Espírito Santo receberá navios gigantes no porto mais profundo do país

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A chegada da siderúrgica chinesa Baosteel trará não só um investimento bilionário para o Estado, mas uma outra grande oportunidade na área de logística: a construção de um superporto na região de Ubu, capacitado para receber navios gigantes.

É que a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) pretende construir no município de Anchieta, um novo porto, que será multimodal, ou seja, atenderá à siderúrgica, mas também servirá de apoio para a outras empresas.

Entre elas estão as companhias que se instalarão no recém-criado Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta e também as do setor de mármore e granito, que transportarão as cargas pela ferrovia Litorânea-Sul.

Esse novo porto terá calado de 28 a 30 metros, o que o colocará como o primeiro terminal de águas profundas do país. Hoje, o porto com maior profundidade é o do Maranhão, também operado pela Vale, que possui 23 metros de calado.

A informação foi confirmada ontem, durante visita do diretor-executivo da CVRD, Gabriel Stoliar, e do vice-presidente da Baosteel, Zhao Kun à região de Ubu.

Antes de conhecerem Anchieta e a área do pólo, os executivos estiveram com o governador Paulo Hartung e com o secretário de Desenvolvimento, Guilherme Dias, além de outros executivos das duas empresas. Eles se reuniram, também com o prefeito de Anchieta, Edival Petri.

Valor. Stoliar e o diretor de siderurgia da Vale, James Pessoa, não quiseram falar sobre o investimento necessário para a implantação do novo terminal portuário.

Especialistas do setor estimam, no entanto, que seriam necessários pelo menos R$ 800 milhões para viabilizar um porto, em águas profundas, com três berços para atracação, barragens de contenção e equipamentos para embarque e desembarque de cargas diversas.

O porto será construído próximo ao que já existe e é operado pela Samarco, que tem calado de 18 metros. “O objetivo é que o porto dê sustentação para as empresas que se instalarão no novo pólo industrial”, afirmou Stoliar.

O projeto da Vale é construir um superporto com calado suficiente para receber os maiores navios do mundo, o que exige profundidade maior.

A previsão é de que a estrutura portuária esteja pronta até o final de 2011, quando deverá entrar em funcionamento a nova siderúrgica.

Um porto de águas profundas é uma alternativa logística que falta no Estado para atrair navios de maior porte, o que não pode ser feito no Porto de Vitória, por exemplo, devido à limitação de profundidade da baía, que tem 12 metros de calado.

Projeto foi pensado para o Nordeste

A agilidade do governo do Estado em negociar com a CVRD e a Baosteel garantiu o projeto para a siderúrgica em Anchieta. O plano inicial das duas empresas era implantar uma unidade com capacidade para produzir até 7,5 milhões de toneladas por ano de placas de aço. A planta ficaria em São Luís, no Maranhão, numa área próxima ao porto de Ponta da Madeira. A pressão de grupos ambientalistas e do Ministério Público do Maranhão para que a usina ficasse em outro local acabaram por inviabilizar o projeto no Nordeste.

Aço em alta

# No mês passado, a produção de aço no país chegou a 2,9 milhões de toneladas, um crescimento de 5,3% em comparação com o mesmo mês de 2006. No acumulado do ano, a produção chegou a 19,1 milhões de toneladas, crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado.


# O desempenho da siderurgia brasileira em julho foi o segundo melhor entre os dez principais produtores de aço, ficando atrás somente da China. Das 2,9 milhões de toneladas produzidas em julho, 650 mil foram exportadas. O restante foi vendido no mercado interno.


Indústria busca mão-de-obra local

Com previsão de investimento de US$ 3,6 bilhões, a nova siderúrgica que será construída em Ubu – uma parceria entre a Companhia Vale do Rio doce (CVRD) e a chinesa Baosteel – deverá entrar em funcionamento no final de 2011.

No período da construção serão contratados cerca de 15 mil trabalhadores e de 3 mil a 5 mil quando a siderúrgica entrar em operação. O vice-presidente da Baosteel, Zhao Kun garantiu que o objetivo da empresa é fazer as contratações no Estado.

A partir de outubro, começará o processo de detalhamento do projeto e as primeiras medidas para o licenciamento ambiental. O plano das duas empresas é inaugurar, no dia 3 de outubro, o escritório da siderúrgica em Vitória.

Também a partir da instalação do escritório, na Enseada do Suá, começarão a ser contratados os profissionais que trabalharão no projeto de engenharia e no processo de licenciamento. As duas companhias ainda não definiram o nome da nova empresa que terá 80% do capital da Baosteel e 20% da CVRD.

Após a obtenção das licenças ambientais, serão necessários mais 28 meses para a construção da unidade que será a empresa-âncora do novo Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta.

Zhao Kun admitiu, durante entrevista na residência oficial do governo, em Vila Velha, que a China tenciona fechar pequenas siderúrgicas no país, hoje obsoletas e altamente poluentes, para investir em outras unidades fora da China.

“O Brasil é uma boa alternativa para a produção de aço – pela proximidade com a oferta de minério de ferro – e também pela localização no que se refere à colocação do aço no mercado mundial”, enfatizou Kun.

A unidade produzirá 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano.
Fonte www.skyscrapercity.com   25 de agosto de 20007

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FGTS: comprar imóvel agora ou esperar?

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O anúncio da redução dos juros para financiamentos de imóvel com o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anima quem pretende adquirir a casa própria.

O Conselho Curador do fundo aprovou na quarta-feira a redução em 0,5 ponto percentual da taxa de juro para cotistas que tomam dinheiro emprestado para comprar a casa própria. A medida é válida apenas para os trabalhadores com conta ativa de FGTS.

