Dicas para não cair no “Golpe do Aluguel de Temporada”

18:49 Mercado Imobiliário Golpistas fazem a negociação pelo telefone. Quando a vítima chega ao Litoral, descobre que o dono mora no local e que não alugou o imóvel.

Neste próximo Verão, quem pretende alugar casa no Litoral Capixaba deve redobrar a atenção para não ser vítima do golpe do aluguel, tão conhecido e praticado no litoral de todo o Brasil, como o de São Paulo,  como visto abaixo na reportagem do Diário de S. Paulo:

Estelionatários – agindo em dupla ou sozinho – se passam por corretores de imóveis ou por proprietários do imóvel e até chegam a enviar fotos do local, o turista entra em contato por telefone com o falso proprietário ou o falso corretor. Ele informa um número de conta bancária e pede depósito antecipado de 50% a 70% do valor do aluguel.

Quando o turista chega até a casa alugada, a surpresa: o verdadeiro dono do imóvel está no local e nada sabe sobre o aluguel. O golpista aluga uma casa ou apartamento que existe, sem que o proprietário saiba. São duas vítimas: o turista que pagou pelo aluguel e o dono do imóvel, que teve sua propriedade usada no golpe, sem saber.

O fato do golpista faz a negociação por telefone dificulta prender o estelionatário. “Quando a polícia inicia a investigação, a linha telefônica usada para combinar o aluguel do imóvel com o locatário foi cancelada e a conta bancária, que é aberta com documentos falsos, já foi encerrada. Por isso, é muito difícil encontrar os golpistas”, afirma a delegada assistente, Lílian Rodrigues.

Vítimas

Segundo a polícia, o golpe da casa de aluguel de temporada se repete todo o verão. “Os turistas que alugam um imóvel apenas olhando a foto pela internet são vítimas em potencial”, alerta Lílian. De acordo com a delegada, as vítimas devem procurar a polícia o mais rápido possível. “O primeiro passo é procurar a polícia e fornecer o máximo de informações possíveis sobre o ocorrido”, recomenda.

Alugar imóveis em imobiliárias e visitar a casa antes de fechar negócio são cuidados que ajudam a evitar que o turista seja prejudicado. “Conhecer o imóvel pessoalmente e procurar saber se o corretor ou a imobiliária são idôneos ajudam a evitar dor de cabeça mais tarde”, aconselha o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto. Ele reforça que o turista deve procurar as imobiliárias da cidade onde pretende passar as férias, assim, o locatário consegue mais informações sobre a região e sobre o imóvel.

Outra dica é desconfiar do preço muito baixo. “Não há milagres, se o aluguel estiver abaixo da média cobrada pelas imobiliárias pode desconfiar que é golpe”, aconselha o corretor Vicente Ramos. Ele conta que só no ano passado, atendeu três famílias que alugaram a mesma casa sem o conhecimento do proprietário.

“Primeiro, foram duas irmãs que só perceberam que tinham sido vítimas do mesmo estelionatário quando chegaram aqui procurando a casa. O outro caso foi de uma senhora que até conseguiu falar com o golpista por telefone depois de ter descoberto a farsa, mas ele ainda foi irônico. Disse para ela se virar, pois ele estava curtindo férias na Bahia”.

“Os turistas preferem casas maiores para dividir o aluguel com mais pessoas”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). Mas antes de alugar um imóvel na praia, procure fazer a negociação pessoalmente ou com uma imobiliária de confiança e pegar uma cópia do contrato.

“Visitar o imóvel é a maneira mais segura de evitar dor de cabeça”, diz Viana Neto.

Fonte adaptada: Diário de S. Paulo
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