24 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Imovel Ok
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Feeds da Imovel OK
A imobiliária imovelOK disponibiliza por meio de Feeds seus últimos imóveis cadastrados no site, assim como as últimas novidades do mercado de imóveis:
Feed dos Imóveis da imobiliária Imovel OK
Feed da Últimas Notícias da imobiliária Imovel OK
O que é Feed?
O termo Feed vem do verbo em inglês “alimentar”. Na internet, este sistema também é conhecido como “RSS Feeds” (RDF Site Summary ou Really Simple Syndication).
Na prática, Feeds são usados para que um usuário de internet possa acompanhar os novos artigos e demais conteúdo de um site ou blog sem que precise visitar o site em si. No nosso caso, sempre que um novo conteúdo for publicado, o “assinante” do feed poderá ler imediatamente.
Como usar
Com um programa chamado “agregador de Feeds”, você recebe as nossas atualizações sem precisar entrar no site.
Já existem web sites que funcionam como “agregadores de Feeds”, mostram as atualizações no próprio navegador e assim dispensam a instalação de softwares específicos. Dentre eles pode-se citar:
- o Google Reader, BlogLines, o BlogTok, o Origo, o Netvibes e o Feedys
- há também leitor de email com Feeds agregado: o software gratuito Thunderbird (da organização Mozilla)
- O Firefox 2.0 e o Internet Explorer 7 também leêm Feeds.
Fonte adaptado: Wikipedia
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19 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Imovel Ok
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A imobiliária imovelOK trabalha com transparência segundo os honorários profissionais vigentes regulamentados pelo CRECI-ES. Alguns honorários importantes encontram-se destacado em amarelo.
Abaixo disponibilizamos a tabela aprovada pelo CRECI-ES (que também pode ser visualizada em http://www.creci-es.gov.br/orientacoes.htm):
TABELA DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS
CAPÍTULO I
INFORMAÇÕES INTRODUTÓRIAS
A prestação de serviço profissional assegura ao Corretor de Imóveis, com fulcro no artigo 3º da Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis e, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária. O direito à percepção de honorários nos percentuais mínimos, em conseqüência da prestação de serviços, são fixados em tabela elaborada pelos Sindicatos dos Corretores de Imóveis, de conformidade com o disposto no artigo 17, inciso IV, da Lei nº 6.530/78; no inciso VIII, do artigo 16, do Decreto nº 81.871, de 29 de junho de 1978, bem como do contido nas Resoluções nºs. 458/95, 334/92 e, ainda, na de nº 326/92 - Código de Ética – esta ao final inserida, todas do COFECI - Conselho Federal dos Corretores de Imóveis.
O Corretor de Imóveis pertencia à Categoria Econômica do 3º Grupo de Agentes Autônomos do Comércio do Plano da Confederação Nacional do Comércio, até o advento da Portaria nº 3.245, de 8 de julho de 1986, do Ministério do Trabalho. Através dessa Portaria, assinada pelo Ministro do Trabalho, Almir Pazzianoto Pinto, a categoria foi transferida para o 33º Grupo do Plano da Confederação Nacional das Profissões Liberais, ficando os corretores de imóveis nivelados aos médicos, advogados, engenheiros e demais outros profissionais, assim classificados. Dessa maneira, o Governo Federal reconheceu, oficialmente, a importância social do profissional imobiliário, ficando o mesmo com o direito de perceber honorários, pelos serviços prestados, de acordo com a tabela elaborada pelos Sindimoveis da categoria e homologada pelo CRECI de cada região.
Objetivando resguardar a dignidade da profissão e eliminar as discrepâncias pela falta de fixação dos percentuais mínimos de honorários a serem cobrados, agora instituído, recomenda-se ao Corretor de Imóveis, a observância à presente Tabela, destinada especialmente aos profissionais liberais, sem vínculo empregatício.
Os honorários deverão ser fixados e contratados, por escrito, antes do início da efetiva prestação de qualquer serviço de intermediação, atendendo ao que dispõe a Resolução nº 458/95, já referida anteriormente.
A presente Tabela deve ser observada nos contratos de intermediação celebrados, na forma de autorização de venda, recomendando-se aos corretores que observem os limites mínimos aqui estabelecidos, sob pena de violação do Código de Ética Profissional e, em conseqüência, o aviltamento da profissão.
CAPÍTULO II
DOS PERCENTUAIS SOBRE O VALOR DOS IMÓVEIS
SEÇÃO I
INTERMEDIAÇÃO NA VENDA DE IMÓVEIS URBANOS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
IMÓVEIS |
% |
|
I |
Na Região Metropolitana de Vitória, ou em cidade fora desta região, quando sede da Imobiliária ou do escritório do Corretor de Imóveis. |
5 |
|
II |
Fora da zona urbana da cidade. |
6 |
|
III |
Vendas efetuadas através de repasse de financiamento, os honorários serão sobre o valor total do imóvel, nas mesmas proporções previstas pelos itens I e II. |
|
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Somente as despesas com os anúncios classificados e/ou pequenas placas, correrão por conta do corretor. |
|
b) Qualquer outro tipo de publicidade, propaganda, anúncio destacado e grandes placas, dependerá de acordo entre as partes. |
|
c) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos quando do efetivo recebimento da primeira parcela componente do preço, pelo vendedor, seja proprietário, empreendedor, incorporador ou ainda por aquele detentor de qualquer direito pertinente. |
SEÇÃO II
INTERMEDIAÇÃO NA VENDA DE IMÓVEIS RURAIS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
IMÓVEIS |
% |
|
I |
Rurais, de qualquer espécie e em qualquer lugar. |
10 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Somente as despesas com os anúncios classificados e/ou pequenas placas, correrão por conta do corretor. |
|
b) Qualquer outro tipo de publicidade, propaganda, anúncio destacado e grandes placas, dependerá de acordo entre as partes. |
|
c) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos quando do efetivo recebimento da primeira parcela componente do preço, pelo vendedor, seja proprietário, empreendedor, incorporador ou ainda por aquele detentor de qualquer direito pertinente. |
SEÇÃO III
INTERMEDIAÇÃO NA VENDA DE IMÓVEIS E COM OU SEM MAQUINÁRIOS INDUSTRIAIS
de qualquer espécie e em qualquer lugar
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
IMÓVEIS |
% |
|
I |
Industriais sem maquinário. |
8 |
|
II |
Industriais com maquinário. |
9 |
|
III |
