Caixa Econômica: financiamento para compra de imóveis de até 350 mil com FGTS
8 dAmerica/Sao_Paulo Janeiro dAmerica/Sao_Paulo 2008 Financiamento Imobiliário Nenhum comentárioA Imóvel OK divulga uma ótima notícia para todos clientes que desejam financiar um imóvel utilizando o FGTS, veja abaixo:
A partir de agora, o trabalhador que possui conta vinculada ao FGTS há mais de três anos passa a ter vantagens maiores na hora de financiar imóveis novos e usados com recursos do FGTS, sem limite de renda e aquisição de até R$ 350 mil. Essas mudanças devem provocar impacto significativo no mercado imobiliário, pois facilitam o acesso à casa própria à classe média.
Este ano deve ser marcado por mudanças importantes nas regras do financiamento habitacional. A partir deste mês, a Caixa Econômica Federal (Caixa) derruba as limitações de renda para concessão de crédito imobiliário com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e reduz em 0,5% a taxa de juros do financiamento à baixa renda. Ainda, ao longo do ano, bancos privados devem começar a operar recursos do fundo para empréstimos habitacionais, a juros mais baixos que os da poupança.
Famílias com rendimento mensal acima de R$ 4,9 mil, que antes não tinham acesso ao recurso do fundo e por isso pagavam juros anuais de 10,16% mais Taxa Referencial (TR), terão uma linha de crédito com juros de 8,66%. Para faixas de renda até R$ 4,9 mil, a taxa cai de 8,16% para 7,66%. Porém, para ter direito às taxas reduzidas, é necessário que o mutuário seja trabalhador com conta vinculada ao FGTS há mais de três anos. Famílias com rendimentos até R$ 1,8 mil continuam pagando juros de 6% e obtêm subsídio do governo. As mudanças ainda flexibilizam os limites para o valor do imóvel financiado. Antes, os recursos do fundo financiavam unidades até R$ 130 mil. Agora, o valor foi atualizado para até R$ 350 mil.
A redução dos juros oferecida pela Caixa vai representar uma economia de 9,17% do valor total a ser pago numa casa ou apartamento de R$ 350 mil, sendo R$ 245 mil financiados em 30 anos, de acordo o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. O total pago pelo financiamento passa de R$ 666.469,75 para R$ 605.378,71: uma redução de R$ 61.091,04.
Empréstimo com recurso do FGTS agora vale a quem ganha mais de R$ 4,9 mil
Até então, esses financiamentos, concedidos pela Caixa Econômica Federal (CEF) com recursos do FGTS, era limitado a trabalhadores com renda familiar de até R$ 4,9 mil.
A linha de crédito é de R$ 1 bilhão e a taxa de juros é de 8,66% ao ano. O prazo limite de financiamento é de 30 anos.
Pró-Cotista
Entre as medidas, o destaque é a criação do Pró-Cotista, uma linha especial destinada a financiar habitação com valor de até R$ 350 mil. Até então, apenas trabalhadores com renda mensal de até R$ 4,9 mil podiam buscar os recursos. A mudança beneficia 26,5 milhões de pessoas, que podem a partir de agora financiar 70% do valor dos imóveis (até R$ 245 mil) e com prazo de pagamento de 30 anos. A taxa é de 8,66% ao ano mais TR.
Habitação Popular
Para a programas de habitação popular estão reservados R$ 8,4 bilhões, segundo o Conselho Curador do FGTS. Além disso, o Conselho aprovou também a redução em 0,5 ponto percentual para essa linha de Habitação Popular destinada aos cotistas. Assim, os juros passam a ser de 7,66% mais TR para os trabalhadores com conta vinculada - os menores do mercado. Os imóveis devem ter valor de avaliação entre R$ 80 mil e R$ 130 mil (neste caso para regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo e para o Distrito Federal) e a renda mensal do trabalhador deve ser de no máximo R$ 4,9 mil. Lembrando que para os não-cotistas a taxa de juros segue em 8,16% ao ano.
Competição
Em dezembro do ano passado, o Itaú tornou-se o primeiro banco privado a operar recursos do fundo para habitação. Até então, apenas a Caixa efetuava o repasse. As linhas de crédito imobiliário oferecidas pelo Itaú são para imóveis de até R$ 120 mil. Os juros anuais, a partir de 7,93% mais TR, anteciparam a redução anunciada pela Caixa e são inferiores aos do crédito com recursos da poupança. Essa taxa é válida exclusivamente para os cotistas do fundo. Os demais, pagam juro de 8,47%. A novidade acirra ainda mais a competição bancária. O Banco Real, por exemplo, já anunciou que vai operar os recursos do FGTSD a partir do primeiro trimestre de 2008. Bradesco e Santander também estudam entrar no segmento.
Essas linhas de crédito concorrem diretamente com as oferecidas por bancos que operam recursos da poupança, cuja média dos financiamentos é de R$ 92 mil, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No entanto, conforme o presidente da entidade, Luiz Antonio França, as mudanças não devem prejudicar as operações das entidades financeiras. “Há bancos que já operam a TR mais 9%”, afirma. “Há quase um ano, o mercado já é criativo dentro deste tema”, conclui.
Fonte: adaptação do jornal A Tarde, MidiaMax, Bom Dia e Estadao
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