Imóvel econômico sim, inferior não!

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Números

5 mil reais - é a média de preço do metro quadrado de um imóvel de alto padrão. Já o valor do metro quadrado de um econômico gira em torno de R$ 1,7 mil.

Se de um lado as construtoras continuam a investir em imóveis de alto padrão, do outro, já estão descobrindo o grande filão que são os imóveis econômicos. Mas isso não quer dizer falta de cuidados e de critérios na hora de construir um empreendimento mais popular.

Tanto o imóvel de alto padrão quanto o popular possuem as mesmas técnicas de construção. O diferencial está no acabamento, na localização e no tamanho dos empreendimentos.

O que não quer dizer falta de qualidade na escolha do material. “Hoje podemos encontrar no mercado cerâmica de excelente qualidade e preço competitivo, imitando, inclusive o porcelanato, e pedras como o granito e o mármore, geralmente empregados em obras de alto padrão”, atenta a diretora de uma construtora.

O mesmo acontece com a bancada das pias, geralmente em granito. Para obras de alto porte são escolhidas pedras de cores mais raras e maior valor, como o preto e o amarelo. Já para os econômicos é utilizado o granito cinza, por exemplo.

“O material e a qualidade são os mesmos. Apenas o valor agregado é maior. A variação de preço pode chegar a 300% de diferença. O que será repassado, não nas mesmas proporções, para o valor do imóvel”, acrescenta a diretora.

E para diminuir os custos com a obra, para que esta chegue a um valor mais acessível ao cliente que desejam atingir, as construtoras procuram adaptar os materiais empregados, mas dentro do nível de qualidade da construtora.

Um exemplo é um novo empreendimento, que será construí do em Laranjeiras, na Serra. A decisão da empresa responsável de disponibilizar os mesmos itens de lazer geralmente reservados para empreendimentos de alto padrão é ainda inédita no Estado.

“O desafio foi colocar tudo o que um empreendimento classe A possui em um econômico e manter os preços baixos. A solução foi a busca de materiais alternativos que mantêm a mesma qualidade. Também mantivemos os mesmos profissionais que trabalharam na concepção de outro empreendimento de luxo”, conta a diretora da construtora.

“O conceito de imóvel popular mudou. Não é mais aquela ‘plantação’ de casas ou de edifícios. As construtoras agora estão se preocupando com a estética e a arquitetura, com o bem-estar de seus moradores”, diz um diretor administrativo e financeiro de uma imobiliária.

Vida útil de imóveis deve ser igual

Para outro diretor de construtora, a qualidade vem primeiro. “Um imóvel de padrão econômico deve ter a mesma vida útil de um de alto padrão. Ele tem que ser pensado para durar de 20 a 30 anos”, explica o dirigente. Para manter a qualidade, a construtora utiliza as mesmas marcas que são empregadas em empreendimentos de luxo, mas com especificações padronizadas. “O padrão define o preço do acabamento. Usamos uma ducha no padrão normal, ao invés de um chuveiro com design e cerâmica extra para os pisos, onde em empreendimentos de alto luxo se usaria um granito ou porcelanato com especificações especiais”, complementa.

Imóveis econômicos oferecem áreas de lazer e vários serviços

Além do acabamento, existem outros fatores que diferenciam um imóvel de alto padrão para um de padrão econômico. O principal deles é a localização. Bairros mais nobres possuem uma taxa de valorização de seus terrenos muito alta, o que inviabiliza a construção de empreendimentos econômicos.

Por outro lado, não se pode construir um edifício de alto luxo em um bairro de periferia ou onde as pessoas têm baixo poder aquisitivo.

Preço

“Com apartamentos menores, se constrói mais unidades, o que contribui para diminuir o valor para o cliente”, diz uma diretora de construtora.

“A média de preço para um imóvel de alto padrão gira em torno de R$ 5 mil o metro quadrado, já um imóvel no padrão econômico, o metro quadrado fica em torno de R$ 1,7 mil”, atenta o diretor administrativo e financeiro de uma imobiliária.

Outra diferença entre os imóveis do padrão econômico e de alto padrão está no tamanho dos apartamentos e nas áreas comuns do empreendimento.

“O lazer tem de obedecer o padrão do apartamento, porque este será bancado pelo condomínio. Quanto maior o número de apartamentos, menor o preço para se pagar pela taxa de manutenção”, avalia a coordenadora de projetos de uma construtora.

Um imóvel de padrão médio e médio alto tem em torno de 70 a 110m2 de área privativa. Geralmente são apartamentos de três e quatro quartos. Por outro lado, os imóveis voltados para a classe econômica, possuem, em sua maioria dois quartos, com área privativa em torno de 50m2 e também há os de três quartos, cuja área fica em torno de 68m2.

“Com apartamentos menores, se constrói mais unidades, o que contribui para a divisão do preço do terreno, diminuindo o valor para o cliente. Já empreendimentos de alto padrão possuem em média um ou dois apartamentos por andar. Isso eleva o preço do imóvel e também da taxa de condomínio, já que são menos unidades para dividir tanto o valor do terreno quanto as despesas com as áreas comuns”, explica a atenta a diretora de uma empresa que comercializa empreendimentos de uma construtora.

Fonte: adaptado de A Gazeta
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6 Perguntas e respostas para tirar dúvidas sobre avaliação imobiliária

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A Imóvel OK disponibiliza entrevista com Marcelo Pereira, professor da Unisciesp, que fala sobre avaliação imobiliária.

1- Quais os principais pontos que o corretor deve estar atento para uma avaliação de imóveis?
Marcelo - O corretor deve estar atento às tendências do mercado, pois o valor do imóvel é definido pelo mercado imobiliário.

2-Como a avaliação do imóvel pode interferir no fechamento do negócio?
Marcelo - A criação de falsas expectativas ao cliente, seja ele o vendedor ou comprador de um imóvel, gera decepções que podem prejudicar o fechamento do negócio. Por se tratar de valores normalmente elevados, dificilmente uma pessoa negocia um imóvel sem conferir se o valor do negócio está de acordo com os do mercado. Isso também vale para locadores e locatários.

3- Que tipo de ajuda os órgãos públicos podem oferecer para os corretores de imóveis que necessitem fazer uma avaliação imobiliária?
Marcelo - A melhor ajuda seria por parte das prefeituras, disponibilizando informações cadastrais dos imóveis, especialmente quanto a seus valores venais e índices fiscais.

4- Quais os principais tipos de avaliação imobiliária praticados no mercado?
Marcelo - O principal método de avaliação utilizado é o “Método Comparativo”, em que se determina o valor do imóvel a partir de comparações com valores praticados no mercado de imóveis com alguma similaridade com o imóvel avaliado.

5- A crise imobiliária que atingiu os mercados norte-americanos interfere diretamente no Brasil, mais especificamente ao que se refere à avaliação de imóveis?

Marcelo - Embora não tenha conhecimento específico do mercado norte americano, tenho certeza que, de alguma forma, a crise imobiliária que afetou o mercado financeiro daquele país influenciou o valor dos imóveis à venda nos Estados Unidos, especialmente pela repentina escassez de crédito. Entretanto, não pudemos sentir qualquer efeito direto dessa crise nos valores dos imóveis aqui no Brasil.

6- Como o senhor avalia a atual situação do mercado imobiliário nacional? Como o senhor vê esse grande crescimento do mercado aqui no Brasil?
Marcelo - Como técnico em avaliações, posso sentir que o mercado imobiliário de forma geral vem experimentando um aquecimento nos últimos meses. De certo, esse aquecimento tem relação com o crescimento da economia brasileira.

Fonte: adaptação do Boletim da Unisciesp
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