Somente o maquinário (não privativo) |
10 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Entende-se por “somente maquinário”, qualquer que seja, o que não constitui venda privativa de corretor de imóveis. |
|
b) Somente as despesas com os anúncios classificados e/ou pequenas placas, correrão por conta do corretor. |
|
c) Qualquer outro tipo de publicidade, propaganda, anúncio destacado, grandes placas, dependerá de acordo entre as partes. |
|
d) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos quando do efetivo recebimento da primeira parcela componente do preço, pelo vendedor, seja proprietário, ou por aquele que seja detentor de qualquer direito pertinente. |
SEÇÃO IV
INTERMEDIAÇÃO NA VENDA DE UNIDADES EM INCORPORAÇÃO OU EM ÁREA JÁ EDIFICADA
condomínios horizontais ou verticais
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
EMPREENDIMENTOS DIVERSOS |
% |
|
I |
Venda de empreendimento imobiliário, com financiamento: pelo Incorporador; pelo Incorporador; pelo SFH; pelo SBPE, pela Caixa Econômica Federal, inclusive em Carteira Hipotecária e outras, incluindo-se Organização e Planejamento de Vendas e acompanhamento dos processos dos mutuários, até a escritura, sendo a publicidade por conta do corretor. |
7 |
|
II |
Venda de empreendimento imobiliário, com financiamento: pelo Incorporador; pelo SFH; pelo SBPE; pela Caixa Econômica Federal, inclusive da Carteira Hipotecária e outras, com acompanhamento dos processos dos mutuários, até a escritura, incluindo-se Organização e Planejamento de Vendas, ficando por conta do Empreendedor todas e quaisquer publicidades. |
5 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Os honorários estabelecidos serão pagos quando do efetivo recebimento da primeira parcela componente do preço, pelo vendedor, seja proprietário, empreendedor, incorporador ou ainda por aquele detentor de qualquer direito pertinente. |
|
b) As despesas de atos de administração não estão incluídas nos percentuais estabelecidos nesta tabela. |
|
c) Os mesmos honorários serão devidos quando:
1 - A proposta e a contraproposta forem de igual valor e devidamente
assinadas;
2 - As partes realizarem a transação sem a presença do corretor, tendo ele
feito, comprovadamente, a aproximação das partes. |
SEÇÃO V
INTERMEDIAÇÃO NA VENDA DE LOTEAMENTOS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
EMPREENDIMENTOS DIVERSOS |
% |
|
I |
Em área bruta: estudo de viabilidade, serviços de topografia, aprovação junto aos órgãos competentes, piqueteamento, lançamentos e vendas. |
50 |
|
II |
Terraplenagem à parte, mediante acordo. |
|
|
III |
Análise, organização de vendas de áreas urbanas loteadas, devidamente aprovadas e registradas. |
10 a 12 |
|
IV |
Análise, organização de vendas de áreas rurais: loteamentos, estâncias e granjas, aprovados e registrados. |
15 a 20 |
|
V |
Administração, controle e recebimento de prestações. |
8 a 10 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Os honorários serão pagos quando do efetivo recebimento da primeira parcela componente do preço, pelo respectivo vendedor, seja proprietário, incorporador ou simples empreendedor ou, ainda, aquele detentor de direitos de Cessão. |
|
b) As despesas de promoção e outros atos de administração não estão incluídos nos percentuais estabelecidos nesta tabela. |
|
c) Os mesmos honorários serão devidos quando:
1 - A proposta e a contraproposta forem de igual valor e devidamente
assinadas;
2 - As partes realizarem a transação sem a presença do corretor, tendo
ele feito, comprovadamente, a aproximação das partes. |
SEÇÃO VI
INTERMEDIAÇÃO NA VENDA DE IMÓVEIS ESPECIAIS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
IMÓVEIS |
% |
|
I |
Que estejam vinculados a questões judiciais |
5 |
|
II |
Em dação de pagamento |
5 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos quando do efetivo recebimento da primeira parcela componente do preço, pelo vendedor, seja proprietário, empreendedor, incorporador ou, ainda, por aquele detentor de qualquer direito pertinente. |
|
b) Nas operações em que haja “Dação em Pagamento”, deverá ser previamente acordado, por escrito, qual das partes se obriga ao pagamento dos honorários, o que deverá acontecer no ato do fechamento da operação. |
CAPÍTULO III
SEÇÃO I
INTERMEDIAÇÃO NA PERMUTA DE IMÓVEIS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
PERMUTA |
% |
|
I |
Nas permutas, sobre todas as propriedades negociadas observando-se a presente tabela, tendo em vista as características de cada imóvel:
se urbano ——————————————————————-
se rural ———————————————————————- |
5
10 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Somente as despesas com anúncios classificados e/ou pequenas placas, correrão por conta do corretor. |
|
b) Qualquer outro tipo de publicidade, propaganda, anúncio destacado e grandes placas, dependerá de acordo entre as partes. |
|
c) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos pelos permutantes na razão de metade para cada parte. Nada impede que seja pactuado o pagamento total por um dos permutantes. |
GENERALIDADES PERTINENTES ÀS OPERAÇÕES DE TROCA, PERMUTA OU ESCAMBO
Historicamente, a TROCA precede à COMPRA e VENDA. Antes da economia monetária, era o instrumento jurídico da circulação de bens.
Sob a denominação de TROCA, PERMUTA ou ESCAMBO, configura-se um contrato tão semelhante ao de COMPRA e VENDA que os códigos mandam aplicar-lhe as disposições referentes a este.
Todas as coisas que podem ser VENDIDAS podem ser TROCADAS.
Em virtude da analogia entre as duas configurações, as legislações prescrevem que se apliquem as mesmas regras. Essa analogia entre a COMPRA e VENDA e a PERMUTA não significa IDENTIDADE.
Os PERMUTANTES têm as mesmas obrigações de VENDEDOR quanto à garantia de evicção e cada qual responde pelo defeito oculto.
Em suma, na COMPRA e VENDA, bem como na PERMUTA, todas as operações subordinam-se ao mesmo regime legal.
Na PERMUTA não há preço, como há na COMPRA e VENDA, mas é irrelevante que as coisas permutadas tenham valores desiguais.
Pelo critério objetivo do maior valor será COMPRA e VENDA se a parte em dinheiro for superior a outra; todavia será PERMUTA em se verificando o oposto.
Na permuta, cada um dos permutantes deve pagar por metade as despesas escriturais, entretanto, nada impede que um dos permutantes se obrigue sozinho a satisfazê-las integralmente;
Quanto ao pagamento do imposto de transmissão, observa-se a mesma regra, no pressuposto de que a PERMUTA é dupla VENDA.
