos ou compartilhe:





Financiar imóvel é melhor: rende até 54% a mais do que à vista

Financiamento Imobiliário Nenhum comentário

Estudo indica que quem opta por financiamento pode obter retorno de até 54% a mais do que aqueles que pagam à vista

Com o aquecimento do mercadoimobiliário,as aplicações em imóveis voltaram a ser apontadas pelos especialistas como uma boa opção para a carteira de investimentos. Segundo um estudo, os investidores que optarem por financiamento podem obter um retorno até 54% maior do que aqueles que compram o imóvel à vista.

O levantamento feito pela empresa de consultoria Mercer, publicado em revista de circulação nacional, aponta que o financiamento é amelhor opção não só pelas perspectivas de valorizaçãodos imóveis, mas também devido à retomada do mercado de locação, que em 2007 rendeu aos locadores retornos superiores a 10% ao ano.

Um fator que torna o investimento ainda mais atraente é a possibilidade de potencializar os ganhos utilizando o crédito mobiliário como parte da estratégia de investimento.

A empresa de consultoria simulou possibilidades para um investidor que dispunha de R$120.000 para aplicar em imóveis.

No primeiro caso, ele compraria o imóvel à vista e o alugaria, obtendo ao final de 12 anos R$501.401,80, incluindo o valor o imóvel já valorizado e a renda obtida coma locação durante o período.

Se, ao invés de comprar o imóvel à vista, o investidor desse uma entrada de R$30.000, financiasse R$90.000 – pagando juros de 9% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR) – e investisse o dinheiro que manteve em mãos em renda fixa e ações, ao término de 12 anos teria um patrimônio de R$771.168,59.

Segundo o levantamento, a princípio, as prestações do financiamento seriam pagas com o rendimento das aplicações e o retorno do aluguel.

Porém, a partir do 95º mês de financiamento, apenas a renda obtida com a locação já seria suficiente para pagar a prestação.

Já o investidor mais conservador teria a opção de investir o dinheiro somente em renda fixa – o que já lhe garantiria um rendimento superior ao que seria obtido caso comprasse o imóvel à vista.

No entanto, na avaliação do matemático e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Dutra Vieira Sobrinho, só vale a pena elevar o risco da carteira tomando um empréstimo se o investidor decidir aplicar em ações.

“A longo prazo, a tendência é que a Bolsa renda muito mais que a renda fixa”, disse.

Fonte: jornal A Tribuna


Adicione aos favoritos ou compartilhe: