Quem ganha até seis salários terá mais chances de encontrar imóveis
com descontos de até R$ 17 mil em todos os municípios capixabas
O governo federal ampliou o incentivo para quem ganha até seis salários
mínimos (R$2.790) comprar a casa própria. Agora, os mutuários poderão
encontrar mais oferta de imóveis no mercado e ainda ter um desconto de até R$ 17 mil.
Isso porque o governo decidiu estender o subsídio (desconto) concedido para quem não se enquadrava
no Programa Minha Casa, Minha Vida. Inicialmente, só os imóveis com habite-se (documento que
comprova construção com as exigências estabelecidas pela prefeitura) a partir de 26 de março, data
do lançamento do programa, e na faixa de até R$ 100 mil, poderiam
ser comercializados com as facilidades oferecidas pelo governo.
No Estado, a limitação também era geográfica: apenas os moradores
da Grande Vitória, mais Linhares, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim
eram beneficiados. A novidade é que todas as cidades
capixabas agora podem participar do programa. Além disso, os
mutuários terão chance de obter desconto no valor do financiamento
também ao comprar imóveis que no dia 26 de março tinham
até 180 dias de habite-se. “Com a medida, a pessoa vai
poder comprar imóvel pronto, mesmo com habite-se anterior”,
observou Antonio Carlos Ferreira, superintendente regional da
Caixa Econômica Federal. A diferença em relação a quem
se enquadra no Minha Casa, Minha Vida é que o comprador não
vai ter direito ao Fundo Garantidor, benefício que atende por até
36 meses o mutuário que perder o emprego, possibilitando que as
prestações sejam lançadas para o final do financiamento.
“Mas o desconto é o aspecto mais significativo. Com a ampliação
do prazo e dos municípios, mais pessoas poderão ser contempladas”,
frisou Antonio Carlos. O superintendente da Caixa ressaltou, ainda, que quanto menor
a renda, maior o desconto que o mutuário poderá receber. As contas para oferecer o subsídio
também levam em consideração o número de habitantes do município.
Nos mais populosos, os moradores têm um benefício maior.
SIMULAÇÕES - para entender melhor
SERRA
Na simulação vai representar os municípios
da Grande Vitória, além de
Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e
Linhares.
Renda: R$ 1.395
Valor do imóvel: R$ 50 mil
Prazo: 240 meses
Subsídio (desconto): R$ 17 mil SÃO MATEUS
Está representando os municípios
com população entre 100 e 50 mil habitantes.
Renda: R$ 1.395
Valor do imóvel: R$ 50 mil
Prazo: 240 meses
Subsídio (desconto): R$ 13 mil SÃO JOSÉ DO CALÇADO
Está representando os municípios
com população de até 50 mil habitantes
Renda: R$ 1.395
Valor Imóvel: R$ 50 mil
Prazo: 240 meses
Subsídio: R$ 7 mil
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IMÓVEL DE R$ 85 MIL
Renda bruta: R$ 1.600
Entrada: R$ 3.320,29
Valor financiado: R$ 67. 764,71
Subsídio: R$ 13.915
Prazo: Até 300 meses
1ª prestação: R$ 480
Juros: 4,5% ao ano + TR IMÓVEL DE R$ 65 MIL
Renda bruta: R$ 1.500
Entrada: Sem pagamento
Valor financiado: R$ 49.580
Subsídio: R$ 15.420
Prazo: Até 300 meses
1ª prestação: R$ 351,19
Juros: 4,5% ao ano + TR IMÓVEL DE R$ 58 MIL
Renda bruta: R$ 1.900
Entrada: Sem pagamento
Valor financiado: R$ 48.602
Subsídio: R$ 9.398
Prazo: Até 300 meses
1ª prestação: R$ 344,27
Juros: 4,5% ao ano + TR IMÓVEL DE R$ 52 MIL
Renda bruta: R$ 1.400
Entrada: Sem pagamento
Valor financiado: R$ 35.075
Subsídio: R$ 19.925
Prazo: Até 300 meses
1ª prestação: R$ 248,45
Juros: 4,5% ao ano + TR IMÓVEL DE R$ 50 MIL
Renda bruta: R$ 2.790
Entrada: R$ 2.999
Valor financiado: R$ 45 mil
Subsídio: R$ 2.001
Prazo: Até 300 meses
1ª prestação: R$ 356,25
Juros: 5,5% ao ano + TR IMÓVEL DE R$ 45 MIL
Renda bruta: R$ 1.450
Entrada: Sem pagamento
Valor financiado: R$ 28.827
Subsídio: R$ 16.173
Prazo: Até 300 meses
1ª prestação:R$ 204,19
Juros: 4,5% ao ano + TR
Obs.: As indicações por município foram elaboradas pela assessoria da Caixa
Econômica Federal. Já as simulações foram feitas diretamente no site da
instituição, tendo como referência uma pessoa de 35 anos de idade .
O Estado registrou um aumento de 8,3% em sua produção industrial
de fevereiro, perdendo apenas para a Bahia, com 13,7%
OEspírito Santo teve o segundo maior crescimento
industrial em fevereiro, com relação a janeiro deste ano, segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Estado registrou um aumento de 8,3% em sua produção industrial,
perdendo apenas para a Bahia que teve um crescimento de 13,7%.