SEÇÃO II
INTERMEDIAÇÃO NA HIPOTECA DE IMÓVEIS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
HIPOTECA |
% |
|
I |
Nas hipotecas compreendendo agenciamento do financiamento, inclusive o acompanhamento do processo |
6 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Somente as despesas com anúncios classificados e/ou pequenas placas, correrão por conta do corretor. |
|
b) Qualquer outro tipo de publicidade, propaganda, anúncio destacado e grandes placas, dependerá de acordo entre as partes. |
|
c) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos pelo tomador do numerário. |
CAPÍTULO IV
SEÇÃO I
INTERMEDIAÇÃO NAS OPERAÇÕES DE FUNDOS IMOBILIÁRIOS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
INTERMEDIAÇÃO |
% |
|
I |
Intermediação na compra ou venda de cotas:
sobre o valor da transação |
10 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Somente as despesas com os anúncios classificados e/ou pequenas placas, correrão por conta do corretor. |
|
b) Qualquer outro tipo de publicidade, propaganda, anúncio destacado e grandes placas, dependerá de acordo entre as partes. |
|
c) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos pelo interessado. |
CAPÍTULO V
SEÇÃO I
INTERMEDIAÇÃO NA LOCAÇÃO E NO ARRENDAMENTO
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
NAS LOCAÇÕES DE IMÓVEIS |
% |
|
I |
Locação de qualquer espécie, sobre o valor do contrato mínimo de 1 (um) ano, mesmo que o dito contrato tenha menor ou maior prazo |
8,33 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) A percentagem acima estabelecida correspondente aproximadamente a 1 (um) mês de aluguel. |
|
b) O pagamento da intermediação será no pagamento do 1º (primeiro) mês de aluguel, cujos honorários serão cobrados e deverão ser pagos pelo proprietário, locador ou por seu representante que tenha contratado os serviços do corretor. |
|
c) As despesas com reconhecimento de firmas e com registro do contrato não estão inclusas nos honorários de locação. |
|
d) Não confundir com Administração de Imóveis - Ver o disposto no CAPÍTULO VII e suas notas explicativas. |
|
ITEM |
NOS ARRENDAMENTOS DE IMÓVEIS |
% |
|
I |
Arrendamento de qualquer espécie, sobre o valor de cada contrato. |
10 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Os honorários serão pagos pelo arrendador, quando do efetivo recebimento da primeira parcela componente do valor do contrato. |
|
b) As despes0as com registro do contrato correm por conta do arrendatário, ou do arrendante, conforme vierem a estipular e pactuar. |
CAPÍTULO VI
SEÇÃO I
INCUMBÊNCIA DE PROCURA DE IMÓVEIS URBANOS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
PROCURA DE IMÓVEIS |
% |
|
I |
Quando houver autorização expressa de pessoa interessada, para localizar imóvel com as características exigidas. |
5 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Os honorários serão cobrados e pagos por quem tenha contratado os serviços do corretor. |
SEÇÃO II
INCUMBÊNCIA DE PROCURA DE IMÓVEIS
RURAIS E INDUSTRIAIS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
PROCURA PARA ARRENDAMENTO |
% |
|
I |
Quando houver autorização expressa de pessoa interessada no arrendamento do imóvel, com as características exigidas. |
10 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos pelo interessado e calculados sobre o valor do contrato mínimo de 1 (um) ano, mesmo que o dito contrato tenha maior ou menor prazo. |
CAPÍTULO VII
SEÇÃO I
ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
ADMINISTRAÇÃO |
% |
|
I |
Sobre o valor integral do 1º aluguel mensal |
50 |
|
II |
Sobre os valores recebidos, mensalmente |
10 |
|
III |
Na hipótese de aluguel garantido, sobre o montante do recebimento mensal |
15 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Os honorários serão cobrados e deverão ser pagos pelo respectivo proprietário ou por quem tenha contratado os serviços do corretor. |
SEÇÃO I
ADMINISTRAÇÃO DE CONDOMÍNIO
(Honorários Mínimos)
|
ITEM |
ADMINISTRAÇÃO |
% |
|
I |
Sobre o que for arrecadado pelo condomínio |
8 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Os honorários serão cobrados e pagos pelo condomínio e rateado entre os condôminos ou por quem tenha contratado os serviços do corretor. |
CAPÍTULO VIII
SEÇÃO I
LAUDO OU PARECER QUANTO À COMERCIALIZAÇÃO DE IMÓVEIS OU COTAÇÃO DO MERCADO IMOBILIÁRIO
(Honorários Mínimos)
Laudo ou parecer escrito quanto a comercialização de imóveis ou cotação do mercado imobiliário, sobre o valor do imóvel, para alienação, locação ou garantia de empréstimo, nos limites das atribuições do art. 3º da Lei nº 6.530/78 c/c art. 2º do Decreto Lei nº 81.871/78.
|
VALORES |
% |
|
ATÉ R$ 5.000,00 |
1,00 |
|
De R$ 5.001,00 a R$ 7.500,00 |
0,85 |
|
De R$ 7.501,00 a R$ 10.000,00 |
0,70 |
|
De R$ 10.001,00 a R$ 30.000,00 |
0,60 |
|
De R$ 30.001,00 a R$ 90.000,00 |
0,50 |
|
De R$ 90.001,00 a R$ 180.000,00 |
0,40 |
|
De R$ 180.001,00 a R$ 360.000,00 |
0,30 |
|
De R$ 360.001,00 a R$ 720.000,00 |
0,20 |
|
De R$ 720.001,00 a R$ 1.440.000,00 |
0,10 |
|
De R$ 1.440.001,00 a R$ 2.880.000,00 |
0,07 |
|
De R$ 2.880.001,00 Adiante |
0,05 |
|
Taxa Complementar Mínima: R$ 200,00 |
|
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Ao valor dos honorários serão acrescidos, cumulativamente, o valor da Taxa Complementar Mínima que é, como já foi dito, de R$ 200,00 (duzentos reais). |
|
b) No caso de avaliação para determinar o valor do aluguel mensal, toma-se por base a regra, universalmente consagrada, de 1% (um por cento) do valor do imóvel. |
CAPÍTULO IX
SEÇÃO I
DIVISÃO DE HONORÁRIOS ENTRE CORRETORES
|
ITEM |
PARTICIPAÇÕES DIVERSAS |
% |
|
I |
A divisão do valor dos honorários cobrados entre corretores de imóveis autônomos que tenham trabalhado, um por parte do vendedor e o outro por parte do comprador. |
50 |
|
II |
O corretor em regime de participação que fizer a captação do imóvel ou que conclua a respectiva venda: sobre os honorários cobrados. |
50 |
|
III |
O corretor em regime de co-participação que concluir a respectiva venda: sobre os honorários cobrados, mínimo |
30 |
|
IV |
Corretor em regime de co-participação que fizer a captação de imóvel, para venda, quando a esta vier de ocorrer, sobre os honorários cobrados, mínimo |
20 |
|
V |
Corretor de Plantão de Incorporação: sobre os honorários cobrados, mínimo |
20 |
|
NOTAS EXPLICATIVAS |
|
a) Não incluir no rateio a parcela especial destinada à promoção e/ou publicidade, pois esta parcela pertencerá exclusivamente à mídia ou marketing a que faz jus a imobiliária ou o corretor que vier a ficar com incumbência. |
|
b) Quando, cumulativamente, o corretor captador também efetuar a respectiva venda, este fará jus às duas participações previstas nos itens III e IV. |
SEÇÃO II
PISO SALARIAL
Quando vier de ocorrer a fixação do Piso Salarial para o corretor de imóveis, já em estudo, este terá o seu valor definido por ocasião da celebração da Convenção Coletiva de Trabalho e/ou do Dissídio Coletivo de Trabalho, cuja propositura será oportunamente apreciada, assim então, os itens III, IV e V, inseridos na seção I deste capítulo, deverão ser reapreciados.
A presente tabela, aprovada por unanimidade pela Assembléia Geral Extraordinária do SINDICATO DOS CORRETORES DE IMÓVEIS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, ocorrida em 12 de agosto de 1997 e homologada pela Reunião Plenária do CONSELHO REGIONAL DE CORRETOES DE IMÓVEIS DA 13ª REGIÃO/ES, realizada em 23 de setembro de 1997, entra em vigor nesta data, revogando-se as disposições em contrário.
Vitória/ES, 25 de setembro de 1997.
|
LUIZ AUGUSTO MILL |
WILSON GOUVÊA FREIAS |
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19 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Mercado Imobiliário
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Os anúncios de investimentos em Anchieta,Sul do Estado, com a chegada de uma siderúrgica chinesa, gasoduto e ferrovia, atingiram em cheio a vizinha Guarapari.
A procura por terrenos na cidade aumentou 20%desde que a onda de prosperidade atingiu
a região.
