Economia Capixaba : Bandes aumenta repasses. R$ 1,25 bilhão até dezembro

Desenvolvimento ES Nenhum comentário

Angelo Passos - Jornal A Gazeta - 14 de outubro de 2007

Bandes aumenta repasses. R$ 1,25 bilhão até dezembro

Passa de R$ 1 bilhão o total de recursos liberados de janeiro a setembro deste ano pelo Bandes, valor 10% maior em relação a R$ 935 milhões repassados no mesmo período de 2006. A previsão é de que até dezembro sejam injetados cerca de R$ 1,250 bilhão para alavancar a economia capixaba.

O Fundap lidera, disparado, o volume contratado neste ano: R$ 933 milhões. Em seguida vem o Pronaf, com R$ 25 milhões. Os recursos para capital de giro chegam a R$ 898 milhões. É a grande demanda. Entre os contratantes estão cerca de duas mil micro e pequenas empresas, a maioria do interior, diz o gerente Comercial e de Relacionamento do Bandes, Everaldo Colodetti.

“O novo prazo de financiamento de imóvel, em 30 anos, já se mostra como preferência dos clientes, por algumas razões: alivia o orçamento mensal, pois a prestação é menor; aumenta o poder de compra, e permite adquirir imóvel maior”.
Antônio Carlos Ferreira - Superintendente da Caixa Econômica Federal no Espírito Santo

Curimbaba no ES

Maior produtora brasileira de bauxita (responde por quase 70% do abastecimento do mercado interno), a Mineração Curimbaba, com sede em Poços de Caldas (Sul de Minas), pretende instalar no Espírito Santo uma usina de alumina - produto tradicionalmente usado na preparação de alumínio metálico.

O local exato da nova unidade ainda não está definido, mas a preferência é o litoral, visando à exportação. O câmbio não estimula, no entanto há a expectativa de que o início da operação da planta fabril capixaba – 2008 ou 2009 – coincida com o aquecimento da demanda externa.

Bauxita capixaba

A idéia da Mineração Curimbaba é utilizar a bauxita de suas minas situadas entre os municípios de Simonésia (Zona da Mata) e Muniz Freire, no Espírito Santo. Estima-se que essa reserva pode chegar a 300 milhões de toneladas, com enorme potencial de exploração: cem anos.

A Mineração Curimbaba opera desde 1961 em Minas Gerais. Atualmente produz no limite da capacidade instalada – daí o projeto de expansão. O principal mercado externo da empresa são os Estados Unidos.

Recordes no agronegócio

O agronegócio brilha mais no comércio externo brasileiro. Exportações e importações bateram recordes históricos para o mês de setembro. O valor embarcado totalizou US$ 4,9 bilhões, receita 14,6% superior à obtida no mesmo período de 2006. Já as importações somaram US$ 671,9 milhões.

É de US$ 48 bilhões o superávit acumulado nos últimos 12 meses pela balança do agronegócio. A ilustração acima mostra os produtos que mais contribuíram para esse resultado.

O café, evidentemente, é a grande participação do Espírito Santo na receita desse bolo. Somente em 2007, de janeiro a setembro, os embarques da rubiácea na Baía de Vitória renderam US$ 424,9 milhões.

Quantidade

De janeiro a setembro/2007, conforme dados do Centro de Comércio de Café de Vitória, foram exportadas pelo Espírito Santo 3.548.095 sacas de arábica e conilon. É um volume expressivo. Mantido esse ritmo, 2007 será fechado com o embarque de aproximadamente 5 milhões de sacas. Empataria, ou superaria com pouca diferença, o total de 4.896.773 sacas em 2006.

Preço e renda

A cotação do café em dólar está em patamar elevado. Neste ano, até setembro, o arábica embarcado em Vitória saiu, em média, a US$ 129,38 a saca. O conilon, a US$ 105.75. O que está pegando é o câmbio. O dólar abriu o ano a R$ 2,136 e está em R$ 1,80. Caiu 15,5% de 1º de janeiro até a última sexta-feira. E já se fala em R$ 1,75, em breve. É uma corrosão forte na renda da cadeia do café.

Competitividade

Educação e Empreendedorismo é um dos temas do 5º Telecongresso Internacional de Educação, Competitividade e Desenvolvimento, que ocorrerá nos dias 17 e 18 na Findes. É promoção do Sesi em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Unesco.

O NÚMERO

29,97% - Esse é o ritmo de crescimento das importações do Espírito Santo de janeiro a agosto deste ano. A evolução do valor nos últimos meses é muito forte: 31,86% em agosto e 45,13% em julho, conforme dados da Secex. Reflete duas variáveis: aquecimento da economia e facilidade cambial para importar.


Adicione aos favoritos ou compartilhe:





Estado terá a maior arrecadação por habitante do país em 2008

Desenvolvimento ES Nenhum comentário

Radanezi Amorim - Jornal a Gazeta - 14 de outubro de 2007

Ações como a eliminação de privilégios tributários, combate à sonegação, equilíbrio das finanças públicas e melhoria na gestão dos gastos levaram o Espírito Santo ao topo da receita por habitante. Em 2008, com um orçamento previsto de R$ 10,8 bilhões, o Estado terá R$ 3.168 para gastar com cada um de seus cidadãos, bem acima das demais unidades da federação. Este ano, com uma receita global de R$ 10,02 bilhões, o valor por habitante foi um pouco menor, mas ainda assim elevado em relação ao país: R$ 2.939.

O orçamento estadual é estimativa das receitas e fixação das despesas realizadas pela administração pública todos os anos. No Espírito Santo, esse montante teve um salto de 54,5% entre 2003 e 2007.

Apesar de apresentar uma receita bem menor que de seus vizinhos da região Sudeste, a mais rica do país, o Espírito Santo é beneficiado por ter uma arrecadação elevada em relação à população - em torno de 3,4 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a fatia do orçamento capixaba por habitante supera a de outros Estados com maior receita ou com população equivalente.

Segundo o secretário estadual de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo, este ano, foram investidos 15% da receita de caixa, o correspondente a R$ 730 milhões de recursos próprios. Esse valor não inclui, portanto, o dinheiro que é repassado por contratos e financiamentos, o que elevaria o total para mais de R$ 1 bilhão.

Em 2003, de acordo com o secretário, o Espírito Santo só conseguiu investir 0,96% dos recursos estaduais.

Mas com tantos recursos disponíveis por habitante com a receita elevada, o Estado pode se queixar da falta de verbas? Como explicar as crises na Saúde e na Segurança Pública? Para Azevedo, os problemas enfrentados hoje no Estado são reflexos de problemas acumulados por anos e anos: sucateamento da máquina pública mais de uma década, acúmulo de dívidas, desenvolvimento concentrado na região da Grande Vitória, crises econômicas no país.

“A recuperação está se dando agora. O Estado tem evoluído em vários indicadores sociais. No entanto, não é possível mudar todo o quadro na mesma hora. Certos efeitos dos investimentos em Saúde e Educação só começam a aparecer dentro de alguns anos. Mas algumas alterações estão aparecendo agora”, salientou.

“Não é possível mudar todo o quadro na mesma hora. Certos efeitos dos investimentos em Saúde e Educação só começam a aparecer dentro de alguns anos”
José Eduardo Azevedo - Secr. de Planejamento

Rigor fiscal elevou receita a partir de 2003

Até 2002, o Estado registrava arrecadação de impostos insuficiente e orçamentos deficitários. A partir de 2003, com a política de austeridade fiscal e financeira implantada pelo governo, o cenário mudou. Segundo o secretário da Fazenda, José Teófilo, o resultado foi decorrente de diversas medidas como a extinção de privilégios tributários para algumas empresas, a revisão do Código Tributário, que acabou com taxas consideradas abusivas, e a redução da dívida pública. “Os contribuintes, que antes sentiam que os recursos eram mal utilizados, passaram a contribuir”, afirmou Teófilo.

Previsão é de mais crescimento

O orçamento do Estado deve continuar a crescer nos próximos anos, embora de forma mais atenuada, mas ainda acima da média do país. A meta do governo estadual, segundo o secretário de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo, é aprimorar os investimentos e melhorar a gestão pública. Ele lembra, por exemplo, que o governo vai realizar concurso para a contratação de gestores este ano.

O Plano 2025, que traça metas e objetivos do governo para os próximos 20 anos, prioriza a aplicação de recursos no desenvolvimento social e humano, na Saúde, Educação, Segurança Pública e Justiça. Outro foco é descentralizar o crescimento econômico e levar projetos para o interior.

“O plano prevê ainda a manutenção do equilíbrio fiscal, qualificação da máquina pública e a criação de um padrão de educação que permita a setores da população sair da faixa de pobreza”, acrescentou o secretário.

