Prédio verde: você e a natureza só tem a ganhar
3 de Janeiro de 2008 Mercado Imobiliário 2 ComentáriosA Imóvel OK divulga uma das novidades do mercado imobiliário capixaba: o prédio verde, que a partir desse ano irá fazer você pensar um pouco mais antes de escolher onde irá morar, e não é só o meio ambiente que ganha com isso, você também economiza, veja mais:
O que o prédio verde tem:
Descarga inteligente . A descarga com dois dispositivos (um de 2 litros e outro de 4 litros) racionaliza os gastos
Torneira de baixo consumo. Dispositivo controla o tempo em que elas ficam abertas
Aquecimento de chuveiro a gás. Cada unidade tem seu aquecedor a gás, o que evita altos gastos de energia com chuveiros elétricos
Energia solar. Uso de energia solar para preaquecer a água e produzir energia elétrica nas áreas comuns do edifício
Água da chuva . Acumulada em uma unidade coletora, é usada para a limpeza das áreas comuns do prédio e para regar os jardins
Lâmpadas de baixo consumo . O uso de lâmpadas fluorescentes reduz o consumo de energia elétrica
Estação de tratamento de água. Instalada no subsolo, reaproveita a água já usada para ser utilizada nas descargas e nos jardins
Coleta seletiva de lixo. Há espaço para separar o lixo. Convênios com cooperativas de catadores criam receita para o condomínio, com a venda dos produtos reciclados
Sensores de presença . As luzes das áreas comuns só acendem quando alguém passa
Consumo de energia fica até 50% menor
Também há redução no gasto com água: o que é usado em torneiras e chuveiros vai para descargas
Segundo o engenheiro Luiz Henrique Ceotto, o custo para se fazer um edifício verde fica entre 1% e 7% do valor total do empreendimento e pode reduzir em até 50% o consumo de água e energia. “Um verdadeiro edifício verde tem propostas de conservação, economia e sustentabilidade desde a concepção de seu projeto”, explica.
Na entrevista a seguir, Ceotto fala um pouco mais sobre o que é necessário para um empreendimento ser considerado verdadeiramente um edifício verde e quais as vantagens que tanto as construtoras quanto a sociedade podem usufruir desse tipo de obra.
O que o morador de um prédio verde ganha em termos de economia?
Economia nos custos operacionais em mais de 20%, podendo chegar a 50%. Além disso, o morador chega a economizar de 40% a 60% de água e entre 25 a 30% de energia elétrica. E a redução com pessoal de condomínio pode chegar a 50%. O valor do condomínio pode chegar a 40% a menos do valor previsto. Mas o cliente precisa perceber essa economia e ser conscientizado para utilizá-la. Do contrário, esses índices podem permanecer no mesmo nível de um prédio comum.
Mas prédios assim não ficariam muito caros?
O custo de construção de um edifício verde fica em torno de 1% a 7% do total da obra e a construtora tem o retorno desse investimento em cerca de dois anos. Hoje temos tecnologia disponível para construir obras verdes que não pesam, tanto no bolso da construtora e nem do comprador.
Quais as preocupações que um projeto de um edifício verde precisa ter?
A arquitetura tem que partir do princípio de conservação de energia, aproveitando a luz natural. Os sistemas devem ser dimensionados sem excessos, evitando a over-engeneering e o prédio deve ser projetado para maior durabilidade e facilidade de manutenção. Além disso, o prédio verdade deve possui um projeto de reutilização da água da chuva e esgoto secundário, ser econômico no consumo de água e fazer tratamento do esgoto cinza. Outros fatores como transporte interno e coleta seletiva de lixo também devem estar presentes em um projeto para um edifício verde.
Luiz Henrique Ceotto é engenheiro civil pela UnB e mestre em engenharia de estruturas pela Universidade de São Paulo, trabalhou nos últimos 35 anos como engenheiro em grandes obras comerciais e residenciais e atualmente atua como diretor de projetos e construção para a empresa Tishman Speyer. Sua experiência profissional está focada no desenvolvimento de sistemas construtivos para o aumento da qualidade e da produtividade das obras e no desenvolvimento e implantação de sistemas gerenciais para a construção.
Fonte: adaptação de A Gazeta
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