O corretor de imóveis, Gilmar, explicou que, com a procura em alta, houve valorização. “Em bairros como a Enseada Azul já é difícil achar terrenos próximos à praia. No Centro,vendemos um terreno de 600 metros quadrados por R$ 650 mil”,
revelou. Ele confirmou que os investidores estão comprando. Eles estão interessados em
obter retorno com aluguéis e vendas quando os novos moradores, trazidospelas indústrias, chegarem à cidade.
Na região de Anchieta, terrenos com potencia e grandes áreas estão sendo estudadas
para a implantação de condomínios e loteamentos.
Ele revelou que, em Anchieta, terrenos de mil metros quadrados, no Centro,que valiam R$ 80 mil há dois anos, já estão custando R$ 500 mil.
O corretor Joelson explicou que a imobiliária comercializou 40 terrenos na Praia do Morro
em um período de meno de um ano.
E em pleno feriado havia investidor procurando imóveis na cidade. Era o caso do empresário
José Fialho Bitarães, de Minas Gerais.
Ele explicou que está transferindo parte dos investimentos para Guarapari. Um montante de
mais de R$ 2 milhões.
Estimativas:EEE
EstimativasCONFIRA OS PREÇOS DOS TERRENOS
IMOBILIARIA 1 EstimativasCONFIRA OS PREÇOS DOS TERRENOS
Lotes de 360 metros quadrados
_ A partir da terceira quadra da praia: R$ 250 mil
_ A partir da quarta quadra da praia: De R$ 120 mil a R$ 150 mil
_ A partir da quinta quadra da praia: De R$ 80 mil a R$ 100 mil
_ Da quinta quadra para trás: Até R$ 50 mil
IMOBILIARIA 2
_ Lotes de 360 metros quadrados De R$ 70 mil a R$ 80 mil
_ Ipiranga
Lotes de 360 metros quadrados De R$ 35 mil a R$ 60 mil
_ Muquiçaba
Lotes de 360 metros quadrados R$ 100 mil
_ Praia do Morro
Lotes de 360 metros quadrados
_ Na avenida Beira-Mar: R$ 800 mil
_ A partir da quarta quadra da praia: Até R$ 60 mil
_ Ubu (Anchieta)
Lotes de 360 metros quadrados
_ A partir da quarta quadra da praia: R$ 25 mil
_ A partir da segunda quadra da praia: De R$ 70 mil a R$ 80 mil
IMOBILIARIA 3
_ Praia do Morro
Lotes de 720 metros quadrados Frente para o mar: R$ 1,5 milhão
_
Praia do Morro Lotes de 360 metros quadrados
_ Segunda quadra da praia: R$ 150 mil
_ Terceira quadra da praia: R$ 480 mil
_ Da quarta quadra para trás: De R$ 50 mil a R$ 80 mil
_ Um quilômetro da praia: R$ 35 mil
_ Enseada Azul - Frente para a praia da Bacutia
Dois terrenos de 415 metros quadrados e 427 metros quadrados – R$ 2 milhões
Centro
Terreno de 600 metros quadrados R$ 700 mil
IMOBILIÁRIA 4
Anchieta
_ Centro
Terreno de 1.184 metros quadrados R$ 650 mil
Terreno de 900 metros quadrados R$ 480 mil
Área residencial de 387 mil metros quadrados R$ 10 milhões
Ubu
Terrenos de 360 metros quadrados
_ Segunda quadra do mar: R$ 80 mil a R$ 100 mil
_ Área industrial (próximo à Samarco)
Área de 6,7 milhões de metros quadrados R$ 54 milhões
Fontes: Imobiliárias
FERNANDO RIBEIRO - 03/07/2007
Fonte A Tribuna
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18 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Desenvolvimento ES
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A chegada da siderúrgica chinesa Baosteel trará não só um investimento bilionário para o Estado, mas uma outra grande oportunidade na área de logística: a construção de um superporto na região de Ubu, capacitado para receber navios gigantes.
É que a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) pretende construir no município de Anchieta, um novo porto, que será multimodal, ou seja, atenderá à siderúrgica, mas também servirá de apoio para a outras empresas.
Entre elas estão as companhias que se instalarão no recém-criado Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta e também as do setor de mármore e granito, que transportarão as cargas pela ferrovia Litorânea-Sul.
Esse novo porto terá calado de 28 a 30 metros, o que o colocará como o primeiro terminal de águas profundas do país. Hoje, o porto com maior profundidade é o do Maranhão, também operado pela Vale, que possui 23 metros de calado.
A informação foi confirmada ontem, durante visita do diretor-executivo da CVRD, Gabriel Stoliar, e do vice-presidente da Baosteel, Zhao Kun à região de Ubu.
Antes de conhecerem Anchieta e a área do pólo, os executivos estiveram com o governador Paulo Hartung e com o secretário de Desenvolvimento, Guilherme Dias, além de outros executivos das duas empresas. Eles se reuniram, também com o prefeito de Anchieta, Edival Petri.
Valor. Stoliar e o diretor de siderurgia da Vale, James Pessoa, não quiseram falar sobre o investimento necessário para a implantação do novo terminal portuário.
Especialistas do setor estimam, no entanto, que seriam necessários pelo menos R$ 800 milhões para viabilizar um porto, em águas profundas, com três berços para atracação, barragens de contenção e equipamentos para embarque e desembarque de cargas diversas.
O porto será construído próximo ao que já existe e é operado pela Samarco, que tem calado de 18 metros. “O objetivo é que o porto dê sustentação para as empresas que se instalarão no novo pólo industrial”, afirmou Stoliar.
O projeto da Vale é construir um superporto com calado suficiente para receber os maiores navios do mundo, o que exige profundidade maior.
A previsão é de que a estrutura portuária esteja pronta até o final de 2011, quando deverá entrar em funcionamento a nova siderúrgica.
Um porto de águas profundas é uma alternativa logística que falta no Estado para atrair navios de maior porte, o que não pode ser feito no Porto de Vitória, por exemplo, devido à limitação de profundidade da baía, que tem 12 metros de calado.
Projeto foi pensado para o Nordeste
A agilidade do governo do Estado em negociar com a CVRD e a Baosteel garantiu o projeto para a siderúrgica em Anchieta. O plano inicial das duas empresas era implantar uma unidade com capacidade para produzir até 7,5 milhões de toneladas por ano de placas de aço. A planta ficaria em São Luís, no Maranhão, numa área próxima ao porto de Ponta da Madeira. A pressão de grupos ambientalistas e do Ministério Público do Maranhão para que a usina ficasse em outro local acabaram por inviabilizar o projeto no Nordeste.
Aço em alta
# No mês passado, a produção de aço no país chegou a 2,9 milhões de toneladas, um crescimento de 5,3% em comparação com o mesmo mês de 2006. No acumulado do ano, a produção chegou a 19,1 milhões de toneladas, crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
# O desempenho da siderurgia brasileira em julho foi o segundo melhor entre os dez principais produtores de aço, ficando atrás somente da China. Das 2,9 milhões de toneladas produzidas em julho, 650 mil foram exportadas. O restante foi vendido no mercado interno.
Indústria busca mão-de-obra local
Com previsão de investimento de US$ 3,6 bilhões, a nova siderúrgica que será construída em Ubu – uma parceria entre a Companhia Vale do Rio doce (CVRD) e a chinesa Baosteel – deverá entrar em funcionamento no final de 2011.
