Dezembro a março: excelente época para pechinchar e comprar imóveis

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De dezembro a março, fica mais fácil negociar a compra do imóvel

A hora é boa. Quem está pensando em comprar um apartamento na planta, pode tentar um bom negócio ainda em dezembro. No caso dos imóveis usados, até março pode ser mais fácil negociar preços e condições, já que a demanda cai daqui até lá. Com o recebimento do décimo terceiro salário, com tantos lançamentos e tanto crédito na praça, quem está de olho na casa própria, assim como quem está decidido a investir no ramo imobiliário, deve prestar atenção no calendário de compra e venda do setor.

O presidente do Conselho Federal de Corretores Imobiliários (Cofeci), João Teodoro da Silva, ressalta que, se dinheiro não é problema, a melhor ocasião para se comprar imóveis é quando o mercado está oferecendo mais unidades — em geral, de abril a novembro. O problema é que, como naquela época a procura também é maior, conseguir uma boa negociação fica mais difícil.

No mercado de lançamentos, ressalta um diretor de imobiliária, a temporada de caça aos compradores vai até o próximo dia 20 — a partir daí, o setor fica praticamente parado por, pelo menos, um mês. Se o público já foi bastante assediado ao longo do ano pelas construtoras, diz ele, nos próximos dez dias deve acontecer um duelo de titãs, onde ganha quem vende mais:

— Hoje, o mercado imobiliário é formado por companhias abertas, que têm metas anuais a atingir. Portanto, para quem quer comprar imóvel na planta pode ser mais fácil negociar nesta reta final de ano. Ninguém quer ter encalhe.

No caso de empreendimentos em que a entrega das chaves já foi feita, os encalhes podem ser atraentes para o comprador. Afinal, é prejuízo para a construtora gastar com taxa de condomínio e publicidade das unidades não vendidas. É como no varejo: se a empresa faz liquidação, cria um atrativo e, conseqüentemente, ganha clientela. Aproveita para chamar a atenção para seus lançamentos.

Preço melhor em áreas de muitos lançamentos

O diretor de uma empresa de engenharia, admite que está correndo contra o tempo na venda de dois lançamentos, justamente devido à menor procura dos clientes nesta época do ano.

— Depois das festas de fim de ano, logo chegará fevereiro, que só tem 28 dias e, ainda por cima, carnaval no meio — afirma o diretora da empresa de engenharia, no entanto, não acredita que necessariamente o consumidor fará um bom negócio, se comprar agora. — O que vai resultar numa boa compra é a grande quantidade de empreendimentos numa mesma região, pois, nesse caso, sim: as construtoras vão oferecer melhores condições.

Fonte: adaptação de O Globo


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Financiamento da casa própria fica mais barato sem a CPMF

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O fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a partir de janeiro do ano que vem, vai gerar economia no financiamento da casa própria. Para mutuários com crédito de 20 anos, o valor poupado fica acima dos R$ 1 mil.

É o que mostra duas simulações feitas, pelo economista Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Em um financiamento de R$ 130 mil, em 20 anos, pela Carta Crédito do FGTS, da Caixa Econômica Federal, com juros de 8,16% ao ano mais TR (2% ao ano), a economia é de R$ 1.018,53 com o fim do imposto do cheque. O valor corresponde a 0,38% (alíquota do tributo) do total pago pelo imóvel, R$ 268 mil. O cálculo não inclui as tarifas bancárias.

Já em um financiamento de uma casa de R$ 150 mil, com recursos da poupança, juros de 10,5% mais TR e prazo de 20 anos, o valor economizado salta para R$ 1.318,52, ou 0,38% de R$ 347 mil, total pago no financiamento.

Para Miguel de Oliveira, a economia será real, e não compensada por outros encargos.

- O Governo já disse que não vai aumentar outros tributos para compensar a perda da CPMF. A arrecadação não sofrerá grandes perdas por causa do aquecimento da economia.

Recorde no financiamento

Os financiamentos de imóveis com recursos da poupança cresceram 72,55% entre janeiro e novembro em relação ao mesmo período do ano passado. Até novembro, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No período, foram financiados 177 mil novos imóveis, no total de R$ 16,4 bilhões, o que representa um aumento de 96,68% sobre 2006.

A poupança também teve captação líquida (dinheiro investido menos valores sacados) recorde. Foram R$ 18,3 bilhões até novembro, contra R$ 4,9 bilhões no ano inteiro de 2006. Isso representa uma alta de 273% só nos 11 primeiros meses.

Fonte: adaptação do Jornal O Globo


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