A mudança vale para financiamentos feitos a partir de janeiro de 2008, mas aí vem a dúvida para quem está procurando imóvel e se enquadra nas regras anunciadas pelo Conselho Curador do FGTS: ignorar a redução e comprar agora ou aguardar até que a medida entre em vigor.

Pelos cálculos da Caixa Econômica Federal, uma pessoa que comprasse hoje um imóvel de R$ 70 mil e financiasse R$ 42 mil, em 240 meses, pagaria uma prestação de R$ 520. Mas, se esperar, essa prestação pode ficar R$ 17 mais barata, uma economia, no final do financimanto, de R$ 8 mil.

Ressalvas

Apesar da economia, o assessor jurídico da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), Luciano Louzada, faz ressalvas. “Se ele [comprador] for esperar essa medida para ano que vem, vai pagar ainda mais um ano de aluguel”, afirmou Louzada.

Atualmente, quem pega empréstimos do FGTS paga uma taxa de 6% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), acrescidos dos custos bancários. Com as mudanças aprovadas pelo Conselho Curador, a taxa passa para 5,5% ao ano, mais TR e custos bancários.

O consultor financeiro Welington Guerra, que pretende um comprar um imóvel, considera a redução 0,5 ponto percentual muito pequena. “A redução é sempre bom, pena que é pouco. Meio por cento é pouco. Seria bom uma redução maior”, disse Guerra.

Novos limites

Além disso, o Conselho expandiu ainda os limites para aquisição de imóveis com o fundo. Passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil o valor do imóvel que pode ser financiado nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo e também no Distrito Federal.

Nas capitais da região sul e sudeste e também no entorno do Distrito Federal, o valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS passou de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Nas demais regiões do país, não pode ultrapassar o valor de R$ 80 mil.

Fonte: G1


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Brasil é a bola da vez dos investimentos internacionais em imóveis

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A INTERNACIONALIZAÇÃO DO MERCADO BRASILEIRO

Por Décio Tenerello

O Brasil é a bola da vez dos investimentos internacionais em real estate. Desembarcam no País grandes empresas e investidores, sobretudo norte-americanos e europeus. O Brasil ingressa no seleto clube das nações muito atrativas para receber estas aplicações de longo prazo, selecionadas a dedo por especialistas em identificar os mercados com maior potencial de valorização do mundo.

Na década passada, o Brasil começou a ser observado por investidores internacionais. Foi “descoberto” por companhias como a Cushman & Wakefield e a Tishman Speyer, seguidas por fundos de pensão como o CalPERS, dos funcionários públicos da Califórnia. Em 2006, pesquisa da Association of Foreign Investors in Real Estate (Afire) mostrou que os investidores em imóveis decidiram globalizar suas aplicações.

Agora, o País recebe recursos vultosos tanto de investidores como Sam Zell, do Equity Group Investments, quanto de empresas que se tornam sócias de construtoras brasileiras que abriram o capital. E, nos últimos dias, chegaram grupos como o BR Malls, que decidiu cotar seus papéis no Novo Mercado da Bovespa, dando transparência às suas participações em empreendimentos comerciais, como shopping centers.

O fator decisivo que explica o ingresso dos estrangeiros é o valor de mercado dos imóveis brasileiros, inferior não apenas ao de países desenvolvidos, mas ao de nações em desenvolvimento, como México e países da Europa Oriental.

Como mostrou o especialista inglês Paul Weeks, em entrevista para o número 22 da Revista do SFI, os investidores estrangeiros enfatizaram seu interesse por países como a República Tcheca, a Polônia e a Hungria; por mercados asiáticos; e, mais recentemente, pelo Brasil.

Mas o fator-chave de atração do investidor internacional é o potencial do mercado secundário. O Brasil dispõe de um mercado primário organizado e desenvolvido de crédito imobiliário, testado em quatro décadas e que está, agora, em plena expansão. A cada mês, recordes são batidos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos da Caderneta de Poupança. As projeções para 2007 indicam que o montante do crédito no SBPE deverá ser da ordem de R$ 12 bilhões, com 150 mil unidades financiadas – cinco vezes mais do que em 2002.

Para o investidor internacional, é essencial a consolidação do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que opera com regras semelhantes às dos mercados mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, oferecendo segurança para os aplicadores. As transações do SFI incorporam os mecanismos de securitização de recebíveis imobiliários existentes nos principais mercados do mundo. O SFI propiciará, simultaneamente, a expansão do mercado dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e a atração dos investidores institucionais locais e externos, como entidades fechadas e abertas de previdência privada, seguradoras e fundos de investimento em geral.

Quando os novos instrumentos de captação de recursos estiverem em pleno funcionamento, encontrará vultosos recursos no mercado de capitais prontos para financiar os empreendimentos e, sobretudo, conferir liquidez ao patrimônio imobiliário. O grau de liquidez dos imóveis ainda é, hoje, o grande diferencial entre os mercados desenvolvidos e o mercado brasileiro.

Além disso, o Brasil já avançou no equilíbrio macroeconômico. Ao optar pelo sistema de metas de inflação, nivelou-se a países que conferem autonomia aos bancos centrais. Registra índices de preços comparáveis aos de países avançados e está reduzindo as taxas de juros, ampliando o número de mutuários potenciais e de investidores em imóveis.

Os agentes financeiros do SFH e do SFI já desempenham papel de crescente importância para a expansão do mercado imobiliário e da construção civil, e para a aceleração do crescimento econômico. Com tratamento adequado a mutuários e a empreendedores, a expansão do crédito imobiliário tenderá a ser substancial, a exemplo do que ocorreu em países como México, Espanha e Estados Unidos.


(*) Décio Tenerello é presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), entidade associada à Fiabci/Brasil.

Fonte: FIABCI Brasil


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