A partir de 2008 o crédito imobiliário vai crescer 25% ao ano

11:36 Financiamento Imobiliário

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta crescimento de 25% ao ano para o financiamento habitacional com recursos da poupança de 2008 a 2010.

Segundo as estimativas da entidade, o volume de novas contratações deve atingir R$ 23,3 bilhões no próximo ano, R$ 29,1 bilhões em 2009 e R$ 36,4 bilhões em 2010.

A liberação de novos financiamentos imobiliários deve atingir a marca de R$ 36,4 bilhões anuais em 2010, o que corresponderia a 387 mil unidades financiadas, 120 mil a mais do que o pico atingido em 1981. A previsão foi feita ontem por Luiz Antonio França, novo presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a entidade que reúne as empresas ligadas ao setor de empréstimos com recursos da poupança.


O cálculo se baseia numa taxa de crescimento de 25% ao ano nos próximos três anos. Neste ano, até novembro, a evolução é de nada menos do que 96,6%. “Ainda assim será pouco, perto do tamanho que é nossa economia hoje”, disse. Para este ano, que já acumula R$ 16,4 bilhões até 30 de novembro (equivalente a 177 mil unidades financiadas), a expectativa é fechar com R$ 18,6 bilhões em novos contratos.

França explica que, como a captação líquida da poupança no mesmo período também cresceu muito, atingindo no final do mês passado um saldo de R$ 178,8 bilhões, ainda há espaço para emprestar mais. Segundo o executivo, os bancos hoje estão com cerca de 80% dos recursos da poupança comprometidos com crédito imobiliário, que somam cerca de R$ 100 bilhões - o mínimo exigido é de 65%.

Para ele, porém, a caderneta de poupança como principal fonte de recursos dos empréstimos imobiliários está com os dias contados. “Ao longo de 2007, os bancos já começaram a recorrer a outras formas de captação”, lembrou. Os bancos reclamam do descasamento de prazos (a poupança têm liquidez mensal e os empréstimos já chegam a até 30 anos) e também da limitação imposta pela TR, que impede uma queda maior dos juros. Por enquanto, a Abecip não acompanha a evolução dessas outras fontes, mas prometeu começar no ano que vem. “Precisamos desenvolver instrumentos no mercado de capitais para financiar imóveis residenciais”, disse.

A Abecip também vai passar a calcular a inadimplência dos contratos fechados após o novo marco regulatório, que permitiu a alienação fiduciária e facilitou a retomada dos bens. Hoje, a série desde 1998 mostra que cerca de 4% dos mutuários têm mais de três prestações em atraso.

Fonte: adaptação Jornal A Tarde e Terra


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