No período da construção serão contratados cerca de 15 mil trabalhadores e de 3 mil a 5 mil quando a siderúrgica entrar em operação. O vice-presidente da Baosteel, Zhao Kun garantiu que o objetivo da empresa é fazer as contratações no Estado.
A partir de outubro, começará o processo de detalhamento do projeto e as primeiras medidas para o licenciamento ambiental. O plano das duas empresas é inaugurar, no dia 3 de outubro, o escritório da siderúrgica em Vitória.
Também a partir da instalação do escritório, na Enseada do Suá, começarão a ser contratados os profissionais que trabalharão no projeto de engenharia e no processo de licenciamento. As duas companhias ainda não definiram o nome da nova empresa que terá 80% do capital da Baosteel e 20% da CVRD.
Após a obtenção das licenças ambientais, serão necessários mais 28 meses para a construção da unidade que será a empresa-âncora do novo Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta.
Zhao Kun admitiu, durante entrevista na residência oficial do governo, em Vila Velha, que a China tenciona fechar pequenas siderúrgicas no país, hoje obsoletas e altamente poluentes, para investir em outras unidades fora da China.
“O Brasil é uma boa alternativa para a produção de aço – pela proximidade com a oferta de minério de ferro – e também pela localização no que se refere à colocação do aço no mercado mundial”, enfatizou Kun.
A unidade produzirá 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano.
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18 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Financiamento Imobiliário
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O anúncio da redução dos juros para financiamentos de imóvel com o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anima quem pretende adquirir a casa própria.
O Conselho Curador do fundo aprovou na quarta-feira a redução em 0,5 ponto percentual da taxa de juro para cotistas que tomam dinheiro emprestado para comprar a casa própria. A medida é válida apenas para os trabalhadores com conta ativa de FGTS.
A mudança vale para financiamentos feitos a partir de janeiro de 2008, mas aí vem a dúvida para quem está procurando imóvel e se enquadra nas regras anunciadas pelo Conselho Curador do FGTS: ignorar a redução e comprar agora ou aguardar até que a medida entre em vigor.
Pelos cálculos da Caixa Econômica Federal, uma pessoa que comprasse hoje um imóvel de R$ 70 mil e financiasse R$ 42 mil, em 240 meses, pagaria uma prestação de R$ 520. Mas, se esperar, essa prestação pode ficar R$ 17 mais barata, uma economia, no final do financimanto, de R$ 8 mil.
Ressalvas
Apesar da economia, o assessor jurídico da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), Luciano Louzada, faz ressalvas. “Se ele [comprador] for esperar essa medida para ano que vem, vai pagar ainda mais um ano de aluguel”, afirmou Louzada.
Atualmente, quem pega empréstimos do FGTS paga uma taxa de 6% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), acrescidos dos custos bancários. Com as mudanças aprovadas pelo Conselho Curador, a taxa passa para 5,5% ao ano, mais TR e custos bancários.
O consultor financeiro Welington Guerra, que pretende um comprar um imóvel, considera a redução 0,5 ponto percentual muito pequena. “A redução é sempre bom, pena que é pouco. Meio por cento é pouco. Seria bom uma redução maior”, disse Guerra.
Novos limites
Além disso, o Conselho expandiu ainda os limites para aquisição de imóveis com o fundo. Passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil o valor do imóvel que pode ser financiado nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo e também no Distrito Federal.
Nas capitais da região sul e sudeste e também no entorno do Distrito Federal, o valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS passou de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Nas demais regiões do país, não pode ultrapassar o valor de R$ 80 mil.
Fonte: G1
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18 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Mercado Imobiliário
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A INTERNACIONALIZAÇÃO DO MERCADO BRASILEIRO
Por Décio Tenerello
O Brasil é a bola da vez dos investimentos internacionais em real estate. Desembarcam no País grandes empresas e investidores, sobretudo norte-americanos e europeus. O Brasil ingressa no seleto clube das nações muito atrativas para receber estas aplicações de longo prazo, selecionadas a dedo por especialistas em identificar os mercados com maior potencial de valorização do mundo.
Na década passada, o Brasil começou a ser observado por investidores internacionais. Foi “descoberto” por companhias como a Cushman & Wakefield e a Tishman Speyer, seguidas por fundos de pensão como o CalPERS, dos funcionários públicos da Califórnia. Em 2006, pesquisa da Association of Foreign Investors in Real Estate (Afire) mostrou que os investidores em imóveis decidiram globalizar suas aplicações.
Agora, o País recebe recursos vultosos tanto de investidores como Sam Zell, do Equity Group Investments, quanto de empresas que se tornam sócias de construtoras brasileiras que abriram o capital. E, nos últimos dias, chegaram grupos como o BR Malls, que decidiu cotar seus papéis no Novo Mercado da Bovespa, dando transparência às suas participações em empreendimentos comerciais, como shopping centers.
O fator decisivo que explica o ingresso dos estrangeiros é o valor de mercado dos imóveis brasileiros, inferior não apenas ao de países desenvolvidos, mas ao de nações em desenvolvimento, como México e países da Europa Oriental.
Como mostrou o especialista inglês Paul Weeks, em entrevista para o número 22 da Revista do SFI, os investidores estrangeiros enfatizaram seu interesse por países como a República Tcheca, a Polônia e a Hungria; por mercados asiáticos; e, mais recentemente, pelo Brasil.
Mas o fator-chave de atração do investidor internacional é o potencial do mercado secundário. O Brasil dispõe de um mercado primário organizado e desenvolvido de crédito imobiliário, testado em quatro décadas e que está, agora, em plena expansão. A cada mês, recordes são batidos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos da Caderneta de Poupança. As projeções para 2007 indicam que o montante do crédito no SBPE deverá ser da ordem de R$ 12 bilhões, com 150 mil unidades financiadas – cinco vezes mais do que em 2002.
Para o investidor internacional, é essencial a consolidação do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que opera com regras semelhantes às dos mercados mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, oferecendo segurança para os aplicadores. As transações do SFI incorporam os mecanismos de securitização de recebíveis imobiliários existentes nos principais mercados do mundo. O SFI propiciará, simultaneamente, a expansão do mercado dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e a atração dos investidores institucionais locais e externos, como entidades fechadas e abertas de previdência privada, seguradoras e fundos de investimento em geral.
Quando os novos instrumentos de captação de recursos estiverem em pleno funcionamento, encontrará vultosos recursos no mercado de capitais prontos para financiar os empreendimentos e, sobretudo, conferir liquidez ao patrimônio imobiliário. O grau de liquidez dos imóveis ainda é, hoje, o grande diferencial entre os mercados desenvolvidos e o mercado brasileiro.
Além disso, o Brasil já avançou no equilíbrio macroeconômico. Ao optar pelo sistema de metas de inflação, nivelou-se a países que conferem autonomia aos bancos centrais. Registra índices de preços comparáveis aos de países avançados e está reduzindo as taxas de juros, ampliando o número de mutuários potenciais e de investidores em imóveis.
Os agentes financeiros do SFH e do SFI já desempenham papel de crescente importância para a expansão do mercado imobiliário e da construção civil, e para a aceleração do crescimento econômico. Com tratamento adequado a mutuários e a empreendedores, a expansão do crédito imobiliário tenderá a ser substancial, a exemplo do que ocorreu em países como México, Espanha e Estados Unidos.
