Sonho da casa própria: Caixa Econômica amplia prazo de 240 para 360 meses

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Uma boa notícia: a Caixa Econômica aumentou o prazo de financiamento para a compara da casa própria. Em alguns casos pode chegar a 30 anos. Os juros também foram reduzidos

A ampliação do prazo de 240 para 360 meses só vale para imóveis com valor máximo de R$ 350 mil. Mudanças que ajudaram Rangel Costa Caetano a se decidir pela compra do imóvel. Há três meses ele procura um apartamento e vai ter que financiar cerca de R$ 100 mil. “A prestação, o valor vai diminuir. E o aluguel se você for comparar o valor do aluguel com o da prestação da casa própria, vale a pena a casa própria”, acredita.

Os juros caíram, em média, 1%. Nos imóveis até R$ 130 mil, por exemplo, a taxa ficou em 8,16% ao ano, mais a TR. E para imóveis entre R$ 200 mil e R$ 350 mil, 10,9%, mais TR. Para financiamentos que usam recursos do Fundo de Garantia, as mudanças só valem para quem ganha acima de cinco salários mínimos.

Já nos contratos que usam dinheiro da poupança, a queda nos juros foi de 0,6%. A Caixa anunciou que, a partir de segunda-feira, vai diminuir o valor da taxa de administração e do seguro.

Para os economistas, as novas regras podem provocar mudanças também no financiamento de imóveis de outros bancos. “A Caixa é o principal banco imobiliário do país. Isso claramente sinaliza para todos os outros bancos a necessidade de se ampliar as opções para os seus clientes de prazos maiores e taxas menores. É muito bom para o cidadão como um todo, que está pretendendo comparar um imóvel”, acredita o economista Adriano Miglio.

Para quem ganha menos de R$ 1.865 e vai fazer financiamento com recursos do Fundo de Garantia, só houve uma mudança. O prazo passou de 20 anos para 25 anos.


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FGTS: comprar imóvel agora ou esperar?

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O anúncio da redução dos juros para financiamentos de imóvel com o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anima quem pretende adquirir a casa própria.

O Conselho Curador do fundo aprovou na quarta-feira a redução em 0,5 ponto percentual da taxa de juro para cotistas que tomam dinheiro emprestado para comprar a casa própria. A medida é válida apenas para os trabalhadores com conta ativa de FGTS.

A mudança vale para financiamentos feitos a partir de janeiro de 2008, mas aí vem a dúvida para quem está procurando imóvel e se enquadra nas regras anunciadas pelo Conselho Curador do FGTS: ignorar a redução e comprar agora ou aguardar até que a medida entre em vigor.

Pelos cálculos da Caixa Econômica Federal, uma pessoa que comprasse hoje um imóvel de R$ 70 mil e financiasse R$ 42 mil, em 240 meses, pagaria uma prestação de R$ 520. Mas, se esperar, essa prestação pode ficar R$ 17 mais barata, uma economia, no final do financimanto, de R$ 8 mil.

 Ressalvas

Apesar da economia, o assessor jurídico da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), Luciano Louzada, faz ressalvas. “Se ele [comprador] for esperar essa medida para ano que vem, vai pagar ainda mais um ano de aluguel”, afirmou Louzada.

Atualmente, quem pega empréstimos do FGTS paga uma taxa de 6% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), acrescidos dos custos bancários. Com as mudanças aprovadas pelo Conselho Curador, a taxa passa para 5,5% ao ano, mais TR e custos bancários.

O consultor financeiro Welington Guerra, que pretende um comprar um imóvel, considera a redução 0,5 ponto percentual muito pequena. “A redução é sempre bom, pena que é pouco. Meio por cento é pouco. Seria bom uma redução maior”, disse Guerra.

 Novos limites

Além disso, o Conselho expandiu ainda os limites para aquisição de imóveis com o fundo. Passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil o valor do imóvel que pode ser financiado nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo e também no Distrito Federal.

Nas capitais da região sul e sudeste e também no entorno do Distrito Federal, o valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS passou de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Nas demais regiões do país, não pode ultrapassar o valor de R$ 80 mil.

Fonte: G1


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