De acordo com o superintendente do Instituto Euvaldo Lodi
(IEL-ES) e economista da Federação das Indústrias do Espírito
Santo (Findes), Benildo Denadai, o Estado apresentou uma queda
de 33,2% em fevereiro deste ano, comparando com o mesmo mês
do ano anterior.
“Já em fevereiro, a queda foi de 29,5%, a menor das registradas
desde setembro, quando a crise financeira mundial foi anunciada”,explicou.
De acordo com o IBGE,dos cincosetores apurados, quatroregistraram
retração: as indústrias extrativas
(-60,8%), metalurgia básica
(-32,7%) e alimentos e bebidas
(-5,2%).
O único dado positivo ocorreu na produção de celulose e papel,
que registrou aumento de 2,7% em fevereiro com relação a janeiro
deste ano. Segundo o superintendente do IEL, o crescimento não representa
um início de recuperação dos impactos causados pela crise.
“Isso é algo que não está consolidado. Primeiro precisamos ter
dados concretos de faturamento das indústrias do Estado, e devemos
levantá-los até o final desta semana”, disse. Ele acrescentou que a recuperação
da atividade industrial depende também do mercado internacional.
“Cerca de 49% do que produzimos vai para o exterior, e como teve
uma queda grande na economia mundial, nós sofremos esse
impacto também”. Em nível nacional, o crescimento
de produção industrial registrou um aumento de 1,8% em
fevereiro. De 27 ramos pesquisados, 16 apresentaram alta. O IBGE
apontou o setor de veículos, com alta de 8,7%, como grande responsável
pelo crescimento.
Na comparação com fevereiro de 2008, no entanto,o País teve queda de 17%.
Financiamento de até 100% .Famílias que ganham até
R$ 4.900 vão poder financiar 100% de um imóvel usado em até
30 anos, com os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS).
A proposta faz parte de uma série de medidas que o governo vem
estudando para o pacote habitacional, que deve ser anunciado
depois do Carnaval. Até então, a medida vale para
um prazo de 20 anos. Com o pacote, o governo pretende facilitar
a aquisição da casa própria para pessoas de baixa renda.
Hoje, a Caixa Econômica Federal disponibiliza uma linha de
crédito imobiliário com taxa de juros a partir de 4,5% ao ano.
Segundo o superintendente regional da Caixa, Antônio Carlos
Ferreira, essa taxa de juros é válida para aquelas pessoas que ganham
de R$ 415 até R$ 1.875, e a origem dos recursos vem do
FGTS.
Ele contou que a expectativa para 2009 é de que a Caixa contrate
R$ 600 milhões para financiamento de imóveis. “Essa é a nossa
meta, mas com o pacote de habitação acreditamos que vamos superar
esse valor.”
Já o Banco do Brasil tem a perspectiva de fechar o ano com R$ 1
bilhão em créditos imobiliários, segundo o gerente de mercado do
BB do Estado, André Ricardo Nahas.“Acreditamos que essas linhas
vão beneficiar a população de baixa renda e também aquecer o mercado.
A redução nos preços vai ser possível graças a dois programas que o governo federal
pretende lançar nos próximos dias. Um é o “PAC das geladeiras”, destinado a
substituir 10 milhões de geladeiras em 10 anos. O segundo pode baratear os
imóveis em até 15%.
Imóveis, materiais de construção e até geladeiras devem
ficar mais baratos a partir de março. O governo federal
pretende lançar, depois do Carnaval, dois programas que
prometem trazer uma série de benefícios ao bolso do consumidor.
Um deles é o “PAC das geladeiras ”, que vai estimular a troca
dos eletrodomésticos velhos por novos. A ideia do governo é substituir
10 milhões de geladeiras em 10 anos. Para isso, vai diminuir
o valor dos impostos sobre o produto.
A outra medida que vem sendo aguardada com expectativa é o
pacote habitacional. Para alguns profissionais do ramo de imóveis,
o pacote virá em boa hora e, inclusive, vai fazer com que os preços
do mercado imobiliário se tornem mais atrativos.
“Com as propostas que o governo vem estudando, o imóvel pode
baratear até 15%”, avaliou um consultor imobiliario.
Para ele, a medida que vai fazer a grande diferença no valor final
do imóvel é a redução do Imposto Sobre o Produto Industrializado
(IPI) dos materiais de construção, que deve cair de 5% para zero.
O diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário
do Espírito Santo (Ademi- ES), Sandro Carlesso, acredita
que a queda na taxa de juros para os financiamentos e o aumento
de R$ 350 mil para R$ 500 mil na hora de financiar o imóvel, com
recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS),
vão garantir mais oportunidades para a população.
O presidente de uma construtora , reforçou que a medida vai
criar inúmeros incentivos na construção civil.
Ele frisou que, se os governos federal, estaduais e municipais
estiverem juntos e dispostos a reduzir os impostos, o mutuário
poderá pagar apenas R$ 70 mil em um imóvel com valor de R$
100 mil.
16 dAmerica/Sao_Paulo Novembro dAmerica/Sao_Paulo 2008Lançamentos ImobiliáriosNenhum comentário
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* Menores juros do mercado
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