(*) Décio Tenerello é presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), entidade associada à Fiabci/Brasil.
Fonte: FIABCI Brasil
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17 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Financiamento Imobiliário
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As novas operações contratadas pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiram R$ 1,852 bilhão no nono mês do ano, o que significa um aumento de 3,14% sobre agosto.
De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (16) pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), na comparação com setembro do ano passado, a alta foi muito maior, de 136,89%.
Contratações acumuladas
Nos nove primeiros meses do ano, as contratações de financiamentos imobiliários realizadas pelos agentes do SBPE atingiram R$ 12,178 bilhões, o que representa um crescimento de 81,03% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a Abecip, 18.170 unidades foram financiadas em setembro, 1,16% a menos do que no mês anterior e 105,89% superior ao montante verificado no nono mês de 2006.
Já no acumulado de janeiro a setembro deste ano, a Abecip contabiliza 135.363 unidades financiadas, o que significa um incremento de 64,99% sobre o mesmo período do ano passado.
Depósitos versus saques
Por fim, os novos depósitos efetuados nas contas poupança superaram os saques em R$ 3,429 bilhões em setembro, elevando a quase R$ 14,5 bilhões o montante total líquido captado nos primeiros nove meses do ano.
Para a entidade, com base nos números obtidos nos primeiros nove meses do ano e considerando que tradicionalmente o último trimestre é o que apresenta os melhores resultados em termos de captação líquida, é possível prever que 2007 será marcado pelos excelentes resultados nas contratações e na captação de recursos pelas contas de poupança.
Fonte: InfoMoneyAdicione aos favoritos ou compartilhe:
16 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Desenvolvimento Nacional
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Crescimento imobiliário
O índice de emprego formal da construção civil brasileira acumula resultado positivo, nos oito primeiros meses do ano. Até agosto, as construtoras preencheram mais de 163 mil novas vagas, um aumento de 10,5% em 2007. O resultado permitiu ao setor acumular um estoque de 1,715 milhão de trabalhadores, voltando a registrar o nível de emprego ostentado em 1995, deixando definitivamente para trás o longo declínio da atividade sofrido até 2004.
Somente em agosto, o setor incorporou mais 29,5 mil empregados formais, provocando uma elevação de 1,75% no nível de emprego sobre o mês anterior, segundo levantamento do SindusCon-SP e da FGV Projetos, com base nos dados do Ministério do Trabalho. Os dados mantêm o otimismo do SindusCon-SP, que projeta um crescimento de 7,9% para o PIB da construção civil em 2007.
Nos últimos doze meses terminados em agosto, o emprego no setor acumulava crescimento de 8,34% (saldo de 132 mil empregados). Já na comparação do saldo acumulado deste ano com o do ano passado, o aumento é de 7,16%.
Em agosto, o nível de emprego na construção paulista praticamente repetiu o desempenho de julho. Foram contratadas mais 9.343 pessoas em agosto, elevando o emprego em 1,96%. Até aquele mês, o setor registrava aumento anual de 13,26% no nível de emprego (+56,8 mil vagas). Em 12 meses, a elevação foi de 14% (+56,7 mil empregos). No fim de agosto, o setor empregava 485,6 mil trabalhadores com registro no Estado de São Paulo.
Até agosto, a região de Bauru destaca-se no Estado, com um acréscimo de 25,45% no ano, o que representa a inclusão de 3.744 trabalhadores ao efetivo da região. Em Ribeirão Preto, o setor acumula crescimento de 15% no nível de emprego de janeiro a agosto (mais 3.485 operários). Em compensação, a região de Presidente Prudente acumulou modestos 105 novos empregos no ano, alta de 1,93%.
Juntamente com a região de Santos, Presidente Prudente registrou queda no nível de emprego em agosto. As vagas minguaram 0,42% e 0,11%, respectivamente.
O desempenho na Capital paulista manteve o bom ritmo de conbtratações, com a abertura de 4.617 vagas em agosto, ou 2,07% a mais. Os trabalhadores formais do setor na Capital totalizavam 227,9 mil naquele mês. No ano, a elevação atingia 16,8% na cidade de São Paulo e, em 12 meses, 17,9%.
– O nível de emprego na construção civil continua crescendo em todas as regiões do país, com destaque mais uma vez para o Norte, que registrou alta de 3,26% em agosto (+2.801 trabalhadores). No ano, a região já acumula crescimento de 22,6% no nível de emprego do setor.
A menor evolução aconteceu no Nordeste, onde o saldo foi de 1,39% no mês (+4.004 vagas). Na Região Sudeste, o crescimento foi de 1,69%, ou 16.124 postos a mais.
Fonte: Canal executivo
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15 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Desenvolvimento ES
1 Comentário
Angelo Passos - Jornal A Gazeta - 14 de outubro de 2007
Bandes aumenta repasses. R$ 1,25 bilhão até dezembro
Passa de R$ 1 bilhão o total de recursos liberados de janeiro a setembro deste ano pelo Bandes, valor 10% maior em relação a R$ 935 milhões repassados no mesmo período de 2006. A previsão é de que até dezembro sejam injetados cerca de R$ 1,250 bilhão para alavancar a economia capixaba.
O Fundap lidera, disparado, o volume contratado neste ano: R$ 933 milhões. Em seguida vem o Pronaf, com R$ 25 milhões. Os recursos para capital de giro chegam a R$ 898 milhões. É a grande demanda. Entre os contratantes estão cerca de duas mil micro e pequenas empresas, a maioria do interior, diz o gerente Comercial e de Relacionamento do Bandes, Everaldo Colodetti.
“O novo prazo de financiamento de imóvel, em 30 anos, já se mostra como preferência dos clientes, por algumas razões: alivia o orçamento mensal, pois a prestação é menor; aumenta o poder de compra, e permite adquirir imóvel maior”.
Antônio Carlos Ferreira - Superintendente da Caixa Econômica Federal no Espírito Santo
Curimbaba no ES
Maior produtora brasileira de bauxita (responde por quase 70% do abastecimento do mercado interno), a Mineração Curimbaba, com sede em Poços de Caldas (Sul de Minas), pretende instalar no Espírito Santo uma usina de alumina - produto tradicionalmente usado na preparação de alumínio metálico.
O local exato da nova unidade ainda não está definido, mas a preferência é o litoral, visando à exportação. O câmbio não estimula, no entanto há a expectativa de que o início da operação da planta fabril capixaba – 2008 ou 2009 – coincida com o aquecimento da demanda externa.
Bauxita capixaba
A idéia da Mineração Curimbaba é utilizar a bauxita de suas minas situadas entre os municípios de Simonésia (Zona da Mata) e Muniz Freire, no Espírito Santo. Estima-se que essa reserva pode chegar a 300 milhões de toneladas, com enorme potencial de exploração: cem anos.
A Mineração Curimbaba opera desde 1961 em Minas Gerais. Atualmente produz no limite da capacidade instalada – daí o projeto de expansão. O principal mercado externo da empresa são os Estados Unidos.
Recordes no agronegócio
O agronegócio brilha mais no comércio externo brasileiro. Exportações e importações bateram recordes históricos para o mês de setembro. O valor embarcado totalizou US$ 4,9 bilhões, receita 14,6% superior à obtida no mesmo período de 2006. Já as importações somaram US$ 671,9 milhões.