Ele citou indicadores que apontam uma evolução na área social do Estado, após o aumento de investimentos no setor, nos últimos anos. Segundo Azevedo, entre 2002 e 2006, o percentual de pobreza diminuiu em 23% - passou de 23,8% para 14,9%, alteração superior à média do país, que foi de 32% para 29% no mesmo período.

Ainda de acordo com o secretário, outro bom indicador foi o percentual de crianças na escola na faixa de 15 a 17 anos, que passou de 73,6% em 2002 para 81,5% em 2006.

Economista destaca correção de desigualdades

O economista Orlando Caliman destaca que a evolução da capacidade de investimentos está permitindo ao governo mirar em ações que corrijam as distorções regionais do Estado. Ele aponta que os investimentos vêm sendo melhor distribuídos nos últimos anos.

“Pelo que tenho observado, há a tendência de se corrigir certas distorções históricas. O governo vem adotando políticas que fortaleçam as economias do interior por meio dos investimentos públicos”, explica Caliman.

Sobre as dificuldades do Estado nas áreas de Saúde e Segurança, o economista avalia que vários problemas estão relacionados com a dificuldades de gestão e divisão de atribuições entre a União, Estado e municípios. “É preciso haver melhor distribuições de receitas entre essas três entidades”, considerou.

O crescimento da arrecadação

  • Veja a elevação do orçamento estadual e da arrecadação de ICMS entre 2003 e 2007:

    2003
    Orçamento R$ 4,55 bilhões
    ICMS R$ 2, 89 bilhões

    2004
    Orçamento R$ 5, 58 bilhões
    ICMS R$ 3,67 bilhões

    2005
    Orçamento R$ 6,87 bilhões
    ICMS R$ 4,45 bilhões

    2006
    Orçamento R$ 7,89 bilhões
    ICMS R$ 4.92 bilhões

    2007
    Orçamento R$ 10,02 bilhões
    ICMS R$ 5,45 bilhões (estimativa)

    2008
    Orçamento R$ 10, 83 bilhões
    ICMS R$ 6,13 bilhões (previsão)

  • Veja para onde irá a maior parte do orçamento do Estado para o próximo ano:

    Recursos do caixa do Estado. R$ 6,25 bilhões

    Investimento com recursos próprios: R$ 769,8 milhões

    Educação R$ 1,07 bilhão

    Saúde R$ 1,03 bilhão

    Infra-estrutura R$ 850 milhões

    Segurança R$ 777 milhões

    Justiça R$ 261 milhões

    Agricultura 178 milhões

  • Radanezi Amorim

    Ações como a eliminação de privilégios tributários, combate à sonegação, equilíbrio das finanças públicas e melhoria na gestão dos gastos levaram o Espírito Santo ao topo da receita por habitante. Em 2008, com um orçamento previsto de R$ 10,8 bilhões, o Estado terá R$ 3.168 para gastar com cada um de seus cidadãos, bem acima das demais unidades da federação. Este ano, com uma receita global de R$ 10,02 bilhões, o valor por habitante foi um pouco menor, mas ainda assim elevado em relação ao país: R$ 2.939.

    O orçamento estadual é estimativa das receitas e fixação das despesas realizadas pela administração pública todos os anos. No Espírito Santo, esse montante teve um salto de 54,5% entre 2003 e 2007.

    Apesar de apresentar uma receita bem menor que de seus vizinhos da região Sudeste, a mais rica do país, o Espírito Santo é beneficiado por ter uma arrecadação elevada em relação à população - em torno de 3,4 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a fatia do orçamento capixaba por habitante supera a de outros Estados com maior receita ou com população equivalente.

    Segundo o secretário estadual de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo, este ano, foram investidos 15% da receita de caixa, o correspondente a R$ 730 milhões de recursos próprios. Esse valor não inclui, portanto, o dinheiro que é repassado por contratos e financiamentos, o que elevaria o total para mais de R$ 1 bilhão.

    Em 2003, de acordo com o secretário, o Espírito Santo só conseguiu investir 0,96% dos recursos estaduais.

    Mas com tantos recursos disponíveis por habitante com a receita elevada, o Estado pode se queixar da falta de verbas? Como explicar as crises na Saúde e na Segurança Pública? Para Azevedo, os problemas enfrentados hoje no Estado são reflexos de problemas acumulados por anos e anos: sucateamento da máquina pública mais de uma década, acúmulo de dívidas, desenvolvimento concentrado na região da Grande Vitória, crises econômicas no país.