É de US$ 48 bilhões o superávit acumulado nos últimos 12 meses pela balança do agronegócio. A ilustração acima mostra os produtos que mais contribuíram para esse resultado.
O café, evidentemente, é a grande participação do Espírito Santo na receita desse bolo. Somente em 2007, de janeiro a setembro, os embarques da rubiácea na Baía de Vitória renderam US$ 424,9 milhões.
Quantidade
De janeiro a setembro/2007, conforme dados do Centro de Comércio de Café de Vitória, foram exportadas pelo Espírito Santo 3.548.095 sacas de arábica e conilon. É um volume expressivo. Mantido esse ritmo, 2007 será fechado com o embarque de aproximadamente 5 milhões de sacas. Empataria, ou superaria com pouca diferença, o total de 4.896.773 sacas em 2006.
Preço e renda
A cotação do café em dólar está em patamar elevado. Neste ano, até setembro, o arábica embarcado em Vitória saiu, em média, a US$ 129,38 a saca. O conilon, a US$ 105.75. O que está pegando é o câmbio. O dólar abriu o ano a R$ 2,136 e está em R$ 1,80. Caiu 15,5% de 1º de janeiro até a última sexta-feira. E já se fala em R$ 1,75, em breve. É uma corrosão forte na renda da cadeia do café.
Competitividade
Educação e Empreendedorismo é um dos temas do 5º Telecongresso Internacional de Educação, Competitividade e Desenvolvimento, que ocorrerá nos dias 17 e 18 na Findes. É promoção do Sesi em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Unesco.
O NÚMERO
29,97% - Esse é o ritmo de crescimento das importações do Espírito Santo de janeiro a agosto deste ano. A evolução do valor nos últimos meses é muito forte: 31,86% em agosto e 45,13% em julho, conforme dados da Secex. Reflete duas variáveis: aquecimento da economia e facilidade cambial para importar.
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15 dAmerica/Sao_Paulo Outubro dAmerica/Sao_Paulo 2007
Desenvolvimento ES
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Radanezi Amorim - Jornal a Gazeta - 14 de outubro de 2007
Ações como a eliminação de privilégios tributários, combate à sonegação, equilíbrio das finanças públicas e melhoria na gestão dos gastos levaram o Espírito Santo ao topo da receita por habitante. Em 2008, com um orçamento previsto de R$ 10,8 bilhões, o Estado terá R$ 3.168 para gastar com cada um de seus cidadãos, bem acima das demais unidades da federação. Este ano, com uma receita global de R$ 10,02 bilhões, o valor por habitante foi um pouco menor, mas ainda assim elevado em relação ao país: R$ 2.939.
O orçamento estadual é estimativa das receitas e fixação das despesas realizadas pela administração pública todos os anos. No Espírito Santo, esse montante teve um salto de 54,5% entre 2003 e 2007.
Apesar de apresentar uma receita bem menor que de seus vizinhos da região Sudeste, a mais rica do país, o Espírito Santo é beneficiado por ter uma arrecadação elevada em relação à população - em torno de 3,4 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a fatia do orçamento capixaba por habitante supera a de outros Estados com maior receita ou com população equivalente.
Segundo o secretário estadual de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo, este ano, foram investidos 15% da receita de caixa, o correspondente a R$ 730 milhões de recursos próprios. Esse valor não inclui, portanto, o dinheiro que é repassado por contratos e financiamentos, o que elevaria o total para mais de R$ 1 bilhão.
Em 2003, de acordo com o secretário, o Espírito Santo só conseguiu investir 0,96% dos recursos estaduais.
Mas com tantos recursos disponíveis por habitante com a receita elevada, o Estado pode se queixar da falta de verbas? Como explicar as crises na Saúde e na Segurança Pública? Para Azevedo, os problemas enfrentados hoje no Estado são reflexos de problemas acumulados por anos e anos: sucateamento da máquina pública mais de uma década, acúmulo de dívidas, desenvolvimento concentrado na região da Grande Vitória, crises econômicas no país.
“A recuperação está se dando agora. O Estado tem evoluído em vários indicadores sociais. No entanto, não é possível mudar todo o quadro na mesma hora. Certos efeitos dos investimentos em Saúde e Educação só começam a aparecer dentro de alguns anos. Mas algumas alterações estão aparecendo agora”, salientou.
“Não é possível mudar todo o quadro na mesma hora. Certos efeitos dos investimentos em Saúde e Educação só começam a aparecer dentro de alguns anos”
José Eduardo Azevedo - Secr. de Planejamento
Rigor fiscal elevou receita a partir de 2003
Até 2002, o Estado registrava arrecadação de impostos insuficiente e orçamentos deficitários. A partir de 2003, com a política de austeridade fiscal e financeira implantada pelo governo, o cenário mudou. Segundo o secretário da Fazenda, José Teófilo, o resultado foi decorrente de diversas medidas como a extinção de privilégios tributários para algumas empresas, a revisão do Código Tributário, que acabou com taxas consideradas abusivas, e a redução da dívida pública. “Os contribuintes, que antes sentiam que os recursos eram mal utilizados, passaram a contribuir”, afirmou Teófilo.
Previsão é de mais crescimento
O orçamento do Estado deve continuar a crescer nos próximos anos, embora de forma mais atenuada, mas ainda acima da média do país. A meta do governo estadual, segundo o secretário de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo, é aprimorar os investimentos e melhorar a gestão pública. Ele lembra, por exemplo, que o governo vai realizar concurso para a contratação de gestores este ano.
O Plano 2025, que traça metas e objetivos do governo para os próximos 20 anos, prioriza a aplicação de recursos no desenvolvimento social e humano, na Saúde, Educação, Segurança Pública e Justiça. Outro foco é descentralizar o crescimento econômico e levar projetos para o interior.
“O plano prevê ainda a manutenção do equilíbrio fiscal, qualificação da máquina pública e a criação de um padrão de educação que permita a setores da população sair da faixa de pobreza”, acrescentou o secretário.
Ele citou indicadores que apontam uma evolução na área social do Estado, após o aumento de investimentos no setor, nos últimos anos. Segundo Azevedo, entre 2002 e 2006, o percentual de pobreza diminuiu em 23% - passou de 23,8% para 14,9%, alteração superior à média do país, que foi de 32% para 29% no mesmo período.
Ainda de acordo com o secretário, outro bom indicador foi o percentual de crianças na escola na faixa de 15 a 17 anos, que passou de 73,6% em 2002 para 81,5% em 2006.
Economista destaca correção de desigualdades
O economista Orlando Caliman destaca que a evolução da capacidade de investimentos está permitindo ao governo mirar em ações que corrijam as distorções regionais do Estado. Ele aponta que os investimentos vêm sendo melhor distribuídos nos últimos anos.
“Pelo que tenho observado, há a tendência de se corrigir certas distorções históricas. O governo vem adotando políticas que fortaleçam as economias do interior por meio dos investimentos públicos”, explica Caliman.
Sobre as dificuldades do Estado nas áreas de Saúde e Segurança, o economista avalia que vários problemas estão relacionados com a dificuldades de gestão e divisão de atribuições entre a União, Estado e municípios. “É preciso haver melhor distribuições de receitas entre essas três entidades”, considerou.
O crescimento da arrecadação
Veja a elevação do orçamento estadual e da arrecadação de ICMS entre 2003 e 2007:
2003
Orçamento R$ 4,55 bilhões
ICMS R$ 2, 89 bilhões
2004
Orçamento R$ 5, 58 bilhões
ICMS R$ 3,67 bilhões
2005
Orçamento R$ 6,87 bilhões
ICMS R$ 4,45 bilhões
2006
Orçamento R$ 7,89 bilhões
ICMS R$ 4.92 bilhões
2007
Orçamento R$ 10,02 bilhões
ICMS R$ 5,45 bilhões (estimativa)
2008
Orçamento R$ 10, 83 bilhões
ICMS R$ 6,13 bilhões (previsão)
Veja para onde irá a maior parte do orçamento do Estado para o próximo ano:
Recursos do caixa do Estado. R$ 6,25 bilhões
Investimento com recursos próprios: R$ 769,8 milhões
Educação R$ 1,07 bilhão
Saúde R$ 1,03 bilhão
Infra-estrutura R$ 850 milhões
Segurança R$ 777 milhões
Justiça R$ 261 milhões
Agricultura 178 milhões
Radanezi Amorim
Ações como a eliminação de privilégios tributários, combate à sonegação, equilíbrio das finanças públicas e melhoria na gestão dos gastos levaram o Espírito Santo ao topo da receita por habitante. Em 2008, com um orçamento previsto de R$ 10,8 bilhões, o Estado terá R$ 3.168 para gastar com cada um de seus cidadãos, bem acima das demais unidades da federação. Este ano, com uma receita global de R$ 10,02 bilhões, o valor por habitante foi um pouco menor, mas ainda assim elevado em relação ao país: R$ 2.939.
O orçamento estadual é estimativa das receitas e fixação das despesas realizadas pela administração pública todos os anos. No Espírito Santo, esse montante teve um salto de 54,5% entre 2003 e 2007.
Apesar de apresentar uma receita bem menor que de seus vizinhos da região Sudeste, a mais rica do país, o Espírito Santo é beneficiado por ter uma arrecadação elevada em relação à população - em torno de 3,4 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a fatia do orçamento capixaba por habitante supera a de outros Estados com maior receita ou com população equivalente.
Segundo o secretário estadual de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo, este ano, foram investidos 15% da receita de caixa, o correspondente a R$ 730 milhões de recursos próprios. Esse valor não inclui, portanto, o dinheiro que é repassado por contratos e financiamentos, o que elevaria o total para mais de R$ 1 bilhão.
Em 2003, de acordo com o secretário, o Espírito Santo só conseguiu investir 0,96% dos recursos estaduais.
Mas com tantos recursos disponíveis por habitante com a receita elevada, o Estado pode se queixar da falta de verbas? Como explicar as crises na Saúde e na Segurança Pública? Para Azevedo, os problemas enfrentados hoje no Estado são reflexos de problemas acumulados por anos e anos: sucateamento da máquina pública mais de uma década, acúmulo de dívidas, desenvolvimento concentrado na região da Grande Vitória, crises econômicas no país.
“A recuperação está se dando agora. O Estado tem evoluído em vários indicadores sociais. No entanto, não é possível mudar todo o quadro na mesma hora. Certos efeitos dos investimentos em Saúde e Educação só começam a aparecer dentro de alguns anos. Mas algumas alterações estão aparecendo agora”, salientou.
“Não é possível mudar todo o quadro na mesma hora. Certos efeitos dos investimentos em Saúde e Educação só começam a aparecer dentro de alguns anos”
José Eduardo Azevedo - Secr. de Planejamento
Rigor fiscal elevou receita a partir de 2003
Até 2002, o Estado registrava arrecadação de impostos insuficiente e orçamentos deficitários. A partir de 2003, com a política de austeridade fiscal e financeira implantada pelo governo, o cenário mudou. Segundo o secretário da Fazenda, José Teófilo, o resultado foi decorrente de diversas medidas como a extinção de privilégios tributários para algumas empresas, a revisão do Código Tributário, que acabou com taxas consideradas abusivas, e a redução da dívida pública. “Os contribuintes, que antes sentiam que os recursos eram mal utilizados, passaram a contribuir”, afirmou Teófilo.
Previsão é de mais crescimento
O orçamento do Estado deve continuar a crescer nos próximos anos, embora de forma mais atenuada, mas ainda acima da média do país. A meta do governo estadual, segundo o secretário de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo, é aprimorar os investimentos e melhorar a gestão pública. Ele lembra, por exemplo, que o governo vai realizar concurso para a contratação de gestores este ano.
O Plano 2025, que traça metas e objetivos do governo para os próximos 20 anos, prioriza a aplicação de recursos no desenvolvimento social e humano, na Saúde, Educação, Segurança Pública e Justiça. Outro foco é descentralizar o crescimento econômico e levar projetos para o interior.
“O plano prevê ainda a manutenção do equilíbrio fiscal, qualificação da máquina pública e a criação de um padrão de educação que permita a setores da população sair da faixa de pobreza”, acrescentou o secretário.
Ele citou indicadores que apontam uma evolução na área social do Estado, após o aumento de investimentos no setor, nos últimos anos. Segundo Azevedo, entre 2002 e 2006, o percentual de pobreza diminuiu em 23% - passou de 23,8% para 14,9%, alteração superior à média do país, que foi de 32% para 29% no mesmo período.
Ainda de acordo com o secretário, outro bom indicador foi o percentual de crianças na escola na faixa de 15 a 17 anos, que passou de 73,6% em 2002 para 81,5% em 2006.
Economista destaca correção de desigualdades
O economista Orlando Caliman destaca que a evolução da capacidade de investimentos está permitindo ao governo mirar em ações que corrijam as distorções regionais do Estado. Ele aponta que os investimentos vêm sendo melhor distribuídos nos últimos anos.
“Pelo que tenho observado, há a tendência de se corrigir certas distorções históricas. O governo vem adotando políticas que fortaleçam as economias do interior por meio dos investimentos públicos”, explica Caliman.
Sobre as dificuldades do Estado nas áreas de Saúde e Segurança, o economista avalia que vários problemas estão relacionados com a dificuldades de gestão e divisão de atribuições entre a União, Estado e municípios. “É preciso haver melhor distribuições de receitas entre essas três entidades”, considerou.
O crescimento da arrecadação
Veja a elevação do orçamento estadual e da arrecadação de ICMS entre 2003 e 2007:
2003
Orçamento R$ 4,55 bilhões
ICMS R$ 2, 89 bilhões
2004
Orçamento R$ 5, 58 bilhões
ICMS R$ 3,67 bilhões
2005
Orçamento R$ 6,87 bilhões
ICMS R$ 4,45 bilhões
2006
Orçamento R$ 7,89 bilhões
ICMS R$ 4.92 bilhões
2007
Orçamento R$ 10,02 bilhões
ICMS R$ 5,45 bilhões (estimativa)
2008
Orçamento R$ 10, 83 bilhões
ICMS R$ 6,13 bilhões (previsão)
Veja para onde irá a maior parte do orçamento do Estado para o próximo ano:
Recursos do caixa do Estado. R$ 6,25 bilhões
Investimento com recursos próprios: R$ 769,8 milhões
Educação R$ 1,07 bilhão
Saúde R$ 1,03 bilhão
Infra-estrutura R$ 850 milhões
Segurança R$ 777 milhões
Justiça R$ 261 milhões
Agricultura 178 milhões
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