    “A recuperação está se dando agora. O Estado tem evoluído em vários indicadores sociais. No entanto, não é possível mudar todo o quadro na mesma hora. Certos efeitos dos investimentos em Saúde e Educação só começam a aparecer dentro de alguns anos. Mas algumas alterações estão aparecendo agora”, salientou.

    “Não é possível mudar todo o quadro na mesma hora. Certos efeitos dos investimentos em Saúde e Educação só começam a aparecer dentro de alguns anos”
    José Eduardo Azevedo - Secr. de Planejamento

    Rigor fiscal elevou receita a partir de 2003

    Até 2002, o Estado registrava arrecadação de impostos insuficiente e orçamentos deficitários. A partir de 2003, com a política de austeridade fiscal e financeira implantada pelo governo, o cenário mudou. Segundo o secretário da Fazenda, José Teófilo, o resultado foi decorrente de diversas medidas como a extinção de privilégios tributários para algumas empresas, a revisão do Código Tributário, que acabou com taxas consideradas abusivas, e a redução da dívida pública. “Os contribuintes, que antes sentiam que os recursos eram mal utilizados, passaram a contribuir”, afirmou Teófilo.

    Previsão é de mais crescimento

    O orçamento do Estado deve continuar a crescer nos próximos anos, embora de forma mais atenuada, mas ainda acima da média do país. A meta do governo estadual, segundo o secretário de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo, é aprimorar os investimentos e melhorar a gestão pública. Ele lembra, por exemplo, que o governo vai realizar concurso para a contratação de gestores este ano.

    O Plano 2025, que traça metas e objetivos do governo para os próximos 20 anos, prioriza a aplicação de recursos no desenvolvimento social e humano, na Saúde, Educação, Segurança Pública e Justiça. Outro foco é descentralizar o crescimento econômico e levar projetos para o interior.

    “O plano prevê ainda a manutenção do equilíbrio fiscal, qualificação da máquina pública e a criação de um padrão de educação que permita a setores da população sair da faixa de pobreza”, acrescentou o secretário.

    Ele citou indicadores que apontam uma evolução na área social do Estado, após o aumento de investimentos no setor, nos últimos anos. Segundo Azevedo, entre 2002 e 2006, o percentual de pobreza diminuiu em 23% - passou de 23,8% para 14,9%, alteração superior à média do país, que foi de 32% para 29% no mesmo período.

    Ainda de acordo com o secretário, outro bom indicador foi o percentual de crianças na escola na faixa de 15 a 17 anos, que passou de 73,6% em 2002 para 81,5% em 2006.

    Economista destaca correção de desigualdades

    O economista Orlando Caliman destaca que a evolução da capacidade de investimentos está permitindo ao governo mirar em ações que corrijam as distorções regionais do Estado. Ele aponta que os investimentos vêm sendo melhor distribuídos nos últimos anos.

    “Pelo que tenho observado, há a tendência de se corrigir certas distorções históricas. O governo vem adotando políticas que fortaleçam as economias do interior por meio dos investimentos públicos”, explica Caliman.

    Sobre as dificuldades do Estado nas áreas de Saúde e Segurança, o economista avalia que vários problemas estão relacionados com a dificuldades de gestão e divisão de atribuições entre a União, Estado e municípios. “É preciso haver melhor distribuições de receitas entre essas três entidades”, considerou.

    O crescimento da arrecadação

  • Veja a elevação do orçamento estadual e da arrecadação de ICMS entre 2003 e 2007:

    2003
    Orçamento R$ 4,55 bilhões
    ICMS R$ 2, 89 bilhões

    2004
    Orçamento R$ 5, 58 bilhões
    ICMS R$ 3,67 bilhões

    2005
    Orçamento R$ 6,87 bilhões
    ICMS R$ 4,45 bilhões

    2006
    Orçamento R$ 7,89 bilhões
    ICMS R$ 4.92 bilhões

    2007
    Orçamento R$ 10,02 bilhões
    ICMS R$ 5,45 bilhões (estimativa)

    2008
    Orçamento R$ 10, 83 bilhões
    ICMS R$ 6,13 bilhões (previsão)

  • Veja para onde irá a maior parte do orçamento do Estado para o próximo ano:

    Recursos do caixa do Estado. R$ 6,25 bilhões

    Investimento com recursos próprios: R$ 769,8 milhões

    Educação R$ 1,07 bilhão

    Saúde R$ 1,03 bilhão

    Infra-estrutura R$ 850 milhões

    Segurança R$ 777 milhões

    Justiça R$ 261 milhões

    Agricultura 178 milhões


  • Adicione aos favoritos ou compartilhe: